Em reunião com Grondona e alguns dirigentes dos clubes, Cristina Kirchner apresentou um novo sistema para combater a violência no futebol local. Os torcedores serão controlados a partir de um sistema via impressão digital. Além disso, foi determinado que o Torneio Inicial receberá o nome de “Eva Perón, enquanto o Final, “Evita Capitana”.
Antes de embarcar para o Brasil, para um encontro do Mercosul, a presidenta Cristina Kirchner se reuniu com os dirigentes dos clubes e da AFA para determinar mudanças na forma de acesso aos estádios de futebol. O novo sistema tomará a impressão digital de todos os torcedores que ingressam aos estádios. O que poderá facilitar o controle sobre os barras bravas.
“Tomaremos a impressão digital de todos que ingressam aos estádios, e aqueles que têm proibição de ingresso serão probidos”, disse o Ministro Florencio Randazzo, que experimentou o sistema. Depois, a Presidenta Cristina e também a Ministra Alícia Kirchner e o presidente Grondona testaram a eficiência do novo sistema. Em todos os casos, ele não reconheceu o ingresso das “cobaias”. Cristina tentou dez vezes, sem sucesso: “sou um pequeno anjo”, brincou a chefe do Estado Argentino.
A iniciativa do sistema vem após os inúmeros casos de violência que assolam o país rodada a rodada do futebol argentino. A responsabilidade ficará a cargo dos clubes. No primeiro momento, serão 100 instituições que receberão o controle a seu cargo. O custo ficará todo para o governo, que, no entanto, minimiza os valores. “Tem um custo simbólico”, destacou a presidenta.
Entre os presentes à reunião, estavam Daniel Passarella, Javier Cantero, do Independiente, Daniel Angelici e muitos outros. Todos deixaram de lado suas indiferenças em nome do apoio irrestrito ao novo projeto do governo. Vale destacar que para cuidar do novo sistema os clubes terão o apoio do Ministério da Segurança Nacional.
Além disso, ficou determinado que o Torneio Inicial vai se chamar “Eva Perón”, enquanto o Torneio Final receberá o nome de “Copa Evita Capitana”, em referência ao que seria a expressão feminina dos chamados “muchachos peronistas”.
Antes mesmo de a presidenta chamar os dirigentes para uma “conversa”, já se esperava que o governo quisesse dar um nome político ao novo campeonato. Tem sido assim desde que o projeto “Futbol para Todos” foi implantado e promovido financeiramente o principal esporte local.
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