Categories: Primeira Divisão

Newell´s empata com Quilmes e perde chance de manter liderança

Com muitos problemas justamente na definição de jogadas, o Newell´s não soube vencer o Quilmes e abriu terreno para o Vélez chegar à ponta do Torneio Inicial. Porém, é preciso dizer que o homem do jogo foi o porteiro Trípodi, que teve atuação de gala e assegurou um ponto fundamental para que o Cervecero se mantenha fora da zona do rebaixamento.

Tudo parecia desenhado para uma vitória fácil do líder Newell´s. A equipe atuava no Coloso e recebia um dos mais frágeis adversários da competição, o irregular conjunto do Sul. Porém, ao fim do encontro, ninguém chegou às redes de ninguém e o empate foi glorioso somente para o visitante.

EM parte, o que ocorreu no Coloso tem a ver com o fato de que o Newell´s ainda tem um claro problema em vazar a meta de um grande arqueiro. Teve um ótimo exercício no jogo e poderia atenuar este problema; mas não soube passar por Emmanuel Trípodi, um monstro em campo no superlotado Coloso Marcelo Bielsa. Por causa dele, o Quilmes já soma quatro partidas sem experimentar o amargo gosto da derrota.

O Newell´s foi superior ao rival na mair parte do tempo. Para tanto, contou com a presença de Maxi Rodríguez como atacante pelo lado esquerdo. O esquema foi um 4-3-3, mas se esqueçam da história de que “la Fiera” atuou como um falso atacante, fazendo às vezes mais de um meia que roubasse bola e que servisse a “Nacho” Scocco na frente. Nada disso, Rodríguez atuou realmente como atacante, já que Martino queria qualificar o ataque leproso com os arremates e com a presença de respeito que o repatriado “jogador” poderia oferecer. Outra surpresa foi a quase carta de alforria para Heinze abandonar a defesa e ficar livre em campo. Isto também tem muito a ver com a decisão de Tata Martino chegar às redes dos rivais com mais facilidade.

Não deu outra. Foi só pressão do Newell´s do começo ao fim. Aos 13 e aos 17 minutos, a equipe chegou duas vezes com enorme perigo e em jogadas que se repetiram durante toda a partida. A primeira foi com Scocco e a segunda com Heinze. Em ambas, o porteiro rival praticou defesas espetaculares. Este seria mais ou menos o resumo do encontro durante os 90 minutos.

Para que o resumo se completasse era preciso que Maxi Rodríguez também materializasse a sua boa performance com situações de gol. Aconteceu, por exemplo, antes do primeiro minuto de jogo e antes do primeiro minuto da etapa final. Foi o resumo. Melhor que os três jogadores leprosos, Trípodi defendeu tudo e se consagrou.

Já o Quilmes ficou todo plantado no campo de defesa. A tática era a de estudar o rival e praticar algum tipo de futebol que contasse com a instabilidade do adversário e com os avanços a partir da exploração dos espaços cedidos pelo conjunto de Rosário. Teve duas chances incríveis ainda no primeiro tempo. Aos 28 minutos, Juan Manuel Cobo não soube completar a ótima jogada de Cauteruccio. Aos 42, foi a vez de Facundo Diz ter a bola do jogo e desperdiçar.

Essa intensidade e alta produção do Newell´s começaram a parar a partir dos 20 minutos da etapa final. Neste caso, se cumpriu a expectativa do Quilmes de que o conjunto local se perdesse nos seus nervos. A partir daí, o conjunto do Sul soube levar o jogo no banho-Maria até o fim e somar um ponto importantíssimo para se manter fora da zona do rebaixamento. Já o Newell´s, frustrou sua imensa torcida e abriu caminho para o Vélez lhe retirar da ponta do Torneio Inicial.

Formações:

Newell´s: Nahuel Guzmán; Marcos Cáceres, Santiago Vergini, Víctor López, Gabriel Heinze; Pablo Pérez (Leandro Torres), Hernán Villalba, Lucas Bernardi; Fabián Muñoz (Maximiliano Urruti), Ignacio Scocco e Maxi Rodríguez. Técncio: Gerardo Martino.
Quilmes: Emanuel Trípodi; Jorge Serrano (Mandarino), Wilfredo Olivera, Ernesto Goñi, Pablo Lima; Leandro Díaz, Juan Manuel Cobo, Sebastián Romero (Pablo Mattos), Jacobo Mansilla; Martín Cauteruccio (Elizari) e Facundo Diz. Técnico: Omar De Felippe.

Joza Novalis

Mestre em Teoria Literária e Lit. Comparada na USP. Formado em Educação e Letras pela USP, é jornalista por opção e divide o tempo vendo futebol em geral e estudando o esporte bretão, especialmente o da Argentina. Entende futebol como um fenômeno popular e das torcidas. Já colaborou com diversos veículos esportivos.

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