Mês: julho 2014

  • Sabella não faz trabalho tático, mas aponta possíveis mudanças

    Sabella não faz trabalho tático, mas aponta possíveis mudanças

    Sabella aponta mudanças possíveis antes das quartas, já sem tempo para ajustes na reta final do torneio.

    Basanta

    Belo Horizonte – A Copa do Mundo começa já está em sua reta final de afunilamento. E por conta disso, não há mais tempo para qualquer correção. O tempo entre uma partida e outra é curto, impossibilitando as correções. Salvo quando os trabalhos são individuais. E foi por esse viés que o técnico da Seleção Argentina optou.

    No treino fechado desta quinta-feira, antevéspera da partida contra a Bélgica, Alejandro Sabella não armou um time titular e fez trabalhos pontuais com alguns jogadores. José Maria Basanta foi o jogador com quem o treinador teve uma maior conversa, praticamente confirmando-o entre os titulares, como já havia apontado na coletiva após o jogo contra os suíços.

    Outros dois jogadores que tiveram uma atenção especial foram Lucas Biglia e Ezequiel Garay. O primeiro pode ser uma alternativa para Fernando Gago, que ainda não convenceu neste Mundial e entrou bem no último jogo. Com o defensor, a conversa pareceu ser mais de apoio do que qualquer coisa.

    Especula-se também a possibilidade de uma nova mudança no sistema ofensivo, com a saída de Ezequiel Lavezzi para o ingresso de Rodrigo Palacio. O atacante entrou bem no segundo tempo, foi o responsável pelo passe ao Messi que gerou o gol da vitória contra os suíços.

    Quem também deve se somar ao elenco para a partida contra a Bélgica é Sergio Aguero. O jogador voltou a treinar com os sparrings e se mostrou bem fisicamente e teria condições de entrar no decorrer do segundo tempo. O jogador, no entanto, está visivelmente fora de forma.

    A Argentina deve ir a campo contra a Bélgica, neste sábado, às 13h, no Mané Garrincha, em Brasília, com: Sergio Romero; Pablo Zabaleta, Ezequiel Garay, Federico Fernandez e José Basanta; Fernando Gago (Lucas Biglia), Javier Mascherano e Angel Dí Maria; Ezequiel Lavezzi (Rodrigo Palacio), Lionel Messi e Gonzalo Higuaín.

  • A Seleção Argentina fora do eixo Sul-Sudeste no Brasil

    A Seleção Argentina fora do eixo Sul-Sudeste no Brasil

    A Seleção Argentina fora do eixo Sul-Sudeste levou Maradona, Caniggia, Ruggeri e Burruchaga a cidades que quase nunca receberam a Albiceleste.

    Argentina 1989.07.4.Goiania,Brazil.CA GR-Argentina v Ecuador 0-0 Big1
    Batista, Cuciuffo, Islas, Clausen, Brown, Ruggeri e Maradona, Caniggia, Calderón, Sensini e Burruchaga no Serra Dourada em 1989, antes do jogo contra o Equador. Quando teve força máxima, a Argentina nunca perdeu no Centro-Oeste

    A Argentina tenta logo mais sua vaga nas semifinais da Copa jogando pela primeira vez em Brasília. Mas o Centro-Oeste não é um território de todo desconhecido: a seleção já jogou cinco vezes em Goiânia, incluindo na última vez que esteve no país vizinho antes do mundial, em 2012. As outras foram na fase de grupos da Copa América 1989, a última sediada no Brasil. A capital goiana recebeu mais jogos que a do Rio Grande do Sul, tão próximo geográfico e culturalmente dos hermanos. Foram duas vitórias, dois empates e uma derrota, sempre no Serra Dourada.

    Fora da Copa, Goiânia só havia recebido menos jogos da Albiceleste que Rio e São Paulo antes do mundial – agora, está atrás também de Belo Horizonte. A Argentina, que não jogará no Nordeste brasileiro, escapou do calor mas fugiu do bom retrospecto que tem por lá, onde também jogou cinco vezes. Perdeu só uma e venceu três, ainda que os triunfos tenham vindo contra seleções fracas na época pela Taça Independência, minicopa feita para celebrar os 150 anos da independência brasileira.

    Ali houve uma única seleção representando toda a África (o jogador mais conhecido era Shehata, técnico do Egito multicampeão africano nos anos recentes) e outra da CONCACAF, onde estava Sanon e outros haitianos que jogariam a Copa 1974. Sanon se tornou o mais conhecido após marcar na Itália, que perdia parcialmente por 1-0 antes de acabar virando para 4-1. Contra a França, os hermanos enfrentaram Djorkaeff, cujo filho Youri seria campeão da Copa 1998 ao lado do franco-argentino Trezeguet.

    A Argentina também não jogará no Norte, já que Manaus não receberá mais jogos da Copa. A única vez nessa parte do Brasil foi em 2011 em Belém pelo Superclássico das Américas, versão repaginada da antiga Copa Roca a admitir só jogadores dos dois países. Sabella, que por lesões não pôde contar com Riquelme, Verón e D’Alessandro, promoveu ali a estreia de Montillo, em duelo lembrado pelo hino brasileiro encerrado à capela antes da prática ficar mais comum. Das duas edições já realizadas, só o goleiro Orión e os meias Augusto Fernández e Maxi Rodríguez vieram à Copa.

