No ano passado, após uma belíssima campanha do Huracán no Clausura 2009, uma série de jogadores debandaram pelo mundo. E um dos principais jogadores daquele time era Javier Pastore. Contudo, o Corinthians decidiu cair nas promessas dos empresários e trouxe o ‘novo Messi’, Matías Defederico. Todavia, o meia (que joga fora de sua posição) não convenceu nesses 12 meses no futebol brasileiro. Enquanto isso, o Palermo (ITA) apostou certo e levou Pastore para o Calcio. E olha que Javier também jogou deslocado de sua posição em sua chegada ao País. E nesta janela de inverno pode ter um saldo positivo de 60 milhões de euros na conta bancaria.
Pastore já admitiu que não deseja sair do futebol italiano neste momento. Até porque é o seu melhor momento no futebol europeu – na temporada passada começou a se destacar apenas ao fim do certame, o que lhe rendeu uma vaga na Seleção. Além disso, seu time está na Europa League, com chances reais de se classificar entre os 32 melhores times do torneio secundário da Europa, mas que vem ganhando prestigio no Velho Continente.
Comparações a sua forma de jogar não faltam. Já foi comparado ao ‘novo Zidane’, e mais recentemente ao ‘novo Messi’. O presidente do Palermo, Maurizio Zamparini, bancou que Pastore será melhor que Lio. E tudo isso graças a massificação de jogadores estrangeiro na Europa. Pastore chegou cedo ao principal mercado da bola. Bem diferente de Zinedine Zidane, que só foi para a Juventus graças ao belíssimo futebol apresentado na Champions League com o Bordeuax.
Hoje o cordobense está com apenas 21 anos – tem idade olímpica – e tem propostas de do Barcelona, justamente de Lionel Messi. O clube já vem demonstrando interesse no jogador desde o fim do Mundial, quando jogou algumas partidas como suplente (para muitos, um dos maiores erros de Maradona na Copa).
Enquanto isso, no Brasil, muitos torcedores do Corinthians e jornalistas esportivos, zombam de Defederico, que como já dito, joga fora de sua posição de origem – meia avançado e não atacante. Vale lembrar que Pastore chegou a Itália como promessa, mas não foi bem nos primeiros jogos, justamente por não estar jogando em sua posição de origem. Na época, o presidente do clube italiano ameaçou a demitir o treinador por não estar aproveitando o talento de um dos jogadores mais promissores do mundo. Coisa que não acontece no Brasil, uma vez que a maioria dos dirigentes sequer sabe analisar uma partida taticamente.
Mas, não é só por isso que Defederico vem tendo menos cartaz no futebol nacional (até porque poucos vêm o futebol brasileiro no Mundo). É porque, definitivamente, o Corinthians errou ao contratar o terceiro melhor jogador daquele Huracán que rendeu arrepios aos argentinos. Bolatti – herói da classificação em Montevidéu e que hoje está na Fiorentina – é superior a Matías. Javier Pastore é superior aos dois juntos. Não a toa levou o desacreditado Huracán (que brigava por rebaixamento no inicio daquele torneio) ao vice-campeonato – que diga-se de passagem, foi injusto graças ao erro de arbitragem na ‘final’ contra o Vélez.
Pior para o Corinthians, que está prestes a perder um dos seus principais pontos de renda – já que o garoto propaganda Ronaldo deve se aposentar em poucos meses de deve diminuir as cotas de publicidade da equipe – e poderia estar lucrando, e muito, com a venda de Pastore para o futebol espanhol. Enquanto isso, o Palermo ri a toa com a possibilidade de ver o seu cofre recheado de Euros graça a um possível gênio da bola, ao estilo de Zidane. Para o bem do futebol.
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