Boca vence e estreia bem no Clausura 2012

Desde Buenos Aires – Estreou o campeão. E Falcioni não poupou esforços para que o Boca conseguisse seu primeiro triunfo no Clausura 2012.

Com Riquelme em campo desde o começo da partida e ainda sem Santiago Silva, que deve fazer sua estreia com a camiseta Xeneize na próxima terça contra o Zamora-VEN pela Copa Libertadores, o Boca veio a campo sem um camisa 9 de ofício. Preferiu jogar com dois homens de frente bem abertos; Mouche pelo lado direito e Cvitanich pelo esquerdo.

Já o Olimpo de Bahía Blanca foi até Buenos Aires com o estigma de ter sido a última equipe a vencer o Boca Jrs. na Bombonera há 16 partidas atrás. E os visitantes começaram animados, logo aos 20 segundos de jogo, quase abriram o placar numa troca de passes que terminou com forte arremate que obrigou Orión a se esticar todo para salvar os atuais campeões. O Olimpo arriscava mais e criava as melhores oportunidades, mesmo figurando na zona do rebaixamento, conseguia controlar o meio de campo e constantemente rondava a área Xeneize.

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E o caminho parecia ser o lado direito do ataque ou o esquerdo da defesa do Boca. As três primeiras descidas dos visitantes foram todas por esse lado da defesa local, onde Clemente encontrava dificuldades na marcação. A primeira aparição dos donos da casa no campo de ataque surgiu apenas aos 18 minutos, num cruzamento de Mouche que o goleiro Ibañez não soube afastar e obrigou a zaga jogar para escanteio.

A partir daí o Boca não somente equilibrou o jogo, como também controlava as melhores ações da partida Aos 25, Riquelme em cobrança de falta levantou para dentro da área do Olimpo, mas Cvitanich chegou um pouco tarde para completar o lance. Dois minutos mais tarde, novamente Riquelme muito participativo, levou perigo em outra cobrança de falta.

Os visitantes responderam com um belo arremate de fora da área que passou raspando a trave direita do gol defendido por Orión. Aos 36 foi a vez de Cvitanich limpar dois defensores e arriscar de longe para a segura defesa de Inañez.

Faltando cinco minutos para o final da primeira etapa, Riquelme domina no bico da área, se livra de um marcador e cruza para que Mouche, impedido, ajeitasse de cabeça e Cvitanich praticamente dentro da pequena área, fuzilasse para o fundo das redes do Olimpo. Boca na frente 1 a 0.

Com o final desta primeira parte, a impressão foi de um jogo equilibrado e bem movimentado, pendendo um pouco mais para a equipe local. Ficou a sensação de um Riquelme muito participativo e que o Olimpo merecia melhor sorte.

A etapa complementar começou da mesma maneira que o primeiro tempo, com um Olimpo pressionando o Boca no seu próprio campo. E quase alcançou o empate numa cobrança de escanteio que a defesa aliviou com Schiavi.

Aos 14 minutos finalmente saiu o empate, mas o gol foi corretamente anulado já que depois da cobrança de escanteio, a bola foi amortecida com a mão antes de ter como destino o gol de Orión.

O Boca encontrou seu segundo gol depois de outra boa jogada de Riquelme que costurou pelo miolo da defesa visitante e deu um lindo passe para Mouche, que precisou de duas tentativas para marcar, Boca 2 a 0.

Falcioni promove mudanças e coloca Blandi no lugar de Cvitanich e Ledesma por Rivero.

O segundo gol foi um golpe muito duro para o Olimpo que desde então passou a assistir o toque de bola dos atuais campeões, que sem pressa passavam de pé em pé esperando a oportunidade certa para investir.

Aos 35 minutos, para aplausos geral da Bombonera, Riquelme foi substituído por Chavez.

E foi só. Vitória merecida de uma equipe que soube suportar os momentos iniciais difíceis e aos poucos adaptou seu jogo a forma do adversário. Bom início de campeonato para os atuais detentores do título argentino.

Agora o Boca volta sua cabeça totalmente para a Copa Libertadores e sua estreia contra Zamora na Venezuela, terca-feira. Já o Olimpo receberá o Belgrano em Bahía Blanca para tentar recuperar-se.