    11-06-1972
    ARG 2-0 ÁFR.
    Aracaju, Batistão.
    Taça Independência.
    ARG: Daniel Carnevali, Jorge Dominichi (Enrique Wolff), Osvaldo Piazza, Ángel Bargas e Rubén Díaz, Miguel Raimondo, Alejandro Semenewicz e José Omar Pastoriza, Ernesto Mastrángelo, Rodolfo Fischer e Oscar Más (Miguel Brindisi). T: Juan José Pizzuti.
    ÁFR: Sadek Attouga, Édouard Gnacadia, Ben Ferhat Tahar, Miloud Hadefi, Mustapha Hani, Jean-Pierre Tokoto, Hassan Shehata, Petit Sory (Maxime Camara), Laurent Pokou, François M’Pelé e Jabir Malik. T: Cheikh Kouyate e Mathia.
    Juiz: José Favilli Neto (BRA).
    Gols: Fischer e Mastrángelo.

    18-06-1972.
    ARG 7-0 CCF.
    Maceió, Rei Pelé.
    Taça Independência.
    ARG: Daniel Carnevali, Enrique Wolff, Osvaldo Piazza, Ángel Bargas e Rubén Díaz, Miguel Raimondo (Miguel Brindisi), Alejandro Semenewicz e José Omar Pastoriza, Ernesto Mastrángelo (Carlos Bianchi), Rodolfo Fischer e Oscar Más. T: Juan José Pizzuti.
    CCF: Ramón Cruz, Miguel Matamoros, Wilmer Nazaire, Fernando Bulnes, Francisco Flores, Philippe Vorbé, Oscar Hernández (Jean-Claude Désir), Guy François (Claude Barthélémy), Edwin Schal e Emmanuel Sanon. T: Antoine Tassy e Carlos Padilla.
    Juiz: Paul Schiller (AUT).
    Gols: Fischer (quatro), Más (dois) e Bianchi.

    22-06-1972.
    ARG 4-1 COL.
    Salvador, Fonte Nova.
    Taça Independência.
    ARG: Daniel Carnevali, Enrique Wolff, Osvaldo Piazza, Ángel Bargas e Ramón Heredia, Miguel Brindisi, José Omar Pastoriza, Alejandro Semenewicz (Ángel Landucci), Carlos Bianchi, Rodolfo Fischer (Ernesto Mastrángelo) e Oscar Más. T: Juan José Pizzuti.
    COL: Víctor Cañón, Gerardo Moncada, Jaime Rodríguez, Jesús Rubio, Álvaro Contreras (Carlos Lugo), Luis García (Adolfo Andrade), Fabio Espinoza, Jaime Morón, Brito e Hernando Piñeros. T: Todor Veselinović.
    Juiz: Kurt Tschenscher (RFA).
    Gols: Brindisi, Bianchi, Bianchi e Morón

    25-06-1972.
    ARG 0-0 FRA.
    Salvador, Fonte Nova.
    Taça Independência.
    ARG: Miguel Santoro, Enrique Wolff, Osvaldo Piazza, Ángel Bargas e Rubén Díaz, Miguel Raimondo, Alejandro Semenewicz e José Omar Pastoriza, Carlos Bianchi, Rodolfo Fischer e Oscar Más. T: Juan José Pizzuti.
    FRA: Georges Carnus, Jean Djorkaeff, Jean-Pierre Adams e Marius Trésor, Jean-Paul Rostagni, Henri Michel, Michel Mézy e Georges Lech, Bernard Blanchet (Louis Floch), Hervé Revelli (Charly Loubet) e Georges Bereta. T: Georges Boulogne.
    Juiz: Armando Marques (BRA).

    05-05-1985.
    ARG 1-2 BRA.
    Salvador, Fonte Nova.
    Amistoso.
    ARG: Ubaldo Fillol, Néstor Clausen (Jorge Rinaldi), José Luis Brown, Oscar Ruggeri e Oscar Garré, Ramón Ponce (Mario Vanemerak), Juan Barbas, Marcelo Trobbiani (Enzo Trossero) e Jorge Burruchaga, Pedro Pasculli e Ricardo Gareca. T: Carlos Bilardo.
    BRA: Paulo Vítor, Edson Boaro, Oscar, Mozer e Branco, Dema, Alemão e Casagrande, Bebeto (Mário Sérgio), Careca (Reinaldo) e Éder. T: Evaristo de Macedo.
    Juiz: Edison Pérez (PER).
    Gols: Careca, Burruchaga e Alemão.

    02-07-1989.
    ARG 1-0 CHI.
    Goiânia, Serra Dourada.
    Copa América de 1989.
    ARG: Luis Islas, Néstor Clausen (José Basualdo), José Luis Brown, Oscar Ruggeri e Néstor Sensini, Pedro Troglio, Sergio Batista, Jorge Burruchaga e Gabriel Calderón, Claudio Caniggia (Carlos Alfaro Moreno) e Diego Maradona. T: Carlos Bilardo.
    CHI: Roberto Rojas, Jaime Pizarro, Hugo González, Leonel Contreras e Oscar Reyes, Alejandro Hisis, Raúl Ormeño (Osvaldo Hurtado), Juvenal Olmos e Héctor Puebla, Jaime Vera (Juan Letelier) e Juan Covarrubias. T: Orlando Aravenas.
    Juiz: Arnaldo Cézar Coelho (BRA).
    Gol: Caniggia.

    04-07-1989.
    ARG 0-0 EQU.
    Goiânia, Serra Dourada.
    Copa América de 1989.
    ARG: Luis Islas, Néstor Clausen, José Luis Brown, Oscar Ruggeri e Néstor Sensini, José Luis Cuciuffo, Sergio Batista, Jorge Burruchaga (Pedro Troglio) e Gabriel Calderón, Claudio Caniggia (Carlos Alfaro Moreno) e Diego Maradona. T: Carlos Bilardo.
    EQU: Carlos Morales, Jimmy Izquierdo, Wilson Macías, Hólger Quiñónez e Luis Capurro, Álex Aguinaga, Kléber Fajardo, Julio Rosero e Hamilton Cuvi, Byron Tenorio (Hermen Benítez) e Ney Avilés. T: Dušan Drašković.
    Juiz: José Ramírez (PER).

