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70 anos de Francisco Sá, quem mais ganhou a Libertadores: seis vezes

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Quando essa foto foi tirada, em 1975, era mais para enaltecer sua presença em todo o tetra seguido do Independiente. Sá ainda não era o maior vencedor individual da Libertadores, mas a foto seria profética

Atualizado em 27 de fevereiro de 2022, após publicação, na véspera, desta longa entrevista dada por ele ao La Nación.

Francisco Pedro Manuel Sá tem a mesma quantidade de títulos na Libertadores que os dois maiores vencedores brasileiros, Santos e São Paulo, somados. Para um sobrenome tão curto (o menor já visto na seleção argentina), nomes por triplicado. E para cada nome, duas Libertadores. Para os íntimos, ele era o Pancho, apelido nos países de língua espanhola para Francisco. E poucas coisas lhe foram tão íntimas como La Copa. Afinal, foram sete finais, seis vencidas. Recorde exclusivo para quem brilhou exatamente nos dois clubes que “lutam” pelo apelido de Rey de Copas e hoje faz 70 anos.

“Pedro e Manuel são os nomes dos meus avós e Francisco, de um tio. Parece que meus pais tinham ganas de pôr todos”, explicaria na entrevista dada em 2022 ao La Nación. Nascido em Las Lomitas, na província de Formosa, Sá começou no Central Goya, de seu povoado, chegando a estrear no time adulto quando ainda tinha 15 anos. Mas o jogador mais vezes campeão da Libertadores nem teria o futebol como prioridade. Quando ele se mudou para a cidade de Corrientes, capital da província de mesmo nome, foi para se graduar em Direito. Mas acabou aproveitado pelo Huracán local – um clube que, apesar do nome, ironicamente usa uniforme bastante semelhante ao do San Lorenzo, arquirrival do Huracán original, de Buenos Aires.

Sá enfrentou ali uma primeira polêmica: já estava apalavrado com outra equipe correntina, o Sportivo, que o teria via empréstimo e já havia até antecipado um alojamento ao jovem. Romero Feris, vice-presidente do Huracán e futuro governador da província de Corrientes, atravessou a operação e comprou o passe do Pancho. Participou assim da estreia de uma equipe de Corrientes no nível mais alto do futebol argentino: o torneio promocional de 1968, que envolvia alguns campões regionais (San Lorenzo de Mar del Plata, San Martín de San Juan e Central Córdoba de Santiago del Estero) com os clubes que ficaram em sétimo e oitavo lugares dos dois grupos do campeonato argentino.

Vestindo o curioso uniforme do Huracán Corrientes. E sua passagem esquecida pelo River

Também foi ali o ponto de inflexão para que ele decidisse ser profissional no futebol ou na música. Sá integrava em paralelo o Cambá, um grupo vocal que venceu naquele 1968 o prestigiado Festival de Cosquín. Seu treinador no Huracán correntino era José María Silvero, que havia jogado no Boca e foi franco: “quero te dizer que tens condições de ir a Buenos Aires. Mas o futebol e o canto, um à noite e outro ao dia, não se complementam. Então deves escolher, e meu conselho é que te decidas pelo futebol”.

Na entrevista de 2022, contou que “talvez seja vaidade, mas é verdade: quando me incorporei aos Cambá, um russo nos avaliou a voz de cada um, fiz a típica escala com a garganta e o cara ficou surpreso. Em seu linguajar macarrônico, me disse: ‘se você se dedicar a isso, vai fazer história no [Teatro] Colón’. Para mim foi uma carícia no coração, mas não gostava da música lírica. Tudo deve ser feito com dedicação, então não podes fazer duas coisas com a mesma eficácia. Obviamente, estou feliz de ter me dedicado ao futebol. Não foi fácil dizer a meus colegas da banda, queriam me matar”.

