Em todos os confrontos da promoción, da Primeira D à B Metropolitana, prevaleceu a vantagem desportiva para a manutenção da Categoria. Foi assim com Sacachispas, na Primeira D, com o Los Andes na C e com o Independiente Rivadávia, na terceira divisão do futebol argentino. Em alguns casos, a vantagem até pareceu justa, como no confronto entre Los Andes e Central Córdoba, em que o clube de Lomas de Zamora nem precisou utilizá-la diretamente; mas em outros, ela pareceu completamente fora de propósito, como nos demais confrontos.
Promoción Primeira D com C
O Sacachispas se manteve na Primeira C, após passar pelo Atlas de General Rodíguez, na promoción. Depois de vencer a partida de ida por 1×0, o time de Villa Soldati perdeu em casa pelo mesmo placar, mas se manteve na Categoria pela ventaja deportiva. Apesar de jogar em casa, o Sacachispas julgava que não seria fácil se manter na Primeira C, mesmo fazendo a partida de volta em sua cancha. Isto porque na partida de ida o time de General Rodríguez havia realizado uma excelente exibição e só não saiu vencedor por um capricho do futebol. No segundo encontro, em Villa Soldati, até que a equipe local se comportou bem na sua proposta de segurar o ímpeto ofensivo do visitante. Para a sua sorte, contou também com a expulsão de Pablo Montuori, do Atlas, assim que teve início a etapa complementar. Ainda assim, o Marrón ganhou a partida com um gol aos 33 do segundo tempo, marcado pelo goleador Wilson Severino. Desta forma, O time de Villa Soldati se mantém na Primeira C enquanto o Atlas, que realizou a maior campanha futebolísitca de sua história, continuará na Primeira D
Promoción B com C
Decidida a promoción entre a B Metro e a Primeira C em favor dos Los Andes contra o Central Córdoba de Rosário. Após vencer em Rosário por 1×0, el Milrayitas repetiu o placar em Lomas de Zamora e fez a alegria de sua hinchada, que tanto havia sofrido ao longo da temporada.
A equipe do Central Córdoda chamou a atenção na Argentina, recentemente, pelo fato de alguns de seus hinchas terem aberto uma conta corrente e depositado parte dos salários atrasados de seus jogadores. As coisas ainda não se acertaram no clube, mas foi incrível a recuperação do Charrúa, depois desse episódio. Contudo, a boa campanha não foi suficiente para o acesso, já que o time não conseguiu fazer frente a um Los Andes, que foi irregular e instável por toda a temporada na B Metropolitana. A equipe charrúa sabia que havia de ganhar a partida de ida para manter suas chances de ascender, porém, mesmo em Rosário, na cancha do Newell´s, os charrúas perderam por 1×0 para os lomas. A derrota demonstrava que chegava ao fim da linha sua brilhante campanha de recuperação.
Na partida de volta, o local se impôs novamente frente ao visitante e repetiu o placar de 1×0. Desta forma, o time de Lomas de Zamora se mantém na B Metro, enquanto o Central Córdoba adia por mais uma temporada o seu sonho de ascender a uma categoria maior.
Promoción B Metro com Nacional B
O Independiente Rivadávia seguirá jogando na Primeira B Nacional (ou Nacional B), já que fez valer sua ventaja deportiva frente ao Defensores de Belgrano. Na partida de ida, a Lepra havia conseguido empatar em 0x0 com o Dragão de Níñez, e, na partida de volta, em Mendoza, empatou em 2×2.
A equipe local saiu vencendo o segundo confronto logo aos oito minutos, com um gol de Caballero. O gol deu uma pane no visitante, que se perdeu em campo. O que facilitou ainda mais as coisas para a Lepra mendocina, que onze minutos depois chegou ao segundo gol, através de Menghi. Tudo indicava que as coisas seriam fáceis para o conjunto de Jorge Ghiso, porém não foi o que aconteceu. O Defensores se encontrou na partida, dominou o meio de campo e levou muito perigo à meta defendida pelo arqueiro Josué Ayala. Aos 28 minutos, o visitane chegou ao seu primeiro gol, com Montagnoli; aos 39, empatou a partida com Mansilla. Teve chances ainda no primeiro tempo de virar o jogo, mas não conseguiu.
A segunda etapa foi de um time só, do Defensores. Mesmo exausto por ter feito inúmeros jogos a mais do que o Independiente no fim da temporada, o Dragão jogou o segundo tempo como se estivesse em Núñez. Dominou de tal forma a partida que deixou claro porque o time de Mendoza tinha chegado à promoción. No entanto, o cansaço do Defe começou a pesar a partir da metade da segunda etapa. Seus jogadores retomavam a boa ainda no campo de defesa e armavam jogadas rápidas e perigosas. Porém, essas jogadas não eram convertidas em gol justamente porque seus atacantes já não tinham condição física e raciocínio para fazer ao menos um gol salvador. O sufoco durou até o apito final do árbitro Saul Laverni. Com o resultado, o Independiente Rivadávia continua na B Nacional, enquanto o Dragão perdeu a chance não somente de ocupar um merecido lugar na segunda divisão, mas também de realizar um clássico local, de bairro, contra o seu adversário do outro lado da rua, o River Plate. Apesar de não conseguir seu objetivo, os jogadores do time de Buenos Aires foram obrigados a reverenciar seus torcedores que foram à Mendoza. Quando chegaram perto dos hinchas ouviram um canto emocionado cujas palavras principais eram: “Muchas gracias, Dragón”.
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