    08-07-1989.
    ARG 1-0 URU.
    Goiânia, Serra Dourada.
    Copa América de 1989.
    ARG: Nery Pumpido, Néstor Clausen, José Luis Brown, Oscar Ruggeri e Néstor Sensini, José Basualdo, Sergio Batista, Pedro Troglio e Jorge Burruchaga (Claudio Caniggia), Gabriel Calderón e Diego Maradona. T: Carlos Bilardo.
    URU: Javier Zeoli, José Herrera, Néstor Gutiérrez, Hugo de León e Alfonso Domínguez, Santiago Ostolaza (Pablo Bengoechea), José Perdomo e Rubén Paz (Carlos Aguilera), Rubén Sosa, Antonio Alzamendi e Enzo Francescoli. T: Oscar Tabárez.
    Juiz: Jesús Díaz (COL).
    Gol: Caniggia.

    10-07-1989.
    ARG 0-0 BOL.
    Goiânia, Serra Dourada.
    Copa América de 1989.
    ARG: Nery Pumpido, José Luis Brown, Pedro Monzón, José Luis Cuciuffo e Néstor Sensini (José Basualdo), Hernán Díaz, Héctor Enrique, Néstor Gorosito e Diego Maradona, Claudio Caniggia (Pedro Troglio) e Carlos Alfaro Moreno. T: Carlos Bilardo.
    BOL: Luis Galarza, Romer Roca, Ricardo Fontana, Eligio Martínez e Marciano Saldías, Milton Melgar, Carlos Borja, Carlos Arias e Luis Takeo, Guillermo Peña e Marco Etcheverry. T: Jorge Habberger.
    Juiz: Nelson Rodríguez (VEN).

    28-09-2011.
    ARG 0-2 BRA.
    Belém, Mangueirão.
    Superclássico das Américas.
    ARG: Agustín Orión, Christian Cellay, Sebastián Domínguez, Leandro Desábato e Iván Pillud (Pablo Mouche), Héctor Canteros (Mario Bolatti), Pablo Guiñazú, Augusto Fernández e Emiliano Papa, Walter Montillo e Lucas Viatri. T: Alejandro Sabella.
    BRA: Jefferson, Danilo, Dedé, Réver e Bruno Cortês (Kléber), Ralf, Rômulo, Lucas (Diego Souza) e Ronaldinho Gaúcho, Borges (Fred) e Neymar. T: Mano Menezes.
    Juiz: Jorge Larrionda (URU).
    Gols: Lucas e Neymar.

    19-09-2012.
    ARG 1-2 BRA.
    Goiânia, Serra Dourada.
    Superclássico das Américas.
    ARG: Oscar Ustari, Lisandro López (Santiago Vergini), Sebastián Domínguez, Leandro Desábato e Gino Peruzzi, Pablo Guiñazú, Maxi Rodríguez, Rodrigo Braña e Clemente Rodríguez, Juan Manuel Martínez (Leandro Somoza) e Hernán Barcos (Rogelio Funes Mori). T: Alejandro Sabella.
    BRA: Jefferson, Lucas Marques, Dedé, Réver e Fábio Santos, Ralf, Paulinho, Lucas (Wellington Nem) e Jadson (Thiago Neves), Luís Fabiano (Leandro Damião) e Neymar. T: Mano Menezes.
    Juiz: Carlos Amarilla (PAR).
    Gols: Martínez, Paulinho e Neymar.

    Atualizações após a matéria:

    05-07-2014.
    ARG 1-0 BEL.
    Brasília, Mané Garrincha.
    Copa do Mundo de 2014.
    ARG: Sergio Romero, Pablo Zabaleta, Martín Demichelis, Ezequiel Garay e José María Basanta, Lucas Biglia, Javier Mascherano, Ezequiel Lavezzi (Rodrigo Palacio) e Ángel Di María (Enzo Pérez), Lionel Messi e Gonzalo Higuaín (Fernando Gago). T: Alejandro Sabella.
    BEL: Thibaut Courtois, Toby Alderweireld, Daniel Van Buyten, Vincent Kompany e Jan Vertonghen, Axel Witsel, Marouane Fellaini e Kevin De Bruyne, Kevin Mirallas (Dries Mertens), Divock Origi (Romelu Lukaku) e Eden Hazard (Nacer Chadli). T: Marc Wilmots.
    Juiz: Nicola Rizzoli (ITA).
    Gol: Higuaín.

    18-06-2021.
    ARG 1-0 URU.
    Brasília, Mané Garrincha.
    Copa América de 2021.
    ARG: Emiliano Martínez, Marcos Acuña, Nicolás Otamendi, Cristian Romero e Nahuel Molina, Giovani Lo Celso (Exequiel Palacios), Guido Rodríguez e Rodrigo de Paul (Germán Pezzella), Nicolás González (Ángel Di María), Lautaro Martínez (Joaquín Correa) e Lionel Messi. T: Lionel Scaloni.
    URU: Fernando Muslera, Matías Viña, Diego Godín, José Giménez e Giovanni González (Facundo Torres), Nicolás de la Cruz (Brian Ocampo), Lucas Torreira (Matías Vecino), Rodrigo Bentancur (Nahitan Nández) e Federico Valverde (Fernando Gorriarán), Edinson Cavani e Luis Suárez. T: Oscar Tabárez.
    Juiz: Wilton Pereira Sampaio (BRA).
    Gol: Rodríguez.

