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Ángel Labruna e o hincha de River Plate

“River não é a metade mais um. É o país menos alguns” (Ángel Labruna)

Dia 28 de setembro é uma data dupla para o futebol argentino. Comemora-se tanto o aniversário de um seus maiores ídolos, Ángel Amadeo Labruna, como é o Dia Internacional do Hincha do River Plate. Na realidade, esses fatos estão interconectados por uma história que representa o amor pelo El más Grande.

Labruna nasceu em Buenos Aires em 1918. Antes de completar 21 anos, começou a jogar pelo River Plate, clube no qual jogaria boa parte da sua vida. Foram 515 partidas, marcando 293 gols, o maior goleador do futebol argentino e o maior goleador em Superclásicos, com 16 gols. Foram 20 anos com a camisa do River Plate, de 1939 a 1959. Depois disso apenas fez poucos jogos com o uruguaio Rampla Juniors, com o argentino Platense e o chileno Rangers de Talca, entre 1960 e 1961.

Além disso, Labruna fez parte da maior linha delantera do futebol internancional, a La Máquina dos anos 1940: Juan Carlos Muñoz, José Manuel Moreno, Adolfo Pedernera, Ángel Labruna e Felix Loustau.

Labruna já tinha uma ampla fama sendo apenas jogador, mas entrou para o rol máximo de La Banda Roja quando se tornou técnico da equipe. Foi sob o seu comando que o River Plate quebrou um jejum de 18 anos vencendo tanto o Metropolitano quanto o Nacional de 1975.

Além disso, além do Nacional 1971 com o Rosario Central, Labruna ganharia mais títulos dirigindo o River Plate: Metropolitano 1977, Metropolitano e Nacional de 1979 e o Metropolitano 1980. Labruna faleceu no dia 19 de setembro de 1983, às vésperas de completar 65 anos.

E Labruna não era apenas um técnico, era o hincha de River treinando a equipe. É memorável o seu ato de tapar o nariz quando jogasse na Bombonera, estádio do Boca Juniors, o rival máximo (vulgo Bosteros, para o River).

Foi para homenagear esse millonario way of life, bem como a indiscutível marca de Labruna, que, desde 2003, se comemora o Día Internacional del Hincha de River. É uma data para sempre se lembrar de uma frase memorável de Labruna: “River não é a metade mais um. É o país menos alguns”.

Rafael Duarte Oliveira Venancio

Em 2010, na primeira versão desse texto, Rafael Duarte Oliveira Venancio escrevia para o Futebol Portenho, era professor do Senac e doutorando na USP. Em 2014, era professor doutor da Universidade Federal de Uberlândia e mantinha o blog Lupa Esportiva no Correio de Uberlândia. Agora, em 2020, é pós-doutor pela ECA-USP, além de escritor e dramaturgo com peças encenadas em 3 países e em 3 línguas. Nestes 10 anos, sempre tem alguém comentando este texto com ele, seja rindo, seja injuriado...

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