Desde que Lionel Messi alcançou a marca de 196 gols com a camisa do Barcelona, o futebol espanhol redobrou as atenções sobre o craque argentino. Mas, bastou algumas partidas sem deixar sua marca para as críticas sobre o melhor jogador do mundo na atualidade ganhassem repercussão. Mas, quem acompanha a fundo a carreira de Lionel não se surpreende com as atuais criticas.
O principal diário espanhol, o El País, divulgou uma opinião nesta quarta-feira, assinada por Ramón Besa, lamentando o rendimento de Messi nas últimas partidas. Segundo o jornalista, a forma angustiada de jogar futebol, agregado ao mau-humor influenciam nos recentes resultados do Barcelona na temporada – empate sem gols contra o Sevilla, com direito a pênalti perdido por Messi e 1-0 sobre o Granada, vice-lanterna do torneio. Ora, o Barcelona tem 10 jogadores na lista dos melhores do Mundo, porque só Messi é o culpado disso tudo?
Uma das críticas citadas pelo El País foi à forma excessiva de individualismo e o número de passes errados e dribles perdidos. Contudo, desde os seus primeiros passos com a camisa do Barcelona e principalmente com a Seleção Argentina, essa foi uma de suas características. Quem não se lembra do gol antológico contra o Getafe, pela Copa do Rey? E os vários gols contra o Arsenal, pela Champions League? Se não fosse pela individualidade ele jamais teria conseguido chegar a tal feito. Essa sempre foi, é e será a forma dele jogar. Isso que o separa dos demais.
A sua rebeldia dentro de campo, o mau-humor exagerado, como relatou Besa, é o que mais intriga os catalães. Há um ano, Messi era aquele jogador que apanhava e não reclamava. Hoje, as dores falam mais alto. O menino que gostava de jogar futebol e não ligava em apanhar, não suporta o anti-jogo. O robô, o extraterrestre, ganhou forma de humano.Agora sente dor, tem emoção. Tanto que comemora um gol numa final de Champions League, chutando um microfone. Antes sem emoção, virou um rebelde.
O maior problema do jornalista, do crítico em futebol, é que ele se acostuma com o fato e em muitas vezes se esquece do passado. Messi já passou por maus momentos, vários jogos sem deixar sua marca, mas sempre foi importante para o time. Passados três jogos, o gênio não superou a barreira dos 196 gols com a camisa do clube, mas ainda assim é o artilheiro do campeonato com 10 gols e o líder em assistências do campeonato espanhol (em ambas as circunstancias ao lado de Cristiano Ronaldo). Prova disso é que se Messi fizer três gols no próximo jogo, todas as criticas serão deixadas de lado para voltarmos aos tradicionais elogios, esteja ele mal-humorado, ou não.
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