    21-06-2021.
    ARG 1-0 PAR.
    Brasília, Mané Garrincha.
    Copa América de 2021.
    ARG: Emiliano Martínez, Nicolás Tagliafico, Germán Pezzella, Cristian Romero e Nahuel Molina, Leandro Paredes (Nicolás Domínguez) e Guido Rodríguez, Papu Gómez (Rodrigo de Paul), Lionel Messi e Ángel Di María (Ángel Correa), Sergio Agüero. T: Lionel Scaloni.
    PAR: Antony Silva, Santiago Arzamendia, Junior Alonso, Gustavo Gómez e Alberto Espínola, Robert Piris da Motta (Richard Sánchez) e Adrián Cubas (Ángel Cardozo Lucena), Miguel Almirón, Alejandro Gamarra (Óscar Romero) e Ángel Romero (Carlos González), Gabriel Ávalos (Braian Samudio). T: Eduardo Berizzo.
    Juiz: Jesús Valenzuela (VEN).
    Gol: Papu Gómez.

    28-06-2021.
    ARG 4-1 BOL.
    Cuiabá, Arena Pantanal.
    Copa América de 2021.
    ARG: Franco Armani, Marcos Acuña, Lisandro Martínez, Germán Pezzella e Gonzalo Montiel, Exequiel Palacios (Leandro Paredes) e Guido Rodríguez (Nicolás Domínguez), Papu Gómez (Julián Álvarez), Lionel Messi e Ángel Correa (Giovani Lo Celso), Sergio Agüero (Lautaro Martínez). T: Lionel Scaloni
    BOL: Carlos Lampe, Roberto Fernández (Diego Wayar), Adrián Jusino, Luis Haquín e Diego Bejaranio, Ramiro Vaca, Boris Céspedes (José Segredo), Leonel Justiniano e Erwin Saavedra (Moisés Villarroel), Jeyson Chura (Rodrigo Ramallo) e Gilbert Álvarez (Henry Vaca). T: César Farías.
    Juiz: André José Rojas Noguera (COL).
    Gols: Papu Gómez, Messi, Messi, Saavedra a Lautaro Martínez.

    03-07-2021.
    ARG 3-0 EQU.
    Goiânia, Olímpico.
    Copa América de 2021.
    ARG: Emiliano Martínez, Marcos Acuña, Nicolás Otamendi, Germán Pezzella e Nahuel Molina, Giovani Lo Celso (Guido Rodríguez), Leandro Paredes (Ángel Di María) e Rodrigo de Paul, Nicolás González (Nicolás Tagliafico), Lautaro Martínez (Sergio Agüero) e Lionel Messi. T: Lionel Scaloni
    BOL: Hernán Galíndez, Pervis Etupiñán, Piero Hincapie, Robert Arboleda e Ángelo Preciado (Leonardo Campana), Jhegson Méndez, Carlos Gruezo (Gonzalo Plata) e Alan Steven Franco (Moisés Caicedo), Diego Palacios (Michael Estrada), Enner Valencia e Ángel Mena. T: Gustavo Alfaro.
    Juiz: Wilton Pereira Sampaio (BRA).
    Gols: De Paul, Lautaro Martínez e Messi

    06-07-2021.
    ARG 1(4)-(2)1 COL.
    Brasília, Mané Garrincha.
    Copa América de 2021.
    ARG: Emiliano Martínez, Nicolás Tagliafico, Nicolás Otamendi, Germán Pezzella e Nahuel Molina (Gonzalo Montiel), Giovani Lo Celso (Leandro Paredes), Guidro Rodríguez e Rodrigo de Paul, Nicolás González (Ángel Di María), Lautaro Martínez e Lionel Messi. T: Lionel Scaloni.
    COL: David Ospina, William Tesillo (Frank Fabra), Davinson Sánchez, Yerry Mina e Daniel Muñoz, Luis Díaz, Gustavo Cuéllar (Yimmi Chará), Wilmar Barrios e Juan Cuadrado, Duván Zapata (Miguel Borja) e Rafael Santos Borré (Edwin Cardona). T: Reinaldo Rueda.
    Juiz: Jesús Valenzuela (VEN).
    Gols: Lautaro Martínez e Díaz. Pênaltis: Cuadrado e Messi acertaram, Sánchez, De Paul e Mina erraram, Paredes, Borja e Lautaro Martínez acertaram e Cardona errou.

    Saiba mais:

    Todos os jogos da Argentina no Rio de Janeiro

    Todos os jogos da Argentina em Belo Horizonte

    Todos os jogos da Argentina em Porto Alegre

    Todos os jogos da Argentina em São Paulo

  • AFA cancela entrevista coletiva em respeito a morte de jornalista argentina

    AFA cancela entrevista coletiva em respeito a morte de jornalista argentina

    A AFA cancela coletiva depois que a filha de Titi Fernández, que acompanhara o jogo contra a Suíça junto aos sparrings, perdeu a vida.

    Filha de Titi Fernandez acompanhou a partida da Argentina contra a Suíça junto aos sparrings, ao lado de Gio Simeone. Foto: Twitter
    Filha de Titi Fernandez acompanhou a partida da Argentina contra a Suíça junto aos sparrings, ao lado de Gio Simeone. Foto: Twitter

    Belo Horizonte – Um dia após a vitória da Seleção Argentina sobre a Suíça, pelas oitavas de final, o clima que era para ser de descontração foi de luto na Cidade do Galo. A morte de Maria Soledad, jornalista e filha de Miguel ‘Titi’ Fernandez abateu a todos os jogadores, comissão técnica e a imprensa argentina.

