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Palermo fala sobre o fim da carreira

Em entrevista à rádio La Red, Palermo falou com franqueza sobre vários temos. Contou que teve de encerrar a carreira por conta de problemas no joelho que o obrigaram a fazer infiltrações. E falou também sobre os problemas no vestiário do Boca, especialmente sua relação com Riquelme.

Segundo Palermo, foi seu joelho esquerdo que forçou seu retiro dos gramados: “Vinha jogando lesionado, não queria falar para não parecer estar me justificando por aquela sequencia de jogos sem gols. Me custava demais estar 90 minutos em campo. Tive de jogar infiltrado, e em todas as semanas sofria muito nos treinamentos. Mas queria jogar, pois sabia que eram meus últimos seis meses”

Sobre a relação conturbada com Riquelme, El Titán disse foi sincero: “Antes nos dávamos muito bem. Mas com o tempo nossa relação no vestiário foi mudando. Nunca soube os motivos dessa mudança, e tampouco falamos sobre isso. Só dizíamos ‘oi, tchau’, o diálogo não saía daí. Não é facil conviver assim”. Acrescentou ainda que “Não acredito que com o tempo voltaremos a nos falar, pensamos muito diferente e somos muito diferentes. Se durante 3 anos dividimos vestiários e concentrações e nunca sentamos para conversar, não creio que vamos fazer isso amanhã

Ainda sobre Riquelme, Palermo afirmou que “não é fácil conviver dessa maneira, quando todo o tempo aparece alguma situação que é incômoda para o grupo. Fomos companheiros dentro de campo, mas poderia contar muitas coisas que não foram a público, mas não vou fazer isso agora”

Em relação a seu último treinador, Palermo foi só elogios, principalmente em relação à discrição de Falcioni em relação a seus problemas e à lealdade demonstrada em relação ao ídolo histórico do Boca: “em várias situações sabia o que se passava, e me tirava de campo para que eu me poupasse. Por isso sempre respaldei a Julio”, disse Palermo.

Tiago de Melo Gomes

Tiago de Melo Gomes é bacharel, mestre e doutor em história pela Unicamp. Professor de História Contemporânea na UFRPE. Autor de diversos trabalhos na área de história da cultura, escreve no blog 171nalata e colunista do site Futebol Coletivo.

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  • Legal saber que Martín e Román pelo menos se cumprimentavam. Já vivenciei uma situação dessas no meu antigo emprego, e as pessoas envolvidas nem isso faziam.

    Fiquei surpreso nesta semana ao saber que Chapita Barros Schelotto também é brigado com Riquelme.

  • Pelo que sei de alguns amigos que moram em Buenos Aires o problema é que Riquelme pensa que é o Maradona. Ele é um craque, mas é insuportável.

  • craques geralmente são insuportáveis. mas Riquelme é Riquelme e Palermo é Palermo. eles podem tudo dentro do Boca. quem ve videos de alguns anos atrás, percebe que a relação entre ambos era melhor, mas, nem mesmo nestes últimos anos ela foi prejudicial a equipe. o Boca afundou, ao meu ver, quando o Riquelme saiu, e mais ainda quando perdeu Dátolo e Palacio. Porém, tudo isso se iniciou com a precoce ( ao meu ver ) saída do Russo do comando xeneize.

    y dale boo... #TodosSomosBelgrano

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