Um duelo entre times credenciadas pelas longas sequências invictas e até títulos nacionais. Esperava-se uma partida parelha, e até movimentada. Mas assim como na semifinal entre brasileiros, prevaleceu o jogo coletivo mais sólido do Boca Juniors contra o improviso ofensivo da Universidad do Chile, num 2 x 0 que deixa o time de La Bombonera em boa vantagem no confronto agregado.
Derrotas por um gol de diferença em Santiago não são suficientes para eliminar os Xeneizes. E se chegarem a marcar gols em La U no Chile, podem até perder por dois tentos que conseguem chegar a 10ª final na história da Libertadores da América. Se for 2 x0 contra, aí teremos pênaltis.
A julgar pela euforia da hinchada local na Bombonera, a vitória já era algo consumado. Euforia até excessiva, pois por duas vezes a fumaça dos inúmeros fogos de artifício atrasou o andamento do espetáculo.Festa de fora que pareceu contagiar os anfitriões na cancha, pois começaram com melhor ritmo ofensivo que os visitantes, mesmo com três homens de frente.
A tática de Jorge Sampaoli, aliás, facilitou a vida principalmente de Pablo Mouche, novidade titular de Julio Cesar Falcioni. Com alas ao invés de laterais, os lados do campo ficaram desprotegidos.Prato cheio para a velocidade, habilidade, e principalmente raça do camisa 7, que roubou a bola de Diaz e se livrou de Acevedo para cruzar. Silva recebeu livre, e antes da marcação chegar, teve tempo de dominar, girar e fuzilar Jhonny Herrera: 1 x 0, aos 14 minutos.
O Boca ainda aproveitou o embalo para mais alguns lances de pressão. Mas, aos poucos, La U começava a se recuperar. Decidiu cortar o mal pela raiz. Marcou na saída de bola com boa aplicação, e em lances de velocidade de Fernandes e Lorenzetti, incomodou muito mais a vida de Orión, que teve de fazer importantes defesas, como no tiro livre de Diaz.
Eis que todo o antídoto contra o jogo ofensivo prometido por Sampaoli estava nos vestiários. Bastou o segundo tempo chegar para o Boca voltar a ter tranquilidade com a bola no pé, e se resguardar melhor contra ataques esporádicos. E mais uma vez, uma bola roubada de Mouche iniciou um lance decisivo. Roman e Silva trocaram passes contra uma defesa desprevenida. Acharam Erviti limpo na esquerda. Ele esbarrou em Herrera, mas Sanchez Miño veio para o rebote: 2 x 0, aos 9 do segundo tempo.
Um resultado magnífico para Falcioni, mas ainda surgiram chances de fazer o 3 x 0, ainda melhor. Erviti e Silva, no entanto, não conseguiram guardá-las na rede. Uma vez mais, La U ganhou mais volume de jogo à medida que o tempo passava. Só que, diferente da etapa inicial, as bolas raramente passavam da intermediária. Uma mescla de falta de inspiração do time chileno com uma boa antecipação dos zagueiros Xeneizes manteve o 2 x 0 até o fim, sem grandes sustos.
BOCA JUNIORS: Orión; Roncáglia, Schiavi, Insaurralde e Sanchez Miño; Ledesma (Chávez), Somoza e Erviti; Riquelme; Mouche (Cvitanich) e Santiago Silva. DT: Júlio César Falcioni.
UNIVERSIDAD DE CHILE: Herrera; González, Acevedo e Rojas; Matias Rodríguez (Magalhães); Diaz, Aranguiz e Mena; Fernandes, Henriques (Ubilla) e Lorenzetti (Ruidiaz). DT: Jorge Sampaoli.
