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Depois de 507 minutos, San Lorenzo volta a marcar e vence Tigre

Do gol marcado por Fabián Bordagaray, aos 24 do primeiro tempo contra o Atlético em Tucumán até os 37 da etapa final contra o Tigre, no Nuevo Gasometro só se ouviam vaias. A seca de gols significava também jejum de vitórias, e essa fome e sede de triunfos por parte da torcida poderia mirar Simeone como alvo. Mas o Cholo ganha sobrevida ao passo que o San Lorenzo enfim quebrou o tabu indigno, vencendo por 1 x 0.

Contudo, até o grito de Emiliano Alfaro, as vaias seguiam sendo o som ambiente de Boedo desde o apito inicial. O Ciclón possuia maior volume de jogo ofensivo, enquanto o Tigre pouco fez Migliore se exercitar. Só que não era uma superioridade gritante. Eram poucas as chances claras que chegavam de Romagnoli até Menseguez e Alfaro. De maneira que a torcida permanecia em fúria pelo fato do incômodo 0 insistir em permanecer no placar.

E mesmo com os anfitriões atacando em maior intensidade na volta dos vestiários, o destino do jogo parecia encaminhado para outra igualdade sem gols. Até que chegou o minuto 507. Um número que representará aos comandados de Simeone o fim da briga com a própria hinchada. Mesmo que o Cholo tenha comemorado gritando contra as tribunas depois do passe de Bordagaray nos pés do uruguaio Alfaro: 1 x 0, e fim do jejum.

Na tabela, o salto foi pequeno. Está com os mesmos 7 pontos de Boca, Lanus e Gimnasia, na 10ª posição. Enfrentará o River Plate em Nuñez com alma e animo novos. O Tigre ainda está na 8ª colocação, com 8 unidades. O time de Caruso Lombardi receberá o embalado Independiente, em Victória.

Rodrigo Vasconcelos

Rodrigo Vasconcelos entrou para o site Futebol Portenho no início de julho 2009. Nascido em Buenos Aires e torcedor do Boca Juniors, acompanha o futebol argentino desde o fim da década passada, e escreve regularmente sobre o Apertura, o Clausura e a seleção albiceleste

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