Categories: Primeira Divisão

Até Valeri está à venda, mas para quem tem dinheiro

Novo presidente do Lanús disse que vende qualquer um, mas desde que o comprador tenha dinheiro

Alejandro Marón, novo presidente do Lanús, deixou claro que vende qualquer jogador do elenco, desde que cheguem no clube com propostas concretas. O dirigente não parece preocupado com desmanche na equipe, porém, ao mesmo tempo, valoriza seus jogadores, como é tradição no clube. Alguns estão saíndo, como Castillejos, que pode voltar ao Central.

Escaldado após a frustrada tentativa do River em contratar Valeri, Alejandro Marón fez questão de dizer que qualquer atleta do elenco pode ser vendido, mas desde que o candidato a sua contratação chegue ao clube com propostas concretas. Matías Fritlzer estava perto de jogar na Rússia, mas os dirigentes do Terek Grosny não ofereceram um valor abaixo do pedido pelo clube do Sul da Grande Buenos Aires. Assim, as negociações esfriaram e o voltante deve permanecer em La Fortaleza. Porém, se as negociações mudarem de rumo, o Lanús já teria um substituto Fritlzer: Fabián Rinaudo, atualmente no Sporting de Lisboa.

Castillejos não deve continuar no clube. O técnico Guillermo Schelotto já teria até dado sinal verde para a saída do centroavante. Em Rosário, os dirigentes do Central estariam preparando uma oferta irrecusável pelo jogador. “Não tínamos pensado em fazer nenhuma negociação com ele,porém tivemos uma reunião para conhecer o interesse do Central”, disse o presidente granate.

O clube deu uma demostração ímpar de troca de comando institucional. Nícolas Russo finaliza o seu mandato e já colabora com Marón, o novo presidente. Marón receberá uma instituição exemplar para Argentina e América do Sul. O clube não tem dívidas, tem planejamento invejável e é um grande sucesso na revelação de jogadores. Além disso, a estrutura do Granate caminha para ser a maior do Continente em todos os aspectos.

Joza Novalis

Mestre em Teoria Literária e Lit. Comparada na USP. Formado em Educação e Letras pela USP, é jornalista por opção e divide o tempo vendo futebol em geral e estudando o esporte bretão, especialmente o da Argentina. Entende futebol como um fenômeno popular e das torcidas. Já colaborou com diversos veículos esportivos.

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