Verbete

Talleres

Escudo do Talleres

O Club Atlético Talleres nasceu em outubro de 1913 nas oficinas da ferrovia Central Córdoba, vestindo azul e branco em referência ao Blackburn Rovers da Inglaterra. Hoje El Matador tem no Estádio Mario Alberto Kempes seu palco principal, com capacidade para receber multidões de dezenas de milhares de pessoas.

A obsessão por romper a hegemonia da capital ganhou contornos dramáticos na final do Torneo Nacional de 1977, disputada em janeiro de 1978 contra o Independiente. O Talleres vencia por 2 a 1, e o adversário tinha três jogadores expulsos, restando apenas oito em campo. Mesmo assim, aos 38 minutos do segundo tempo, o craque Ricardo Bochini marcou o gol de empate que definiu o título para o Independiente pelo critério do gol fora de casa. O episódio, conhecido como Bochinazo, eternizou-se como uma das maiores cicatrizes da história do clube. Muitos alegaram a interferência do comandante militar da região, ligado à ditadura, mas o próprio Bochini negou publicamente que houvesse atmosfera política antes da decisão, mesmo reconhecendo uma arbitragem desfavorável, com gol de mão validado e pênalti inexistente marcado a favor do Talleres.

Em 1999, ao derrotar o CSA do Brasil, o Talleres faturou a Copa Conmebol, tornando-se o único clube filiado indiretamente à AFA a possuir um título internacional. A virada do milênio trouxe falência e queda até a terceira divisão. O clube venceu a terceirona de 2012-13, mas caiu de novo na temporada seguinte, 2013-14, e só voltou à elite em 2016, depois de 12 anos fora. Desde 2014, sob a gestão de Andrés Fassi, o clube se tornou símbolo da defesa das Sociedades Anônimas Esportivas no futebol argentino, em confronto direto com o modelo associativo tradicional defendido por Claudio Chiqui Tapia.

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