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Borghi: “Nunca imaginei um começo como esse”

Três jogos e apenas um ponto. Um começo assim tão ruim assim não acontecia desde 2001, no Apertura daquele ano,quando o Boca perdeu um clássico para o San Lorenzo e para o Belgrano de Córdoba, além de um empate magro contra o Colón. Para a esperança dos mais supersticiosos, naquele ano o clube conseguiu se recuperar e ficou entre os primeiros colocados.

Mas a situação deste ano é muito mais complicada. Não é a toa que o técnico Claudio Borghi já admitiu que pode deixar o Boca Juniors após um novo tropeço, contra o Vélez Sarsfield, na próxima semana, em plena Bombonera. “Boca é a equipe mais popular da Argentina e não ganhar é muito complicado. As derrotas geram impotência. A próxima partida, contra o Vélez, será determinante para o meu posto”.

E a decisão do treinador deve-se justamente pelo fato do clube ter passado por dois campeonatos distintos, lutando para não ficar na ponta de baixo da tabela. Hoje, o Boca está na penúltima colocação, o que deixa o torcedor irritado. “Entendo a postura do torcedor. É um processo complicado, mas as vezes a camisa do Boca pesa duas toneladas.

Segundo o próprio treinador, uma semana de trabalho para reavaliar o grupo é pouco, mas que fará de tudo para que possa tirar o time da atual situação e, principalmente, não perder o seu cargo. “Não conseguir vencer deixa tudo muito complicado. Tem que reavaliar tudo até o próximo fim de semana, num curto período de tempo, o que não é simples. Não tem explicações porque ainda não ganhamos”.

Thiago Henrique de Morais

Fundador do site Futebol Portenho em 2009, se formou em jornalismo em 2007, mas trabalha na área desde 2004. Cobriu pelo Futebol Portenho as Eliminatórias 2010 e 2014, a Copa América 2011 e foi o responsável pela cobertura da Copa do Mundo de 2014

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