Claro: Sá nunca deixou por completo a música. Seguia em 2022 se definindo como “um jogador, cantor e violeiro”. Ao longo da carreira, entrentia os colegas nas concentrações tocando seu violão e soltando a voz – arejando mentes em um tempo mais cadenciado, sem televisão a cabo, computadores ou smartphones, quiçá internet (e netflix, e spotify, e youtube, e redes sociais…), ou mesmo injetando efeito anímico antes dos jogos; contou na entrevista que no Boca a habilidade musical se desdobrou na composição de “hinos de guerra” que insuflavam o time inteiro antes de subir o túnel ao gramado.

Tocando na concentração do Independiente em 1974, entre Daniel Bertoni e Agustín Balbuena

Já no Huracán Corrientes, ele se sobressaiu sobretudo como vice-campeão de torneio regional contra o prestigiado Belgrano de Córdoba. Antigo defensor de La Máquina, o célebre timaço do River dos anos 40, José Ramos estava como olheiro na plateia e prospectou Sá para o clube. O formoseño, porém, não vingou em Núñez, prejudicado pela concorrência e por vir como desconhecido do interior. Inclusive, em ironia histórica, não foi inscrito pelo clube para a Libertadores de 1970.

Ainda assim, a estadia millonaria foi proveitosa: fez amizade com o lateral Roberto Ferreiro, ex-jogador do Independiente bi na Libertadores de 1964-65. Quando El Pipo Ferreiro voltou a trabalhar na antiga equipe, na comissão técnica, chamou Sá, em 1971. O reforço, torcedor do Rojo desde a infância (“a primeira pessoa que me cumprimentou foi Rubén Marino Navarro, El Hacha Brava, o mesmo de quem eu tinha um pôster no meu quarto”), teve melhor sorte desde o início, logo cavando vaga de titular.

Filho de dois torcedores do clube, Sá foi incentivado de modo especial por eles: “quando fui me testar, meu velho me disse que uma das maiores satisfações de sua vida era que, ainda que fosse por uma vez, eu colocasse a camisa do Independiente. Me disse através de uma carta que me enviou por um amigo. Era assim antes. Bom, ao final não coloquei uma vez, foram mais de duzentas”, gabou-se orgulhosamente na entrevista de 2022. Com seu violeiro-defensor, o Independiente ganhou quatro finais seguidas de Libertadores entre 1972 e 1975, até hoje um recorde.

Terceiro em pé na primeira Libertadores que venceu

Alternando-se como polifuncional (quando esse termo nem existia) pelos quatro cantos da defesa, Sá esteve efetivamente em todas as edições do tetra – período que incluiu também o primeiro Mundial vencido pelo clube, já na quarta tentativa, na edição 1973. Festa que parecia não ter fim: o compromisso seguinte dos campeões do mundo foi justamente um Clásico de Avellaneda, em pleno estádio racinguista. Cuja plateia, em tempos mais sãos, aplaudiu a volta olímpica prévia ao dérbi, histórico também nas estatísticas. É que a vitória vermelha por 3-1 igualou ambos em triunfos no duelo direto. E um raro gol justamente de Sá é que fechou aquele placar. O técnico? Era precisamente o mesmíssimo Roberto Ferreiro que lhe trouxera a Avellaneda.

El Pancho não tinha exatamente a qualidade mais chamativa daquele elenco, embora fosse um zagueiro sóbrio e correto, sabendo usar sua alta estatura e desarmar de modo limpo (foi expulso somente duas vezes na carreira). Mas ele e o ponta Agustín Balbuena foram os únicos dali que conseguiram ser titular já na Copa de 1974 – o outro rojo convocado foi o goleiro Miguel Santoro, reserva (foi por ficar insatisfeito com isso que Santoro se negou a jogar a última partida na Copa, com a Argentina já eliminada. Foi assim que o terceiro goleiro estreou na seleção: Ubaldo Fillol).

A última das quatro Libertadores seguidamente levantadas pelo primeiro Rey de Copas foi a mais complicada de se vencer. Ferreiro havia caído após perder para o Atlético de Madrid o Mundial Interclubes de 1974, devolvendo o cargo a Pedro Dellacha, o técnico campeão da de 1972. E foi preciso haver grande reviravolta – o clube perdeu os dois primeiros jogos do triangular-semifinal e para avançar para uma nova decisão precisava de três gols de diferença no último jogo, contra o Cruzeiro, o que se conseguiu com direito a gol olímpico. Clique aqui para saber mais.

