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Clima de Guerra em Corrientes para receber River Plate

Um verdadeiro clima de guerra se apoderou de Corrientes para o duelo do fim de semana entre River Plate e Boca Unidos. Com os ingressos esgotados há muito tempo, imperam as provocações de ambas as partes para o que promete ser a pior recepção para o El Más Grande até agora na B Nacional. Em razão disso, as autoridades intervêm com várias medidas para atenuar as provocações e evitar confrontos entre torcedores.

Nada menos que 400 homens serão designados para a segurança do estádio e do seu entorno, no próximo sábado, dia 03 de dezembro. A expectativa pela chegada do River é grande e os torcedores correntinos prometem uma recepção furiosa. Especulou-se que alguns deles levariam camisas do Boca Juniors para o estádio. Para evitar o acirramento de um clima, que já pesa desde a queda do River para a B Nacional, as autoridades locais disseram que não permitirão nenhuma camisa provocativa, da mesma forma que bloquearão o acesso ao estádio dos torcedores que portarem bandeiras que superem um metro quadrado (o objetivo é o de evitar que as bandeiras tampem as câmeras de segurança no estádio).

“Não queremos que apareçam camisas que provoquem, sobretudo, aos torcedores visitantes. Tampouco vamos permitir alguma camisa de time de basquete ou de qualquer outro esporte ”, disse o Guillermo Weyler, Vice-secretário de Segurança local.

O duelo está marcado para o estádio do Huracán Corrientes, onde o Boca Unidos atua como local. Será às 20h10 (horário brasileiro de verão). O operativo de 40 homens começa a trabalhar a partir das 20h00 desta quinta-feira (horário local), com patrulhamento intensivo nas imediações do estádio. “No dia da partida, ninguém poderá ingressar num círculo de 200 metros ao redor do estádio, sem mostrar o ingresso. Pedimos aos torcedores que acessem o local da partida com bastante antecedência no dia do jogo”, disse o Vice-secretário do Governo de Corrientes, Luis Bravo.

Joza Novalis

Mestre em Teoria Literária e Lit. Comparada na USP. Formado em Educação e Letras pela USP, é jornalista por opção e divide o tempo vendo futebol em geral e estudando o esporte bretão, especialmente o da Argentina. Entende futebol como um fenômeno popular e das torcidas. Já colaborou com diversos veículos esportivos.

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