Categories: Libertadores

Falcioni: “Mouche é mal agradecido”

Após as declarações pouco felizes de Pablo Mouche, que para muitos deveria ser titular incontestável, devido ao seu bom momento e sua vontade em campo, fizeram com que o empate com sabor de vitória diante do Fluminense no último dia 23 de maio, pelas quartas de final da Copa Libertadores ficasse em segundo plano por alguns instantes nos principais periódicos argentinos.

A repercussão afetou a todos, desde o faxineiro ao presidente, as palavras de Mouche caíram como álcool em uma ferida aberta, e ainda que o jogador tenha se desculpado no dia seguinte, seu retrato de funcionário do mês pode ser substituído em breve.

Na ausência de Román que se recente com a não convocação de Sabella para a Seleção Argentina, Rolando Schiavi saiu para explicar que a situação foi conversada entre o grupo e o jogador.

“Mouche não pode dizer o que quer, já conversamos com ele e admitiu seu erro. Repercutiu muito mais o que ele disse do que nossa passagem às semifinais. Foi muito mais importante o que conseguimos. Aqui quando se diz algo, ficamos todos expostos, isto é Boca. Tem coisas que não podem ser ditas”, declarou o defensor Xeneize.

Segundo o diário Olé, logo após as palavras do camisa 7, a notícia foi mal recebidas pelo grupo e tendo Román como líder levou ao presidente a reclamação sobre a falta de respeito de Mouche para com os companheiros de clube. Diante disto, Angelici que têm o atacante com bons olhos, teve uma conversa no famoso estilo “pai para filho” deixando claro que se estes eram seus últimos dias no clube, que fossem em paz.

Falcioni repudiou as declarações e tirou, “Mouche é um mal agradecido, se esqueceu que cresceu conosco e que lhe demos oportunidade de jogar quando estava a ponto de ir emprestado ao Gimnasia”.

Apesar do pedido de desculpas ao dizer que estava de cabeça quente e que foi um dos primeiros a correr para abraçar El Tanque Silva no momento do gol, as declarações de Mouche parecem acelerar o processo de transferência do atacante que conseguiu apagar o pouco que fez nos últimos meses, inclusive com boa parte da torcida que, como dito no primeiro parágrafo o pedia como titular e agora aparece o chamando de egoísta e pouco humilde.

Junior Sagster

Jornalista esportivo, formado em Comunicação Social/Jornalismo. Acompanha o futebol argentino desde a Copa do Mundo realizada no México em 1986, quando viu pela primeira vez Maradona jogar pela Seleção Argentina. Em sua carreira como jornalista tem 06 anos de experiência, 02 em redação e 04 em assessoria de imprensa esportiva.

View Comments

Recent Posts

Entre a Furia e a Albiceleste: os argentinos que defenderam o outro lado da Finalíssima do Mundo

Originalmente publicado em 6 de setembro de 2010 em função de amistoso entre as duas…

7 dias ago

Antes da rivalidade, a herança: como os ingleses germinaram o futebol argentino

Originalmente publicado em 31 de julho de 2016, nos cinquenta anos do título inglês na…

1 semana ago

Helenio Herrera, (muito mais do que) o argentino que treinou as seleções de França e Espanha

"Eu sou imortal, meta isso na sua cabeça. Mas quando chegar a minha hora, quero…

1 semana ago

Suíça, que já teve argentino em Copa, é terra ancestral de dois campeões com a Argentina

Originalmente publicado em 30 de junho de 2014, revisado, atualizado e ampliado Os elencos argentinos…

2 semanas ago

Há 110 anos, no 1º Brasil x Argentina da Copa América, o gol hermano foi de um espectador negro

Originalmente publicado nos cem anos, em 1916 - e revisto, ampliado e atualizado Virou lugar-comum…

2 semanas ago

Cabo Verde, terra ancestral de muitos dos afro e luso-argentinos do futebol

O duelo de Argentina e Cabo Verde na Copa recoloca em evidência aquela que talvez…

3 semanas ago

This website uses cookies.