A morte de Daniel Sosa, de apenas 21 anos, em um violento conflito entre barras do Lanus, foi apenas o último episódio de violência entre torcidas argentinas. Apenas este ano já são oito mortes em apenas cinco meses de futebol. E ontem houve mais um episódio. Sem vítimas, mas com as costumeiras tentativas de intimidação.
Em Mendoza, torcedores do Godoy Cruz pintaram ameaças aos jogadores do clube, e improvisaram um ataúde para Ramirez, artilheiro do último Apertura. O episódio se deve à péssima campanha do Tomba em 2012. A equipe, que teve um bom desempenho em 2011, a ponto de se classificar para a Libertadores, tem meros 11 pontos no atual Clausura, e está a apenas 1 ponto da lanterna do torneio.
Quando ocorrem episódios do tipo, os dirigentes costumam dar as declarações indignadas de praxe, mas normalmente são próximos a essas gangues. Após os eventos de sábado, o presidente do Lanus, Nicolás Russo, se disse destruído pela confusão, mas na verdade tem como empregado do clube um ex-líder de uma das gangues que participaram da briga.
Assim, já foram 8 as mortes em confrontos do tipo. Todos jovens, entre 17 e 33 anos. Segundo um site argentino (http://www.salvemosalfutbol.com/listavictimas.htm) já foram 264 torcedores mortos nos últimos 88 anos. E infelizmente não se vê nenhum tipo de atitude para reverter o quadro. Assim, a lista dificilmente deixará de crescer.
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