Seja qualquer treinador que fosse anunciado pela AFA na última terça-feira, teria várias criticas sobre si. Se fosse Bielsa, haveria as lembranças da tragédia em 2002 e sua forma ofensiva de jogar. Já Sabella seria criticado pelo pragmatismo defensivo que vem utilizando no Estudiantes. E com Batista as críticas são em torno da falta de experiência a frente de um selecionado profissional. E o novo treinador da Seleção Argentina falou nesta quinta-feira sobre tais julgamentos e fez questão de negar a amizade com os jogadores, algo muito falado nos dias.
Em um programa esportivo da rede TyC Sports, o comandante não mostrou-se chateado com alguns de seus colegas de profissão, que não confiam em si. “O treinador da Seleção sempre receberá criticas. Qualquer um sentiria dor se fosse candidato e não pudesse dirigir. Eu estaria da mesma forma. Eu entendo isso. Alguns temu m currículo melhor que o meu, mas não acho certo que um treinador tem de ser campeão em nosso país para comandar a Seleção. Tenho uma medalha de ouro, que não é pouca coisa”, destacou Batista.
A respeito de uma amizade com os jogadores, Batista fez questão de negar tais comentários e admite que só convoca os atleta que tem totais condições de vestir a camisa da Argentina. “Não sou amigo deles. Tenho uma boa relação, uma boa convivência, o que é totalmente diferente. Os jogadores sabem disso. Os elogios que recebo deles é apenas uma mostra de que estão contentes com o meu trabalho”, agregou o treinador da Seleção Argentina, que ainda destacou que Lionel Messi será o seu capitão daqui pra frente.
O comandante ainda destacou que mudanças serão necessárias para pensar em títulos, principalmente na mudança de alguns nomes nas próximas convocações. “As mudanças serão realizadas de pouco a pouco. Temos grandes jogadores na Seleção, mas necessitamos renovar alguma coisa e dar possibilidade a outros. Vamos dar atenção aos jogadores juvenis, pois não podemos descuidar com eles, assim como os atletas do futebol local. O projeto está sendo realizado”, confirmou. Curiosamente, nomes como Javier Zanetti e Juan Román Riquelme sempre foram cogitados pelo treinador.
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