Primeiro jogador em pé na festa do primeiro Mundial do Independiente

Em 2022, ele deu detalhes anedóticos sobre o dia seguinte ao tetracampeonato: “o mais louco é que tivemos que voltar por ônibus. Não lembro bem qual tinha sido o problema, creio que a neblina, e que era preciso voltar sim ou sim porque em poucos dias jogávamos contra o River pelo Metropolitano, então subimos num ônibus, demoramos 16 horas se não me falha a memória. O curioso é que conosco voltava [o célebre locutor radialista] Gordo Muñoz, e em cada parada, ele se conectava desde um telefone público com a Rádio Rivadavia e ia avisando por onde estávamos, então as pessoas dos povoados se aproximava na estrada e nos saudava com lenços. Foi muito lindo”.

Sá, já veterano, buscaria o confortável futebol colombiano para garantir uma aposentadoria financeiramente tranquila. Mas o técnico do Boca, o astuto Juan Carlos Lorenzo, o convenceu a assinar com o clube auriazul. A gravidez da esposa do Pancho também pesou para que permanecessem na Argentina. Ele entrou para o seleto grupo de jogadores que defendeu os três mais vitoriosos clubes da Argentina. Mas chegou sob desconfiança e a equipe, inicialmente, de fato não ajudou. Chegou a perder o clássico com o River e a levar de 5-1 do Rosario Central após show de Mario Kempes.

Lorenzo balançou, mas não caiu. E o Boca, após uma primeira fase cambaleante no Metropolitano, embalou na fase final e terminou campeão embora o Huracán tenha somado pontuação mais alta na soma das fases. Naquele 1976, o Boca faturou também o torneio Nacional, em uma inédita final com o River. Enquanto isso, o ex-clube de Sá caía nas semifinais da Libertadores, encerrando o ciclo de dominação roja.

Junto a Kempes e ao goleiro Fillol na seleção de 1974: é o homem ao centro da fileira superior

A dominação continental passou a ser auriazul. O Boca conseguiu seus primeiros títulos no torneio nas edições seguintes. Sá calhou de sofrer uma distensão muscular na primeira partida contra o Cruzeiro nas finais de 1977, no último minuto – e em lance que acabaria até invalidado por impedimento. Precisou torcer das arquibancadas, mas não foi esquecido pelos colegas: foi carregado nos ombros deles na volta olímpica. O foco no título inédito foi tanto que o clube não liberou seus jogadores para amistosos da seleção.

Sá era visto como convocável em potencial e acabou pagando junto com os demais colegas de clube: somente o lateral Alberto Tarantini, após deixar os xeneizes nos fins de 1977, conseguiu se meter na convocação final de Menotti. Se a Albiceleste ganhou o Mundial sem jogadores do Boca, o Boca seria igualmente campeão do mundo em 1978 sem jogadores da seleção, em agosto – em duelo ainda válido pelo ano de 1977. O defensor jogou somente a partida de ida, mas fez história como primeiro argentino bicampeão do mundo, e também o primeiro a conseguir isso por duas camisas diferentes.

Meses depois, em novembro de 1978, El Pancho então se isolou como máximo vencedor da Libertadores ao vencer a edição daquele ano de La Copa. O zagueiro superou recorde de Néstor Gonçalves, volante do Peñarol que havia jogado seis finais de Libertadores (mas vencendo “só” três) nos anos 60. E superou, sobretudo, também o jogador mais vezes campeão até então, outro uruguaio e ex-colega de Independiente: o lateral Ricardo Pavoni esteve com Sá em todo aquele tetra após já ter figurado no título de 1965.

