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Almeyda voltou, Maidana gritou gol e Jota Jota sorriu

O 333º Superclássico foi do River Plate, quebrando um jejum de três anos sem vitórias em cima do Boca Juniors na Primeira Divisão Argentina. Sem dúvida, para todos os torcedores do El más Grande, os heróis são três.

O primeiro, sem dúvida, é Matías Almeyda. Voltando de lesão especialmente para o Superclássico, ele não sentiu a lesão que nem o xeneize Riquelme. Comandando o meio-campo, O River Plate, curiosamente voltou a vencer, e muitos comentaristas da imprensa argentina acham que a volta de Almeyda foi crucial.

O segundo herói é um ex-Boca. Jonathan Maidana fez o gol aos 8 minutos do 2º tempo. Uma grande cabeçada e, ao contrário do costume de não gritar gol diante do time que revelou, Maidana gritou a plenos pulmões. Ele e o Monumental de Nuñez. Claro que a parte pintada da Banda Roja, porque os hinchas de Boca só foram gritar para apoiar o time após o recomeço.

“A verdade é que é uma alegria imensa marcar um gol em um Superclássico. Com toda a gente apoiando. Precisávamos de um triunfo e graças a Deus foi contra um grande rival, por isso que festejamos o dobro”, declarou Maidana.

Por fim, o técnico interino J. J. López é o terceiro herói. Jota Jota, como é conhecido, é um dos jogadores que mais vestiu a camisa do River Plate, de 1970 a 1981. Em 1983, acabou jogando pelo Boca e declarou, durante a semana, que ficou feliz que o River abriu as portas “de sua casa” novamente.

No final do jogo, López declarou: “Restam outras 23 finais (…). Agradeço ao Passarella por me deixar voltar ao time principal do River. Mas, o mérito é dos jogadores. Graças a eles, ganhamos uma final”.

Rafael Duarte Oliveira Venancio

Em 2010, na primeira versão desse texto, Rafael Duarte Oliveira Venancio escrevia para o Futebol Portenho, era professor do Senac e doutorando na USP. Em 2014, era professor doutor da Universidade Federal de Uberlândia e mantinha o blog Lupa Esportiva no Correio de Uberlândia. Agora, em 2020, é pós-doutor pela ECA-USP, além de escritor e dramaturgo com peças encenadas em 3 países e em 3 línguas. Nestes 10 anos, sempre tem alguém comentando este texto com ele, seja rindo, seja injuriado...

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  • No final do jogo, López declarou: “Restam outras 23 finais (…). Agradeço ao Passarella por me deixar voltar ao time principal do River. Mas, o mérito é dos jogadores. Graças a eles, ganhamos uma final”.

    muito boa essa declaração! \o/

    DA-LHE RIVER!

  • Foi uma vitória santa, para lavar a alma millonaria. Esse é o River que queremos: guerreiro, vibrante e elegante,

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Rafael Duarte Oliveira Venancio

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