Em uma nova reunião do Comitê Executivo da AFA, foi aprovada uma modificação na resolução previamente votada pelos clubes. Julio Grondona pressionou e obteve o que queria: os torneios curtos seguem, mas só haverá um campeão anual, saído de uma grande decisão entre os vencedores dos dois torneios.
Na verdade a mudança é pequena mas decisiva. Os dois torneios terão regulamento muito semelhante aos atuais Apertura e Clausura, ainda que passem a ser denominados Inicial e Final. A diferença, que terá grande impacto, é o fim dos dois campeões anuais. Ao fim da temporada, os vencedores dos dois torneios farão uma grande decisão em campo neutro. Algo que ocorreu uma única vez, em 1991, quando o Newell’s se sagrou campeão sobre o Boca Juniors.
A existência de um campeão único para o ano não é um fenômeno novo na Argentina. Até 1966 havia um campeão único, saído de um torneio de pontos corridos. De 1967 a 1985 houve dois campeões, mas de torneios distintos: o Nacional e o Metropolitano. De 1985 a 1990 voltaram os campeonatos longos, anuais. Em 1991 se criou o sistema de torneios curtos, o Apertura e o Clausura. Mas naquele ano se utilizou o sistema que será reintroduzido agora, com uma final entre os dois vencedores para definir um único campeão anual, a citada final entre Newell’s e Boca. Na temporada seguinte passou a vigorar o sistema atual, com dois campeões por ano.
Na próxima Libertadores estarão os dois vencedores dos torneios deste ano (Clausura 2012 e Inicial 2012), as duas melhores equipes na soma dos dois torneios e o melhor argentino da Sul-Americana deste ano. A partir do ano que vem será adotado um novo sistema, com o campeão da Copa Argentina garantindo sua vaga, com a soma anual passando a classificar apenas uma equipe.