    Até por Isso a única coletiva antes da partida contra a Bélgica com jogadores foi cancelada e contou apenas com um pronunciamento do chefe de delegação e vice-presidente do Boca Juniors, Juan Carlos Crespi.

    “Falamos com os jogadores e eles se sentem muito mal. O Titi é um homem querido no meio do jornalismo da Argentina. Peço desculpas em nome de todo o plantel. Os jogadores se sentiram muito mal, pois eles também são jovens”, destacou o chefe da deleção argentina.

    A decisão partiu da própria AFA e dos jogadores. A imprensa argentina em consenso, já não iria fazer perguntas aos jogadores em solidariedade a Titi. Em uma conversa em frente à sala de coletivas, os repórteres argentinos questionavam que um minuto de silêncio era pouco pela situação que abalou a todos os presentes. Ao fim do pronunciamento, os jornalistas fizeram um minutos de silêncio que terminou com aplausos na sala de conferência.

    Soledad, 26, foi a única vítima fatal do acidente que aconteceu na BR-381. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, um Golf bateu na Fiat Doblô da reportagem e acabou capotando e caindo na ribanceira. Há a suspeita da tentativa de assalto, já que o motorista do Golf fugiu e foi encontrado próximo de um posto de gasolina.

  • Recuperado de lesão, Agüero participa de coletivo contra os juvenis

    Recuperado de lesão, Agüero participa de coletivo contra os juvenis

    Agüero no coletivo da Cidade do Galo sinalizou a volta ao grupo argentino após a lesão.

    Agüero volta aos treinamentos na Cidade do Galo. Foto: Jeremias Wernek
    Agüero volta aos treinamentos na Cidade do Galo. Foto: Jeremias Wernek

    Belo Horizonte – Um dia após a vitória sofrida da Seleção Argentina sobre a Suíça, que classificou a equipe para as quartas de final da Copa do Mundo, a delegação voltou aos treinamentos nesta quarta-feira (2) na Cidade do Galo. E com novidades. O atacante Sergio Agüero voltou a treinar com bola e pode ser uma alternativa para a partida contra a Bélgica, no sábado, em Brasília, às 13h.

    O jogador se machucou há uma semana na partida contra a Nigéria durante o primeiro tempo. A lesão de grau um na posterior da coxa esquerda chegou a ameaçar a saída do atleta do Mundial. Mas um trabalho intensivo por parte da comissão técnica antecipou a recuperação que era prevista para 10 a 15 dias.

    Agüero chegou a fazer participar do coletivo dos reservas com o sparring da Seleção Argentina. Como Rodrigo Palacio também foi preservado, juntamente com os demais titulares, Giovanni Simeone, filho do técnico Diego Simeone, completou o treinamento contra os juvenis na Cidade do Galo.

    Os jogadores titulares não participaram do treinamento, mas participaram de um trabalho regenerativo no campo de jogo. Normalmente, os atletas vão para a academia ao invés de subirem diretamente ao campo, mas os atletas acompanharam o trabalho dos sparrings contra os suplentes da Argentina.

    A Argentina enfrenta a Bélgica no próximo sábado, às 13h, no estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília. A partida vale uma vaga para as semifinais do Mundial, fase em que a Albiceleste não chega desde 1990.

  • Seleção de Sabella pode impedir Messi de ser Maradona

    mess_agnt_630

    Lixo. Não tem outro nome para a seleção da Argentina que hoje entrou em campo. Podem discordar. Batam a cabeça na parede, se com raiva ficarem. Podem me xingar à vontade. Mas não abro mão do que julgo uma verdade no caso: a Seleção da Argentina é um lixo; resquícios parcos de time e do futebol que todos nós acostumamos a ver. Por enquanto é salva pelo “Enano que flotó la lámpara” e mais uma vez deu a vitória ao aremedo de time que desonra a histórica e respeitável camisa albiceleste. E este timeco de time pode condenar um de seus maiores craques da história a se tornar um vilão. Isto porque esta Seleção está longe de ser a de 1986, quando um craque na frente resolvia tudo, enquanto peças perfeitas de um esquema seguravam tudo lá atrás e formatavam uma esquadra para Dieguito jogar. Messi não tem nada disso. E uma hora pode falhar.

    Fato é que venceu. Mas foi novamente na vivência de um sofrimento que fala muito sobre o que é esta Seleção. Um amontoado de gente e um craque para resolver. Dí María, Agüero, Higuaín, Palácio, Lavezzi e outros mais. Nenhum deles joga 50% do que jogava por seu clube na temporada pré-Mundial. Certo é que Pocho Lavezzi entrou bem no primeiro tempo e até deu a entender que tem mais lugar nesse time do que o ausente Kun Agüero.

    O mesmo se pode dizer de Dí María, que colocou a pelota no arco e livrou a nação argentina do inferno dos pênaltis. Mas também “Angelito” não é sombra do que se esperava dele para este Mundial. Se bem que Romero tem salvado. Porém, ele tem obrigação de salvar pela absurda confiança que recebeu do Pachorra e pela honra de estar no lugar de muita gente melhor do que ele e que sequer foi lembrada à lista argentina. Mas o time é um lixo. Desnecessário dizer quem é o maior responsável.

