Mesmo enfrentando dificuldades contra o time reserva do Independiente, que poupou seus titulares para a disputa da final da Copa Sul-Americana, o Estudiantes foi à Avellaneda e venceu por 2 a 1. Com a vitória, a equipe de Alejandro Sabella chegou aos 36 pontos e permanecerá por mais uma rodada na liderança, pois o vice-líder Vélez poderá ir no máximo a 34 pontos, caso vença o Tigre.
Sofrendo com as contusões no seu elenco, Sabella pôde realizar duas modificações na equipe: Desábato retornou à equipe para a saída de Roncaglia e Pereyra entrou por Hoyos. Já o Independiente veio a campo com quatro modificações em relação ao time que empatou com o Colón em Santa Fé: Cáceres no lugar do expulso Máxi Vélazquez, Pérez por Godoy, Pacheco por Rodríguez e Martínez por Mancuello.
Como era de se esperar, o Estudiantes começou o jogo melhor. Com Verón no meio e Enzo Pérez e Pereyra municiando Gastón “Gata”Fernández, a equipe platense ficou com a bola por mais tempo e envolveu a jovem equipe comandada por Mohamed. Logo aos 11 minutos, Pereyra aproveitou o erro de Matheu para colocar o Pincha na frente do placar do Libertadores da América.
O Independiente começou a oferecer incômodos para a defesa do Pincha a partir dos 30 minutos, quando Pellerano acertou um chute no travessão de Orión. A partir daí, o time passou a acelerar mais o ritmo, encurralando o Estudiantes no seu campo. No entanto, faltava à equipe a qualidade no último toque para o gol. Com isso, o primeiro tempo terminou com a vantagem do líder do Apertura.
Para o segundo tempo Mohamed sacou Pacheco e colocou Patricio Rodríguez. E o jovem de 20 anos, cria da base do Rojo, entrou para mudar a partida. Logo a um minuto do segundo tempo a jogada do gol de empate do Independiente saiu dos pés dele. A bola chegou a Gracián, que fez um cruzamento rasteiro da esquerda. Nicolás Martínez, apareceu como elemento surpresa e chutou de primeira, mandando a bola no ângulo de Orión. Um golaço que recolocava o Independiente no jogo e poderia deixar o Apertura em aberto.
Após o gol o Rojo seguiu melhor na partida. O Estudiantes perdeu o domínio do meio-campo e aceitou ser pressionado pela jovem equipe de Mohamed. Tanto Barcia quanto Cáceres conseguiam conter os avanços de Pereyra e Enzo Pérez e Patricio Rodríguez infernizava o lado direito da defesa do Pincha, criando ótimas jogadas de ataque. Porém, aos 22 minutos Mohamed sacou Nieva, um atacante, para colocar mais volante, Delmonte.
A partir da alteração o Estudiantes voltou a equilibrar as ações, mas o Independiente seguia levemente superior. Porém, aos 40 minutos, a equipe de La Plata voltou a sorrir na partida. Após um cruzamento de Rojo, a “Gata” Fernández cabeceou para cima, bem perto da marca do pênalti, em direção ao gol. A bola caiu rapidamente e entrou no ângulo esquerdo de Gabbarini, que surpreendido, nada pôde fazer. A equipe de Alejandro Sabella, ainda que fortuitamente, voltava à frente do placar.
No final do jogo Enzo Pérez foi expulso de forma infantil após entrar com um carrinho frontal em Iván Pérez. Mesmo pressionado, o Estudiantes saiu vitorioso e somou três pontos importantíssimos na caminhada rumo ao título do Apertura 2010.
INDEPENDIENTE – Gabbarini, Barcia, Matheu e Cáceres; Vallés, Pellerano (Kruspzky), Pérez e Martínez; Gracián; Nieva (Delmonte) e Pacheco (Rodríguez)
Técnico – Antonio Mohamed
ESTUDIANTES – Orión, F. Fernández, Desábato e Ré; Mercado (López), Braña, Verón e Rojo; Pereyra (Benítez) e Enzo Pérez; G.Fernández (Sánchez)
Técnico – Alejandro Sabella
Árbitro – Saul Laverni
Estádio – Libertadores da América
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