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Mesmo com apoio da presidência, Falcioni segue em situação difícil

Os maus resultados e a difícil relação com parte do elenco pareciam indicar que os dias de Juio Cesar Falcioni no Boca Juniors estavam contados. No entanto, o respaldo público do presidente do clube pareceu amenizar a situação do treinador. Mas ninguém duvida que se os maus resultados continuarem, nada salvará Falcioni. E que mesmo que chegue ao fim do ano, não terá seu contrato renovado.

Há poucos dias, Daniel Angelici fez questão de declarar publicamente que Falcioni será o treinador xeneize até o fim do ano, quando termina o seu contrato. Mas a afirmação deve ser colocada em seu contexto. O presidente do Boca avalia que vários jogadores do plantel estão fazendo corpo mole tentando derrubar o comandante (uma percepção que é generalizada), e que era necessário ter pulso firme para mostrar que não se curvaria à vontade de uma parte do elenco.

Mas a declaração não deve ser tomada literalmente. O Boca conquistou apenas um dos últimos nove pontos que disputou. Terá pela frente o irregular Estudiantes e depois o superclássico contra o River Plate. Para muitos, se os maus resultados recentes se mantiverem nessas partidas, a sorte de Falcioni estaria selada. De toda forma, ninguém aposta um centavo na continuidade do treinador após o fim de 2012.

Para substituir Falcioni, o sonho de cada membro do “mundo Boca” é a volta de Carlos Bianchi, mas ao que tudo indica o Virrey não está interessado em trabalhar como treinador. Guillermos Schelotto, nome dos sonhos da direção do clube, tem contrato com o Lanús até meados de 2013, e nem a direção granate, nem o Mellizo parecem dispostos a uma quebra de contrato. Diego Cagna, outro ex-jogador do clube, enfrenta resistências pelos seus últimos trabalhos, que não tiveram qualquer brilho.

Assim, três nomes parecem os mais fortes para suceder Falcioni. Rodolfo Arruabarrena seria o mais cotado, por seu passado como ídolo do clube, pelo seu estilo mais discreto e por valorizar as categorias de base em seu trabalho. Ricardo Gareca, pelas mesmas características, aliadas à experiência, também seria fortemente cogitado. E, correndo por fora, Martin Palermo poderia ser uma opção caso a direção siga dando preferência à contratar alguém com uma trajetória dentro do clube.

Tiago de Melo Gomes

Tiago de Melo Gomes é bacharel, mestre e doutor em história pela Unicamp. Professor de História Contemporânea na UFRPE. Autor de diversos trabalhos na área de história da cultura, escreve no blog 171nalata e colunista do site Futebol Coletivo.

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