    Alejandro Sabella foi o mentor da transformação de um amontoado de jogadores numa seleção de respeito. Só que isto foi antes. E se hoje nos esquecemos do fato é porque se faz natural que dele nos esqueçamos. Estamos falando da Argentina; não da Argélia. Agora, Sabella parece se abrasileirar no seu comando do time. Pratica as mesmas boçalidades de um técnico comum do futebol brasileiro. Criou uma espécie de “Família Felipão” da Argentina. Aquela história rasteira de que é preciso manter um elenco e valorizar sempre os mesmos jogadores. Levou Gago para a Copa e independente do que faz o “craquinho” do Boca, segue a receber a confiança irresponsável e idiota do seu comandante do banco. Levou Rojo, levou um monte de volantes e não levou meio-campistas habilidosos e capazes de argentinizar um pouco o futebol banal que a Albiceleste tem jogado dentro da cancha. Coisa feia. Triste de ver.

    São inúmeros erros táticos que vão desde o desenho da equipe até a incapacidade de modificar a forma de jogar em situações difíceis. E tudo isso porque tem Messi no time. Ele mesmo tem declarado algo em torno disso: “Graças a Messi, vencemos”, “temos o Messi para fazer a diferença”. E assim por diante. E por causa disso, se dá ao direito de trocar seis por meia dúzia ao colocar Palácio no lugar de Lavezzi. E isso quando restavam 15 minutos para o fim. Já na prorrogação, fez pior: trocou Rojo por Basanta, Fernando Gago por Biglia. E assim, perdeu mais uma vez a oportunidade de mostrar que de fato é um técnico diferenciado. E tudo isso, por quê? Porque tem Messi. E sempre “el Enano” ‘vá a fletar’ “la lámpara” e salvar a Seleção do vexame.

    Mas até quando Messi vai resolver? Possível que consiga fazê-lo até o fim. Mais provável, contudo, é que não. E isto por uma simples razão: “La Pulga” está sobrecarregado de responsabilidades que são suas. E também das responsabilidades dos outros. Ninguém consegue jogar bem do meio-campo para a frente. Só Messi. Com que certeza podemos dizer que ele vai continuar a fazer seus milagres, se ele não tem uma seleção configurada para o desfile elegante de seu futebol? E tem um inimigo no banco. Sabella.

    Após a primeira partida da Argentina, Paulo Vinícius Coelho disse que esta Seleção lembrava-lhe o cenário de 1990 e não o de 1986. As duas esquadras tinham em Maradona o seu craque decisivo. Justo dizer que PVC tem lá sua razão. Porém, cada vez mais 1986 se apresenta, já que pouco a pouco a Seleção atual destaca um dos principais traços da esquadra bicampeão mundial: esta como aquela tem um jogador carregando-a nas costas. Fácil ficar feliz com a semelhança. Mas fica só nisso.

    Aquela seleção tinha um excelente técnico de futebol. Narigón Bilardo apresentou ao mundo o 3-5-2 e transformou todo um time numa máquina configurada para fazer Maradona jogar. Sabella, quando muito, inventa um 5-3-2 improdutivo e reflexo do medo excessivo de seus rivais. Bilardo soube mudar o esquema sempre que a Seleção tinha dificuldades. Foi assim contra os gigantes belgas nas semifinais. “El Narigón” entrava em campo muitas vezes, sempre que sentia que sua participação era necessária diante dos limites humanos de Diego Armando Maradona. Sabella não quer nem saber, apenas espera pela soluções mágicas de Messi.

    E a cada jogo fica mais difícil. Útil reconhecer que alguns rivais têm colocado dificuldades. Foi assim contra a Bósnia. Contra Irã e Nigéria. Mas era a Argentina jogando, não um timeco qualquer. Pior ainda foi o cenário de hoje. E para tanto lembremos de ontem. Uma surpreendente Argélia assombrou o mundo, pôs medo na Alemanha e danificou sua proposta de jogar bola com qualidade. Então, vale dizer que a Alemanha não foi bem até por que se deparou com um grande rival.

    Não foi o caso da Argentina diante da Suíça. Foi a própria Albiceleste que complicou um jogo que poderia ser fácil. Ninguém trocava passe à frente da área de Benaglio. Era só levantamento para uma área congestionada por gigantes suíços acostumados com o jogo aéreo. E faltava calma. E por vezes a loucura era tamanha que sequer Messi era a opção para o passe. Um time de jogadores desesperados, sem direção, sem um plano de jogo e sem um técnico de futebol no banco de reservas.

    Nada contra o ótimo Lucas Biglia. Mas sua entrada apenas mostrou os limites do Pachorra em modificar a forma de sua seleção atuar. Nada contra o “maridinho” da Dulko, mas o fato é que a bolinha atual que ele joga não o credencia sequer para estar na Copa do Mundo. Só o Sabella não vê. Míope que está ele segue defendendo suas convicções de “família Felipão” e de que o sobre-humano Lio Messi vai sempre salvá-lo do pior. E uma hora não vai. E quando isso acontecer, muitos vão falar que o jogador do Barcelona não jogou nada na Copa. Vão se esquecer de que ele era justamente um dos que menos jogava bem antes do Mundial.

    E vão condená-lo como um craque fracassado e incapaz de levar sua Seleção a um título mundial. E dentre aqueles que assumirão esse discurso pérfido estão muitos jornalistas “sérios” de hoje que se comportam como torcedores, que são capazes de se enfurecerem com esta opinião e que seguem aplaudindo, atenuando e justificando os erros desta Seleção Lixo. Turminha que bem diferente da geração de Burruchaga e Valdano pode perfeitamente sepultar de vez a oportunidade da Argentina levar um caneco do Mundial ao desgastar de vez a imagem positiva que Messi sempre lutou quase sozinho para construir.

