Categories: Seleção

Chile sofre mas vence Equador na estréia

Com gols de Vidal e Vargas o Chile venceu o Equador por 2 a 0 na abertura da Copa América 2015. Como os outros rivais serão a seleção B do México e a fraca Bolívia, são grandes as chances da Roja terminar a fase de grupos em primeiro lugar, podendo sonhar com um chaveamento favorável nos mata-matas.

No início o Chile partiu com tudo para o ataque, e de cara Sanchez quase marcou para os locais. Mas após 15 minutos de pressão muito forte, o Equador conseguiu se achar em campo, começou a neutralizar melhor a ofensiva Roja e começou a contra atacar. No todo, o primeiro tempo foi equilibrado, com muita movimentação mas poucas oportunidades de gol.

No intervalo, Jorge Sampaoli sacou o meiocampista Beausejour fazendo entrar o atacante Vargas. A equipe ficou mais ofensiva, mas também passou a deixar mais espaços na defesa. A partida ficou mais aguda e imprevisível, com o Chile atacando e o Equador contra atacando. Parecia impossível apontar o favorito a levar os três pontos para casa.

Aos 20 minutos veio um lance chave. Bolaños disputou uma bola com Vidal, que caiu. Nestor Pitana assinalou pênalti, no mínimo questionável. Após muita discussão o próprio Vidal cobrou de forma indefensável. O Chile saía na frente, e se esperava que os locais conseguissem controlar melhor os nervos e administrar a importante vantagem.

Mas não foi o que houve. O Equador passou a pressionar, e o Chile tinha imensa dificuldade de administrar a vantagem. O momento dramático foi quando Valencia cabeceou no travessão de Bravo, que sequer se mexeu. Mas quando o empate parecia próximo La Roja conseguiu um milagre. Aos 38 minutos Ibarra saiu jogando errado, a bola caiu nos pés de Sanchez, que serviu Vargas. O ex gremista entrou livre e bateu forte para dar números finais ao placar. A equipe da casa garantia a vitória em uma estréia marcada por muito nervosismo, contra o rival mais forte na chave, que causou sofrimento.

CHILE: Bravo, Isla, Medel, Jara e Mena; Díaz, Aranguiz (Pizarro), Vidal e Beausejour (Vargas); Valdívia (Fernandez); Sanchez.

EQUADOR: Dominguez, Paredes, Achilier, Erazo e Ayoví; Lastra (Quiñonez), Noboa, Martínez (Ibarra) e Montero; Bolaños e Valencia.

Tiago de Melo Gomes

Tiago de Melo Gomes é bacharel, mestre e doutor em história pela Unicamp. Professor de História Contemporânea na UFRPE. Autor de diversos trabalhos na área de história da cultura, escreve no blog 171nalata e colunista do site Futebol Coletivo.

Recent Posts

Entre a Furia e a Albiceleste: os argentinos que defenderam o outro lado da Finalíssima do Mundo

Originalmente publicado em 6 de setembro de 2010 em função de amistoso entre as duas…

7 dias ago

Antes da rivalidade, a herança: como os ingleses germinaram o futebol argentino

Originalmente publicado em 31 de julho de 2016, nos cinquenta anos do título inglês na…

1 semana ago

Helenio Herrera, (muito mais do que) o argentino que treinou as seleções de França e Espanha

"Eu sou imortal, meta isso na sua cabeça. Mas quando chegar a minha hora, quero…

1 semana ago

Suíça, que já teve argentino em Copa, é terra ancestral de dois campeões com a Argentina

Originalmente publicado em 30 de junho de 2014, revisado, atualizado e ampliado Os elencos argentinos…

2 semanas ago

Há 110 anos, no 1º Brasil x Argentina da Copa América, o gol hermano foi de um espectador negro

Originalmente publicado nos cem anos, em 1916 - e revisto, ampliado e atualizado Virou lugar-comum…

2 semanas ago

Cabo Verde, terra ancestral de muitos dos afro e luso-argentinos do futebol

O duelo de Argentina e Cabo Verde na Copa recoloca em evidência aquela que talvez…

3 semanas ago

This website uses cookies.