Inegavelmente, o objetivo urgente mais importante para o Boca Juniors veio na quarta, em terras brasileiras. Só que não dava para alegar que o confronto de hoje tivesse menor importância aos Xeneizes, tanto pelo espírito de jogo, como pela escalação titular. Mas faltou qualidade e sorte, pois com fogo amigo de Rolando Schiavi, e um jogo abaixo do normal, perderam por 2 x 1 para o Tigre.
Graças ao triunfo que trouxe delírio a torcida em Victória, os Matadores voltaram a briga pelo título, a apenas três pontos de Boca e Newell’s, co-líderes do Clausura 2012 (20 pontos). Melhor do que isso, estão a quatro unidades do San Lorenzo, primeiro time fora da zona de descenso direto.
A derrota foi emblemática para os visitantes para demonstrar o fracasso de um novo esquema. Mouche, Cvitanich e Santiago Silva juntos, numa tentativa de conciliar o talento dos três atacantes juntos. Só que a tática falhou, pois eles se sentiram pouco a vontade num esquema sem enganche, ou contra-ataque ágil.
Para piorar, o número de jogadores sem preocupação defensiva aumentou a vulnerabilidade Xeneize. Ainda que o gol do Matador tenha saido de um lance em que nem mesmo um segundo goleiro ajudaria Orión. Diego Morales mandou o tiro livre no ângulo, indefensável: 1 x 0, aos 26 do primeiro tempo.
Enquanto isso, os três homens ofensivos do Boca seguiam sem criar muito perigo. Mesmo após a volta dos vestiários, Silva, Mouche e Cvitanich criavam poucos lances reais de gol. O próprio gol de empate saiu de um zagueiro. De perna esquerda, Insaurralde emendou para as redes após ajuda de Schiavi: 1 x 1, aos 33 minutos.
Embora demonstre o oportunismo da equipe de Julio César Falcioni, os comandados de Rodolfo Arruabarrena fizeram por merecer a vitória em Victória. Mesmo que não saísse dos pés (ou da cabeça) de um dos próprios homens. Gastón Diaz cruzou, e Schiavi tratou de ajudar o Tigre com o gol no fim: 2 x 1, aos 43 do segundo tempo, placar final.
TIGRE: Javier García; Paparatto, Echeverria e Orban; Galmarini, Castaño, Martínez (Escobar), Leone e Morales (Leandro Diaz); Maggiolo (Gastón Diaz) e Luna. DT: Rodolfo Arruabarrena.
BOCA JUNIORS: Orión; Roncáglia (Sosa), Insaurralde, Schiavi e Clemente Rodríguez (Sanchez Miño); Ledesma, Somoza (Erbes) e Erviti; Mouche, Cvitanich e Santiago Silva. DT: Julio César Falcioni.
Próximos confrontos: Belgrano x Boca; Tigre x Olimpo
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Dava pra ganhar dessas tranqueiras. Mas o time vinha cansado. Menos mal que segue na frente.
Não acho que o Tigre seja uma tranqueira. O time comandado por Arruabarrena tem um jogo conjunto melhor que o River, por exemplo e vem fazendo boas campanhas desde o Apertura 2011, a média ruim de pontos vem de outras temporadas, o que atualmente não justifica chamar o time de tranqueira e o Boca não fez boa partida, seja por não ter um jogador que possa fazer a transição de bola da defesa para o ataque ou por uma partida ruim de Mouche e Cvitanich.
Esse time toma uns 4 ou 5 jogando contra qualquer time brasileiro na Libertadores. Se o Lanus levou 3...
Bom, se for se basear apenas em resultados, o Olimpia tomou seis do Lanús e fez três no Flamengo e ainda sim não passou de fase. Minha referência para análise é o jogo e o campeonato em que a equipe joga e não um resultado que poderia acontecer caso jogasse Copa Libertadores contra times brasileiros...
Concordo com o Douglas. Querer utilizar resultados pontuais para avaliar a capacidade futebolística de uma equipe é puro pragmatismo...