  • O Papa Francisco nas montagens feitas por torcedores argentinos

    O Papa Francisco nas montagens feitas por torcedores argentinos

    O Papa Francisco nas montagens de torcedores virou piada recorrente durante a Copa de 2014, especialmente nos minutos finais das partidas.

    papa

    São Paulo – Os três minutos finais da prorrogação, os acréscimos, diga-se de passagem, foram torturantes aos argentinos. Logo após o gol, Dzemali, dentro da pequena área, livre, finalizou. A bola bateu na trave. Para aumentar a tensão, a bola rebateu no jogador e caprichosamente foi para a fora. Sem contar a falta no último lance do jogo.

    Alguns classificaram o lance como o “sopro do Papa Francisco”. E como não poderia deixar de ser, horas após o jogo, já circulava nas redes sociais uma imagem em que o ‘espírito’ Papa tivesse tirado a bola de dentro do gol.

    Em meio às brincadeiras, até mesmo os jogadores deram graças por a bola não ter entrado. “Era para cair de joelhos no chão e dar graças. Sabíamos que íamos sofrer que seria complicado”, destacou o goleiro Romero, que ficou vendido no lance.

    No início do jogo, o Facebook da Rádio do Vaticano divulgou uma charge com o Papa Francisco nervoso com a guarda suíça, responsável pela segurança do pontífice, enaltecendo a tensão que seria no Palácio Apostólico.

    papa2

    papa 3

  • Messi: “Não sei se foi merecido esse prêmio de hoje”

    Messi questiona o prêmio de melhor em campo contra a Suíça, pela quarta vez recebendo a distinção naquele torneio.

    Action Images / Alex Morton/FIFA Divulgação

    São Paulo – Pela quarta vez consecutiva, o prêmio de melhor jogador da partida, feita por votação on-line pelos torcedores, foi dado a Lionel Messi. O jogador esteve longe de ter sido a grande figura da Argentina neste último jogo e ele mesmo sabe disso.

    Ao receber o troféu, o jogador brincou com o feito na sala de coletivas do estado Itaquerão. “Não sei se esse troféu de hoje foi merecido, mas tudo bem”, destacou o jogador em sua primeira resposta, logo após ter sido parabenizado pelos jornalistas argentinos.

    Na sequência, Messi comemorou a classificação e garantiu que todas as partidas do Mundial serão desta forma: com muito sofrimento. “Foi sofrido como todos os jogos e vai ser assim até o final.Todos os jogos serão complicados e será decidido nos detalhes. Isso é futebol e a sorte esteve ao nosso lado hoje”, apontou.

    O atacante ressaltou ainda que os jogadores, em nenhum momento, pensaram na disputa de pênaltis. “Imagino que isso irá acontecer em todos os jogos. Não conseguíamos o gole e a qualquer erro nosso estávamos fora. Não pensamos em pênaltis e queríamos definir na prorrogação”, garantiu.

  • Destaque do sistema defensivo, Rojo é enaltecido pelo treinador da Argentina

    Destaque do sistema defensivo, Rojo é enaltecido pelo treinador da Argentina

    Marcos Rojo, destaque da defesa argentina, foi elogiado após a vitória nos minutos finais da prorrogação.

    Rojo

    São Paulo – A adrenalina da vitória nos minutos finais da prorrogação contra a Suíça ainda não abaixou. Mas já há a necessidade de pensar em uma próxima partida. Principalmente quando um dos melhores jogadores do sistema defensivo de Alejandro Sabella desfalcará a Seleção nas quartas de final. Marcos Rojo tomou o segundo cartão amarelo e não jogará em Brasília no próximo sábado.

    Na partida contra a Suíça, no início da prorrogação, o treinador argentino já deu indícios que o seu substituto será José Maria Basanta. E durante a entrevista coletiva, após questionado sobre o Futebol Portenho, Sabella praticamente confirmou que o número 23 da Seleção será o substituto.

    “Quando temos um bom plantel, temos substitutos. É bem provável que o Basanta entre na próxima partida. Marcos estava num grande nível e vamos passar essa confiança ao Basanta também”, destacou o treinador.

    Antes, Sabella já havia desabafado contra as críticas antes do Mundial envolvendo justamente o lateral-esquerdo suspenso e o seu arqueiro. “Rojo fez uma boa partida. Justo um jogador que era muito discutido, assim como Romero”, desabafou o treinador da Seleção Argentina.

    Rojo, por sua vez, evitou falar em tom de desabafo como fez o treinador. “Estou contente, pois as coisas estão saindo bem. Temos que desfrutar e descansar. Terminei cansado, morto. Agora é pensar nas quartas”, agregou o jogador.

  • Para Sabella, Argentina merecia ter vencido no tempo normal

    Para Sabella, Argentina merecia ter vencido no tempo normal

    Sabella defende a Argentina dizendo que o time merecia vencer no tempo normal, pela quarta vez sofrendo em quatro jogos.

    S

    São Paulo – Pela quarta vez neste Mundial em quatro jogos disputados até então, a Argentina sofreu. O meio campo inexistiu. Mas talvez pelas boas oportunidades de gol durante a segunda etapa, o técnico Alejandro Sabella viu que a Argentina merecia ter vencido nos 90 minutos e que a vitória foi justa.

    “Foi um jogo que merecíamos ganhar nos 90 minutos. No segundo tempo foram muito melhores e o mesmo aconteceu na prorrogação. A vitória foi merecida e tinha que ter vindo nos 90 minutos. E salvo algumas distrações, fizemos uma boa partida”, apontou o treinador durante a entrevista coletiva.

