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Racing vence jogo adiado e se distancia da Promoção

Primeiro vieram as tempestades, tanto a que suspendeu o jogo da 12ª rodada em Tucumán, quanto a metafórica que acometia a Academia por amargar a zona de Promoção. Entretanto, em seguida, naturalmente chegou a calmaria, que permitiu que Racing e Atlético voltassem a campo, mas ficou apenas ao lado visitante. Afinal, com a vitória por 1 x 0, se livram cada dia mais do incômodo descenso, realidade quase irreversível para os tucumanos.

Só que mesmo com a noite sem chuva no norte da Argentina, a partida no primeiro tempo contou com poucas emoções, como se o campo ainda estivesse encharcado, impedindo o bom futebol. Até houve um gol, do zagueiro da blanquiceleste visitante, Matias Martinez, mas Gabriel Favale invalidou o cabeçazo por impedimento. De modo que os 34 minutos iniciais terminaram no zero.

Mas os comandados de Russo sabiam o que estava em jogo, e precisamente contra um adversário direto. Por isso voltaram dos vestiários pressionando os tucumanos contra a própria área. Uma resistência que durou pouco, pois no primeiro minuto de segundo tempo, José Fernandez serviu Grazzini dentro da área, e o meia venceu Ischuk sem problemas: 1 x 0. Placar final, embora os anfitriões ainda tenham marcado em posição irregular com Montiglio de cabeça. A decisão foi acertada, mas enfureceu a torcida, que por isso acertou o assistente n°2 com uma garrafa de vidro.

Um ato injustificável, mas que serve de reflexo sobre a situação desesperadora do Atlético, virtualmente rebaixado (promedio 0,911). Mas caso vença o Central, adversário direto, em Tucumán, a esperança de jogar pelo menos a Promoção resistirá. Quanto ao Racing, caminha a passos largos rumo a permanência direta na Primera (promedio 1,172, contra 1,145 do Gimnasia e 1,136 do Central). Porém, o próximo jogo trará um desafio bem maior: o Banfield, embora seja no Cilindro.

Rodrigo Vasconcelos

Rodrigo Vasconcelos entrou para o site Futebol Portenho no início de julho 2009. Nascido em Buenos Aires e torcedor do Boca Juniors, acompanha o futebol argentino desde o fim da década passada, e escreve regularmente sobre o Apertura, o Clausura e a seleção albiceleste

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