Quando Alejandro Sabella foi anunciado como novo treinador da Seleção Argentina, a esperança dos fãs da Albiceleste era ver um sistema defensivo mais sólido. Mas, poucos se deram conta que as melhores peças para o setor são as mesma utilizadas pelos antecessores. Sendo assim, os problemas continuam. Apesar da vitória por 3-1 sobre a Nigéria, com uma boa atuação de Messi, a trinca de zagueiros voltou a assombrar.
E pensar que a Nigéria pouco fez durante a partida. Mas, nos poucos minutos em que os africanos tiveram a posse de bola no sistema ofensivo, deixava o torcedor argentino com uma dor na espinha. Os erros na cobertura, a falta de segurança e principalmente a falta de entrosamento, expuseram o setor. No primeiro lance da segunda etapa, por exemplo, saiu o único gol nigeriano, quando a partida já estava 2-0 para a Argentina. Obasi aproveitou um rebote infantil da defesa e mandou para as redes de Romero.
O próprio Romero salvou a Argentina em determinados momentos do jogo, principalmente após o gol nigeriano. O arqueiro, apesar de não ter caído no gosto dos hermanos – e de muitos dirigentes, já que atua na segunda divisão italiana – continua tendo um bom rendimento com a camisa da Albiceleste.
Messidependência
A Argentina só começou a jogar bem, ou melhor, só mostrou um bom futebol, justamente quando Lionel Messi quis mostrar o seu futebol. Curiosamente, isso só aconteceu quando o jogador do Barcelona tomou uma pancada no rosto, por volta dos 20 minutos. O lance parece ter acordado o argentino, que participou dos dois primeiros gols da partida. Aos 24, deu um passe de primeira para Higuaín, que mostrou o seu faro de matador. Dois minutos depois, fez uma boa jogada individual, levando vários defensores e chutou. No rebote, Dí Maria só colocou para a rede.
Messi ainda mostrou um bom futebol no decorrer do primeiro tempo. Mas, na etapa complementar, o seu ritmo e o de toda a Seleção caíram gradativamente. A Argentina só acordou – e sacramentou a vitória – aos 20 minutos da segunda etapa, quando Dí Maria (curiosamente um dos destaques desses dois amistosos) assistiu Higuaín, que chutou, a bola bateu no goleiro e foi nas pernas do zagueiro nigeriano Elderson e entrou.
A vitória por 3-1 foi merecida. Apesar dos inúmeros problemas defensivos, o sistema ofensivo se mostrou forte e solido. Alejandro Sabella terá um trabalho árduo nos próximos desafios. Além dos confrontos contra o Brasil, apenas com jogadores que atuam no País, terá Chile (7/10), Venezuela (11/10), Bolívia (11/11) e Colômbia (15/11), todos pelas Eliminatórias da Copa 2014.
