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Huracán bipolar

No primeiro semestre, o Hurácan foi pomposo. Com um futebol irreverente, chegou a ser manchete em toda a Argentina devido à reintegração do joga – bonito (Tiki-Tiki). Apesar da venda de dois dos seus principais atletas para o exterior, ninguém imaginava uma queda gradativa como foi no segundo semestre. A personalidade do time era outra. A identidade não era a mesma. Um time irreconhecível com um futebol inferior dos times da B Nacional. Onde estaria aquele outro Huracán?

Nem mesmo os jogadores sabem explicar. O meia Mario Bolatti, um dos remanescentes daquele grupo, é um dos que acharam incrível como o time caiu de produção após a saída dos meias Javier Pastore, para o Palermo, da Itália, e Matias Defederico, para o Corinthians.

“É muito complicado, distinto. Parece que foram dois Huracán este ano. Lamentavelmente o segundo não foi bom para ninguém. São coisas difíceis de serem resolvidas no futebol argentino. Agora também não é o momento de encontrar culpados e sim soluções. Temos que buscar o melhor para o Huracán: os torcedores, o melhor do clube, títulos”, explicou.

A idéia de tentar ajudar o clube, entretanto pode ser frustrada pelo Porto, clube com os direitos federativos do jogador. O clube deseja que Bolatti retorne para Portugal no início do ano que vem. “Meu representante está na Europa movendo os palitinhos para ver como será ano que vem. Agora, não sei qual é o meu futuro. Não tenho nada. O que sei é que quero continuar a jogar”, destacou o jogador, obviamente pensando na Seleção Argentina.

Thiago Henrique de Morais

Fundador do site Futebol Portenho em 2009, se formou em jornalismo em 2007, mas trabalha na área desde 2004. Cobriu pelo Futebol Portenho as Eliminatórias 2010 e 2014, a Copa América 2011 e foi o responsável pela cobertura da Copa do Mundo de 2014

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