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Arsenal goleia Boca e dá passo importantíssimo para conquistar Clausura 2012

Caindo em casa por goleada, o Boca se complicou no Clausura2012 após ser derrotado por 3 a 0, pelo Arsenal de Sarandí, que mostrou muita força e vontade diante de uma equipe cansada e pouco clara em suas tentativas. Com o resultado Arsenal se iguala ao Tigre e chega à última rodada dependendo de si para conquistar o título.

Influenciados pela vitória do Tigre sobre o Vélez, Boca e Arsenal entraram com a pressão de conseguir a vitória para seguir com chances de ganhar o campeonato. O Arsenal entendeu melhor e pulou na frente do placar após uma falha de marcação na defesa Xeneize, Zelaya se antecipou a marcação Schiavi e aproveitou o centro de Carbonero, mandando para o fundo das redes.

A exemplo das partidas anteriores Carbonero mostrava velocidade a cada descida da equipe de Sarandí, que parecia mais focada e menos cansada que os de La Ribera, que errava muitos passes e mostrava muita desatenção a cada jogada. Enquanto o Boca se desesperava com a bola, o Arsenal tocava e aproveitava cada tentativa trabalhando bem a jogada para chegar ao gol Xeneize.

A primeira chance real da equipe da casa aconteceu aos 27 minutos após uma jogada bem tramada pela direita do ataque que terminou em um bom centro de Sosa para Blandi, que matou no peito e exigiu excelente defesa de Campestrini, salvando o primeiro gol do Boca.

A velocidade da equipe visitante era muito maior e o segundo gol saiu aos 37 minutos, após uma boa jogada de contra-ataque entre Leguizamon e Zelaya que partiu sozinho para o gol tocando para o centro na saída de Oríon que nada pode fazer a não ser observar Leguizamón empurrar para o gol vazio com um toque sútil.

Com Insaurralde contundido desde a primeira metade do primeiro tempo, Mouche foi chamado para entrar e tentar dar velocidade a equipe da casa aos 39 minutos. Era o fim do segundo tempo e o Boca não parecia ter folego para descontar, quanto menos para uma virada.

A volta do segundo tempo trouxe um Boca com um desenho ao qual a equipe já mostrou não estar acostumada a jogar. Com um desenho 3-3-1-3, a equipe Xeneize mostrou não funcionar com Chávez e Riquelme no meio campo, errando muitos passes e extremamente lento propiciando contra-ataques perigosos. O que resultou no terceiro gol do Arsenal, enterrando de vez qualquer esperança de reação da equipe da casa.

Marcone experimentou um lançamento para frente e mais uma vez, um irreconhecível Schiavi rechaçou mal a bola que caiu de presente para Leguizamón partir para o gol e correr para a torcida que gritava eufórica dentro de La Bombonera uma vitória contundente.

O Arsenal administrava a vitória e não parecia ter dificuldades para levar o resultado que era apenas uma questão de tempo. Benedetto, que entrou no segundo tempo e o impossível Carbonero, ainda tiveram chance de transformar o placar em goleada histórica, mas finalizaram mal e perderam a suas oportunidades de gol.

Assim, Arsenal e Tigre vão para a última rodada dependendo apenas de si mesmos para conquistar o torneio, com 35 pontos cada. O Arsenal enfrenta o Belgrano na última rodada e o Tigre recebe o Independiente. O Boca, com 33 pontos, depende de uma derrota de seus adversários e precisa vencer o All Boys na última rodada para sair com o título.

Boca Juniors: Agustín Orión; Franco Sosa, Rolando Schiavi, Juan Manuel Insaurralde (Pablo Mouche), Facundo Roncaglia; Cristian Chávez, Leandro Somoza (Pablo Ledesma), Juan Sánchez Miño; Juan Román Riquelme; Nicolás Blandi e Darío Cvitanich (Lucas Viatri). DT: Julio Falcioni.

Arsenal de Sarandí: Cristian Campestrini; Martín Nervo, Lisandro López, Guillermo Burdisso, Damián Pérez; Carlos Carbonero, Iván Marcone, Jorge Ortiz, Nicolás Aguirre (Gatón Esmerardo); Luciano Leguizamón (Darío Benedetto) e Emilio Zelaya. DT: Gustavo Alfaro.

Estádio: La Bombonera (Alberto J. Armando)

Cartão amarelo: Facundo Roncaglia, Rolando Schiavi, Juan Román Riquelme Pochi Chávez (Boca); Martín Nervo, Cristian Campestrini (ARS)

Cartão Vermelho: Franco Sosa (Boca)

Árbitro: Germán Delfino

Junior Sagster

Jornalista esportivo, formado em Comunicação Social/Jornalismo. Acompanha o futebol argentino desde a Copa do Mundo realizada no México em 1986, quando viu pela primeira vez Maradona jogar pela Seleção Argentina. Em sua carreira como jornalista tem 06 anos de experiência, 02 em redação e 04 em assessoria de imprensa esportiva.

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  • Este campeonato terá um final bem interessante, que o Tigre possa ser campeão, seria muito legal e um prêmio a um time que fez uma campanha excelente para fugir do rebaixamento.

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