“Panchá Sá: fala o Rey de Copas”. Ele ergue o troféu entre Mastrángelo, Suñé, Veglio e Ribolzi

E quase El Pancho foi além: o Boca esteve perto do tri em 1979, mas na terceira final seguida dos auriazuis (e a sétima no geral para Sá) o surpreendente Olimpia venceu em Assunção e segurou o 0-0 na Bombonera. Para a partida no Paraguai, Sá estava suspenso por um dos seus raríssimos cartões vermelhos da carreira e foi o desfalque mais sentido. Como o clube já não conseguia títulos caseiros, se ausentou na Libertadores em 1980. E, simbolicamente, a falta de Libertadores na vida de Sá se combinou com seu declínio.

O desfecho de sua trajetória no Boca foi agridoce: campeão argentino em 1981 como colega de Maradona, mas na reserva. Foi, ainda assim, um desenlace justo a quem teve a oportunidade de levar o próprio Dieguito ao Independiente, em 1972: cinquenta anos depois, ao La Nación, Sá contou que naquele 1972 um velho amigo do povoado de Goya, casado com uma das irmãs de Dieguito, lhe sugerira trazer o prodígio – então com doze anos – para testes no Rojo. “Minha mulher estava de testemunha, sempre se lembra. Ficou por aí, era muito criança”. Foi somente em 1979, porém, que o próprio Maradona, já um astro, contou-lhe que o garoto sugerido era ele próprio, para a incredulidade do beque.

Quando enfim se tornaram colegas em 1981, não puderam jogar muitas vezes juntos por uma conjunção de outros desencontros. Para além do natural peso da idade de Sá, que já tinha 36 anos, ele perdera ritmo após larga suspensão depois de antidoping positivo. Na campanha daquele glorioso Metropolitano de 1981, o beque só esteve em dois jogos (um deles por sinal em um 1-1 com o Independiente).

Sá se tornou o maior vencedor da Libertadores em 1977. Lesionado, deu a volta olímpica à paisana, carregado pelos colegas de Boca – que usaram camisa branca na finalíssima

Na entrevista de 2022, ele rechaçou as frequentes acusações de doping sobre aquele Boca do fim dos anos 70: “tudo mito. Você acha que podíamos ser campeões sem ter uma boa equipe? Nós passávamos por cima dos rivais porque fazíamos turno triplo na pré-temporada. E porque tínhamos um treinador muito inteligente e capaz. Eu não me lesionei quase nunca em 60 partidas das Copa Libertadores, só me distendi uma vez, não faltei quase nunca, isso mostra a saúde que tínhamos e os treinamentos. Não nos venciam não porque estávamos drogados, não nos venciam porque não podiam. Essa sombra que se instala não tem nada a ver com a realidade”.

Já o resultado positivo que sofreu em 1981 teria sido fruto de equívoco generalizado: “foi algo incrível. Jogávamos a última partida do Nacional [de 1980], contra o San Lorenzo de Mar del Plata lá, só por jogar, não tínhamos chance de classificar às finais. Cada vez que fazia aquecimento pedia ao massagista que me preparasse uma garrafinha com aspirina, limão e açúcar, e tomava isso. [O goleiro] Loco Gatti estava meio gripado e lhe prepararam uma garrafinha como a minha, mas com descongestionante nasal e se vê que ele se equivocou de garrafinha e eu tomei a dele. Me suspenderam por três meses”.

A hesitação do falastrão Hugo Gatti em esclarecer publicamente o que houve romperia a amizade, ainda que retomassem algum contato cordial na velhice. Sá concluiu: “fiquei mal naquele momento, meus filhos eram crianças, mas os juntei e lhes disse que por aí iam escutar coisas feias e lhes esclareci que não era viciado, que era inocente e lhes contei o que havia ocorrido”.

