San Lorenzo cede empate ao Nacional nos acréscimos da final na Libertadores

Contra um clube querido por todo o Paraguai, até pelos rivais. Contra o estádio mais barulhento do país. Contra o velho estigma do troféu que (ainda) não tem. O San Lorenzo superava tudo isso. Foi superior no jogo contra o bom time do Nacional. Teve as chances de gol, e na melhor delas, Mauro Matos sacramentava a vitória no Defensores del Chaco. Até que Julio Santa Cruz, na raça, arrancou o empate por 1 x 1 e o grito aliviado dos locais, em Assunção.

O atacante ex-All Boys supriu de forma decisiva a lacuna deixada por Angel Correa, e na vaga que ganhou de Nicolas Blandi. Numa troca de passes bem trabalhada pela direita, o toque final foi o cruzamento de Villalba. Matos emendou de primeira, e surpreendeu o goleiro Don com um belo chute forte: 1 x 0, aos 19′ do segundo tempo.

Além de abrir o placar, o time de Edgardo Bauza ainda tinha criado mais perigo na primeira etapa com Más e Piatti. Por vários momentos, chegava até a ter mais posse de bola no campo de ataque. Se defendia bem da empolgação com boas jogadas dos anfitriões. Até o terceiro minuto de acréscimo…

Eis que vem uma bola despretensiosa, lançada do meio da rua. Escorada no meio do caminho, ela estava mais próxima da zaga cuerva, ou até das mãos de Sebastián Torrico. Mas a raça de Júlio Santa Cruz o fez chegar primeiro, com a ponta da chuteira, para o gol que dá alma nova ao Nacional Querido na final mais improvável da história da Libertadores.

No dia 13, a volta entre os dois times é no Nuevo Gasometro, em Buenos Aires. Nada de gol fora de casa como critério de desempate. Empate leva a prorrogação, e depois pênaltis se continuar tudo igual. Quem vencer leva o título inédito. E vale lembrar, que o San Lorenzo não terá Piatti.

Rodrigo Vasconcelos

Rodrigo Vasconcelos entrou para o site Futebol Portenho no início de julho 2009. Nascido em Buenos Aires e torcedor do Boca Juniors, acompanha o futebol argentino desde o fim da década passada, e escreve regularmente sobre o Apertura, o Clausura e a seleção albiceleste

View Comments

Recent Posts

10 anos das notas 10: o bicampeonato argentino do Lanús, o Grená Mecânico

Essa é uma história que viraria até final de Libertadores. É a história do maior…

1 semana ago

Elementos em comum entre River Plate e Belgrano, final que revive rebaixamento de 2011

Ah, as voltas do futebol. Em 2026, se completarão (em 26 de junho) quinze anos…

2 semanas ago

Elementos em comum entre Flamengo e Lanús

Valido. Volante. Fleitas Solich. Quem buscar ícones do Flamengo pré-Zico, invariavelmente vai resvalar nesses três…

4 meses ago

Elementos em comum entre Estudiantes e Racing, os primeiros campeões mundiais da Argentina

A semifinal argentina que o Flamengo abortou na Libertadores 2025 se converteu na final do…

6 meses ago

Todos os argentinos do Flamengo

Originalmente publicado pelos 120 anos do clube, em 2015 - e revisto, ampliado e atualizado.…

6 meses ago

Ramos Delgado, o capitão negro da Argentina que brilhou no Santos de Pelé

Nota originalmente publicada em 27 de agosto de 2015, para celebrar os 80 anos que…

6 meses ago

This website uses cookies.