Categories: Libertadores

Estudiantes sofre mas vence Tolima

Na reinauguração do Estádio Único de La Plata, o Estudiantes venceu o Tolima por 1 a 0 e se recuperou da derrota para o Cruzeiro. Ainda que sem apresentar um grande futebol, a vitória foi essencial, já que até um empate poderia colocar a classificação para a segunda fase em risco.

Foi uma partida em que a equipe Pincha mostrou algumas novidades. Leandro Gonzalez, depois de meses fora de combate, finalmente retornou, e como titular. Barrientos entrou como titular, na vaga de Nelson Benitez. E o mais importante: Mercado foi recuado para a lateral, formando uma linha de quatro zagueiros. Com isso, o Estudiantes jogou em um sistema muito semelhante àquele utilizado na Libertadores de 2009, com Braña e Verón como volantes, Barrientos e Perez avançados pelos lados (o último eventualmente se juntando a Gonzalez e Fernandez, quase desenhando um 4-3-3)

O Estudiantes começou mal a partida. Não conseguia pressionar o adversário e era alvo fácil dos contra-ataques do Tolima, que rondou por várias vezes a meta de Orión nos primeiros minutos. Aos poucos o Pincha se equilibrou na partida e começou a tomar a iniciativa. Ao fim do primeiro tempo ainda não havia criado oportunidades realmente agudas, mas dominava o jogo. E quando o primeiro tempo se encaminhava para o 0 a 0, Barrientos cobrou falta, a bola desviou na barreira e entrou.

Os últimos 45 minutos foram jogados quase o tempo todo com a bola no campo de ataque Pincha. Mas com um Verón pouco inspirado e Perez saindo no inicio do segundo tempo, a equipe da casa não conseguiu transformar a posse de bola em chances de gol. A melhor oportunidade foi em um tiro sem ângulo de Leandro Gonzalez que explodiu no travessão. Os colombianos por seu lado, ameaçaram por diversas vezes a meta de Orión, acertando a trave duas vezes. Mas ao fim o placar permaneceu o mesmo da primeira etapa.

Estudiantes: Orión, Mercado, Fede Fernández, Desábato e Roncaglia; Braña, Verón, Barrientos (Leandro Benitez) e Pérez (Nuñez); Gonzalez e Gastón Fernández (Nelson Benitez).

Tolima: Silva, Vallejo, Julian Hurtado, Arrechea e Noguera; Chara, Bolívar John K. Hurtado (Cadena) e Castillo (Marrugo); Murillo (Santoya) e Medina.

Tiago de Melo Gomes

Tiago de Melo Gomes é bacharel, mestre e doutor em história pela Unicamp. Professor de História Contemporânea na UFRPE. Autor de diversos trabalhos na área de história da cultura, escreve no blog 171nalata e colunista do site Futebol Coletivo.

Recent Posts

Entre a Furia e a Albiceleste: os argentinos que defenderam o outro lado da Finalíssima do Mundo

Originalmente publicado em 6 de setembro de 2010 em função de amistoso entre as duas…

7 dias ago

Antes da rivalidade, a herança: como os ingleses germinaram o futebol argentino

Originalmente publicado em 31 de julho de 2016, nos cinquenta anos do título inglês na…

1 semana ago

Helenio Herrera, (muito mais do que) o argentino que treinou as seleções de França e Espanha

"Eu sou imortal, meta isso na sua cabeça. Mas quando chegar a minha hora, quero…

1 semana ago

Suíça, que já teve argentino em Copa, é terra ancestral de dois campeões com a Argentina

Originalmente publicado em 30 de junho de 2014, revisado, atualizado e ampliado Os elencos argentinos…

2 semanas ago

Há 110 anos, no 1º Brasil x Argentina da Copa América, o gol hermano foi de um espectador negro

Originalmente publicado nos cem anos, em 1916 - e revisto, ampliado e atualizado Virou lugar-comum…

2 semanas ago

Cabo Verde, terra ancestral de muitos dos afro e luso-argentinos do futebol

O duelo de Argentina e Cabo Verde na Copa recoloca em evidência aquela que talvez…

3 semanas ago

This website uses cookies.