Assim como em Ulsan, oito anos atrás, o desempenho de dois campeões mundias não correspondeu as expectativas que o mundo da bola tinham com relação a este jogo. Talvez o gol também tenha sido vítima dos engarrafamentos nas ruas que levam ao estádio Green Point, na Cidade do Cabo, pois nem França e nem Uruguai chegaram muito perto de alterar o placar nesta noite de estréia das duas seleções.
Tal empate normalmente significaria uma dor de cabeça para Raymond Domenech e Oscar Tabarez, comandantes das duas equipes. Mas como África do Sul e México também igualaram o marcador em Johanesburgo, todos os times do grupo A estão com apenas um ponto ao fim da 1ª rodada, embora os dois países que jogaram primeiro estão na frente por empatarem com gols.
A primeira etapa mostrou algo do qual não se podia evitar devido ao número alto de jogadores no meio-campo: a bola acabou parada no setor durante a maior parte da partida. O começo ainda deu esperanças aos torcedores no Green Point, depois da bela jogada de Ribery no flanco esquerdo, cruzando para o quase gol de Sidney Govou, aos 7 minutos. Sagna também atuou de forma ousada como apoio pelo lado direito, e dele saiu o lançamento para uma boa chance de Anelka, aos 14. Contudo, sem muita ajuda do principal armador, Yoann Gourcuff, não foi possível vencer o muro uruguaio de Lugano, Victorino e Godin.
Entretanto, esta solidez defensiva é tudo do que a equipe de Óscar Tabarez pode se gabar. Com Diego Forlan, aos 16, ainda fez Lloris executar uma grande defesa. Só que a armação de jogadas dos celestes conseguiu ter ainda menos eficiência do que a dos ‘Bleus’, que hoje jogaram de branco. Apenas Álvaro e Maxi Pereira conduziam a bola pelas pontas, mas não era suficiente. E quando a dupla de ataque Suarez e Forlan recebia a pelota nos contragolpes, na maioria das vezes estavam em posição irregular. De maneira que o resultado parcial ficou inevitavelmente no 0 x 0.
Quando as equipes voltaram dos vestiários, chegaram ao campo dispostos a cooperar para uma disposição tática diferente no meio-campo. A defensividade uruguaia, contudo, não sumiu. Simplesmente tratou de proteger a área do goleiro Muslera, dificultando ainda mais a vida dos gauleses. Pela esquerda, Ribery bem que tentou gastar sua habilidade no drible, mas Maxi, Victorino e Lugano o detiam. O zagueiro ex-São Paulo ainda ajudou também na proteção do lado direito do ataque francês, onde Godin e Álvaro buscavam impedir os cruzamentos de Sagna, principal arma dos comandados de Domenech nesta etapa.
A partida, então, tornou-se um duelo de ataque contra defesa, ainda mais após a saída de Nicolas Lodeiro, expulso após jogar apenas 17 minutos. Só que, curiosamente, a chance mais vibrante do segundo tempo pertenceu a Forlan, que num chute de primeira assustou Lloris. Quando Thierry Henry substituiu Nicolas Anelka, ainda deu a impressão ao Green Point de que a partida ganharia mais qualidade. Mas o atacante do Barcelona desperdiçou a única chance boa que lhe foi ofertada, nos acréscimos, em um tiro livre que El Loco Abreu afastou de cabeça. Placar final: 0 x 0, numa partida truncada com 62 passes errados.
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POBRE FORLAN,É SO BICO PRA FRENTE E MAIS NADA,FALTA UM CARA PARA ORGANIZAR O JOGO DA CELESTE NO MEIO DE CAMPO E A FRANÇA É UMA SELEÇAO COMUN SEM O ZIDANE APENAS ISSO
Rodrigo,
Apenas uma retificação: o jogo de 2002 foi disputado em Busan e não em Ulsan.
Abraço e parabéns pela cobertura do site.