Com o final da novela da efetivação de Sergio Batista para treinador da albiceleste, é hora de pensar no futuro. Para muitos, as ações de Checho em sua interinidade eram apenas jogo de cena para convencer a torcida, a imprensa e a AFA de que era o comandante ideal para o selecionado nacional. Portanto, é hora de observar como pretende conduzir a seleção aos títulos que não conquista há 17 anos.
Em sua apresentação, na sede da AFA, Batista deu o que todos queriam. Driblou as polêmicas, e apresentou seu plano de trabalho. O ponto que mais chamou a atenção é a idéia de manter três selecionados simultâneos. Além da seleção principal, haveria uma equipe sub-23 e outra formada apenas por jogadores que atuam no país. A idéia é preparar a albiceleste para as Olimpíadas, e poder observar de perto jogadores que dificilmente teriam lugar no selecionado.
Além disso, Checho garantiu que a renovação será gradual, o que significa que jogadores já veteranos poderão continuar sendo convocados, e eventualmente estarão no grupo que disputará a Copa América, ainda que tenham chances mínimas de chegar ao mundial do Brasil.
Como esperado, afirmou que buscará construir uma equipe que permita a Messi jogar seu melhor futebol. Nada surpreendente nisso. Messi é seu defensor. E liderou a seleção de Batista à medalha de ouro olímpica de 2008, dando a Batista seu maior argumento para ser efetivado à frente da albiceleste. E, não é demais lembrar, é o melhor jogador do mundo.
Que Batista está determinado a ir longe, é algo que suas palavras deixam bem claro: “Não gosto de falar do passado nem de outra coisa que não seja futebol. Olho para frente, como fiz desde que comecei minha interinidade, contra a Irlanda. Começa uma outra etapa, olho para a frente. Penso na decisão do mundial de 2014, e em mais nada”.
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