No Boca de Maradona: Sá é o jogador mais à esquerda na fila superior, enquanto Diego é o terceiro da fila inferior

Sá prosseguiu: “claro, o Boca arrancou bem no campeonato [de 1981], eu tinha que cumprir a suspensão e [Oscar] Ruggeri & [Roberto] Mouzo era a dupla central, jogavam bem. O tema é que depois testaram um montão de jogadores, a realidade é que [o treinador Silvio] Marzolini não queria me colocar. Como em toda a minha carreira esportiva nunca fui de pedir explicações a um técnico, fiquei tranquilo. Nunca quis demonstrar a ninguém sensação de debilidade. Me tocou perder; pronto, perdi. E além disso eu já estava perto do meu retiro, que terminou sendo o ano seguinte”.

O veterano não voltaria à Libertadores, competição que teve o Boca novamente em 1982; o beque jogou só mais quatro partidas da primeira fase do campeonato seguinte ao título do Metropolitano de 1981 – o Torneio Nacional do mesmo 1981, despedindo-se após o 2-1 sobre o Atlético Tucumán. Voltou ao norte argentino como reforço de peso do Gimnasia y Esgrima de Jujuy, que havia contratado também outro multicampeão de Libertadores com o Boca, o ponta Carlos Veglio.

Porém, nas palavras do próprio Pancho, sua passagem pelo Lobo de Jujuy durou apenas “cinco minutos, no Nacional de 1982. Na minha estreia, entreguei mal uma bola, fui pressionar e rompi o ligamento lateral. Poderia ter seguido um tempo, tinha 36 anos, mas sofri muito quando me operaram e disse adeus”. Não foi exagero: em plena rodada inaugural daquele torneio, contra o Sarmiento de Junín, ele realmente precisou ser substituído já no sexto minuto de jogo. Preferiu usar como terapia a antiga paixão musical, dando-se ao gosto até de lançar três discos.

Entretando com o violão o Boca de Maradona, curiosamente o úncio com camisa azul y oro na foto

Como treinador, Sá fez carreira com feitos distantes dos principais holofotes. Em Corrientes, triscou um acesso à elite com o Boca Unidos estrelado pelo veterano Leopoldo Luque. No Guaraní Antonio Franco, de Misiones, classificou-o alguma vez à segunda divisão. No Olimpia de Honduras, foi duas vezes campeão nacional. Nos anos 90, se deu então ao gosto de polir Juan Román Riquelme nas categorias de base do Argentinos Jrs e na equipe B do Boca. Chegou a assumir interinamente o time principal por duas partidas em 1996, após a saída de Carlos Bilardo.

O passado glorioso no Independiente também lhe credenciou a voltar a trabalhar no Rojo, nas divisões de base, em meados dos anos 2000. Volta e meia, assumiu também ali o cargo de técnico interino. Numa das vezes, em plena campanha campeã da acidentada Sul-Americana de 2010, entre a saída de Daniel Garnero e a chegada de Antonio Mohamed; foi justamente sob El Pancho que a equipe passou a apostar no decisivo goleiro Hilario Navarro. Em dupla técnica com Ricardo Pavoni, o time soube perder por apenas 1-0 no Uruguai para o Defensor, conseguindo voltar de Montevidéu com uma derrota contornável para o jogo da volta. Navarro havia jogado no rival Racing e custava a ter lugar, vindo de um empréstimo ao San Lorenzo. Enfim soube se superar virando a casaca, como principal personagem do título que encerrou longos quinze anos sem voltas olímpicas internacionais.

No Brasil, há ruas que se chamam Francisco Sá por causa de um ex-ministro do início do século XX. Mas bem que poderiam exaltar quem ganhou a obsessão dos clubes nacionais mais do que qualquer um deles. A entrevista de 2022 se encerrou com a pergunta provocativa se Sá considerava como Rey de Copas mais o Independiente ou o Boca. Pela tangente, ou não, a resposta estava na ponta da língua: “vamos tornar as coisas fáceis. O Rey de Copas sou eu”.

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Pancho Sá em imagem recente, em homenagem do Independiente

Caio Brandão

Advogado desde 2012, rugbier (Oré Acemira!) e colaborador do Futebol Portenho desde 2011, admirador do futebol argentino desde 2010, natural de Belém desde 1989 e torcedor do Paysandu desde antes de nascer

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