    O treinador aproveitou também para elogiar a atuação de Rodrigo Palacio, principalmente no momento do gol. “Sou muito autocrítico. Prefiro fazer para o grupo, mas hoje eu faço para vocês. Fomos sólidos, cobrimos os espaços. No gol, o Palacio foi um meio-campista e foi muito importante o posicionamento dele. Não tenho críticas a eles e nem a mim”, garantiu o comandante.

    Por fim, Sabella evitou novamente falar em uma hipotética final contra o Brasil, algo característico de um supersticioso. “Nosso sonho nosso é passar a próxima fase. Não olhamos nada além disso. Não podemos dar passos largos. Como já se viu nesse mundial, muitos times já caíram. Todos os jogos são difíceis e será assim nas quartas de final”, pontuou.

  • Argentina 1 x 0 Suíça: sofrimento e gol na prorrogação

    Argentina 1 x 0 Suíça: sofrimento e gol na prorrogação

    Argentina 1 x 0 Suíça foi decidido na prorrogação, mantendo a tendência de fazer o torcedor sofrer naquela Copa.

    Di Maria gol

    São Paulo – A tendência da Argentina na Copa do Mundo tem sido a de fazer o torcedor sofrer. Nas oitavas de final, contra a Suíça, não foi diferente. O time de Alejandro Sabella voltou a sofrer, praticamente infartando o torcedor. Ainda assim, criou várias oportunidades de sacramentar a vitória, mas parou no goleiro Benaglio. E mesmo com as chances de marcar, sofreu defensivamente, como já de costume. E só venceu graças a um gol chorado, aos 13 minutos do segundo tempo da prorrogação, num passe de Messi para Dí Maria. E nos acréscimos, quase sofreu o empate em duas oportunidades.

    O primeiro tempo foi desesperante. Não apenas pelo futebol ruim da Argentina, que não conseguia furar o bloqueio suíço, mas também pelo que apresentou as duas equipes durante os 45 minutos. As chances de gol começaram a surgir somente a partir dos 27 minutos de jogo. E com a Suíça. E como sempre, o questionado Sergio Romero salvou a Argentina do pior. Shaqiri finalizou na entrada da área e o goleiro salvou com o pé esquerdo.

    Mas o goleiro argentino por pouco não entregou aos 38 minutos. Após uma falha defensiva, principalmente pelo lado de Federico Fernandez e Pablo Zabaleta, Romero, ao invés de sair e cortar, ficou indeciso na grande área. A sorte foi que Drmic conseguiu errar ao finalizar mal, recuando para o arqueiro argentino. No início do segundo tempo também acabou deixando os torcedores ressabiados ao falhar em um lance fácil.

    A Argentina também criou. Mas sem precisão ou profundidade. Sempre esperou algo de Lionel Messi, que bem marcado, não conseguiu resolver. Ficou então a responsabilidade para Lavezzi, num chute fraco, logo após o lance de Shaqiri, e Garay, aos 29, que por pouco não marcou de cabeça, criarem as melhores alternativas para a Argentina. Ao fim do primeiro tempo, Dí Maria, com o pé direito, também falhou na conclusão.

    A Argentina até melhorou no segundo tempo. Graças a Marcos Rrojo, a Argentina criou as melhores oportunidades. O lateral bateu cruzado aos 13 e o goleiro Benaglio, mesmo mal posicionado, conseguiu salvar. Foi do jogador do Sporting de Portugal o cruzamento para Higuaín, que cabeceou forte o arqueiro suíço salvo. Ainda assim, quando não tinha a posse de bola, era um desespero. Sorte que os rivais não foram precisos no último passe e não assustaram Romero durante quase todo o segundo tempo – foram duas finalizações no início.

    Apesar de bem marcado e errando muitos passes, Lionel Messi também teve suas boas chances de matar o jogo. A primeira aos 22, quando o jogador aproveitou uma sobra após cobrança de escanteio e bateu por cima do gol. Dez minutos depois, o atacante cortou dois defensores e bateu no canto direito, mas Benaglio novamente apareceu para salvar. Ao fim, sem muita perda, a Argentina ainda caiu na roda dos suíços, para delírio dos brasileiros, que gritaram “olé” durante os minutos finais do jogo.

    A prorrogação, por sua vez, teve três atos. Na primeira parte, os suíços foram dominantes. Os argentinos não encontravam espaços e sofria com a posse de bola. A retranca suíça que tomou conta de boa parte do jogo chegou a trocar de lado. Muito pela falta do meio campo, inexistente na prorrogação. Por outro lado, na segunda parte, um jogador acordou. Dí Maria começou a chamar a responsabilidade para si e buscou o gol em diversas vezes.

    E finalmente aos 13 minutos do segundo tempo da prorrogação, a Argentina conseguiu o seu grito de desabafo. Em contraoglpe, Palacio recebeu no meio campo e tocou para Lionel Messi. Com mais espaço do que o habitual, o argentino assistiu a Dí Maria que bateu cruzado, vazando o goleiro suíço.

    Mas esse não era o fim. Os três minutos de acréscimos foram tão torturantes quanto os 118 minutos antes do gol de Dí Maria. Aos 16 minutos, após cobrança de escanteio, Dzemali finalizou na trave. A bola voltou ao seu pé e foi para fora. Aos 18, Ezequiel Garay fez falta na meia lua e deixou o estádio novamente tenso. Mas a cobrança Shaqiri parou na cabeça de Zabeleta para delírio e alívio dos argentinos, que se classificam para as quartas de final da Copa do Mundo.