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No San Lorenzo, diretoria finalmente se apressa na definição de novo treinador

 

Continua a indefinição em Boedo sobre o novo treinador da equipe do Ciclón. Porém, no dia de hoje, a diretoria se deu conta de que precisa de um nome, rápido. Até então o processo era levado em banho-maria, pois o presidente Carlos Abdo considerava a possibilidade de seguir com a interinidade de Tojo até o final do torneio. Mas o próprio interino fez questão de deixar claro sua intenção de retornar às categorias de base. 

Soma-se a isso a pressão que vários jogadores têm feito direta ou indiretamente, falando de suas preferências e até dizendo como esperam que seja o novo treinador. A continuar desse jeito, poucos se habilitarão ao cargo, pois não estarão dispostos a se encaixar em um ou outro modelo criado pelos jogadores. Hoje mais um deles falou sobre o assunto, Romagnoli.

Em entrevista a ESPN local, El Pipe disse que é preciso que seja ”um comandante que tenha muito respeito por todos os jogadores, e que venha o quanto antes. Se o caro leitor pôde perceber aí uma leve alusão ao trabalho de Ramón Diaz não é por acaso. O jogador não esconde sua indignação com o fato de o ex-treinador o ter deixado no banco algumas vezes ou de tê-lo colocado como volante adiantado pela esquerda: “eu sou um enganche”, disse El Pipe em outra entrevista. 

Entre o meia-culpa e as críticas veladas a Diaz, o elenco sequer pode se apegar à permanência do interino, já que, como dissemos, Tojo não quer o cargo. Dessa forma, os dirigentes do Ciclón resolveram que analisarão os nomes disponíveis e marcarão com eles várias reuniões ao longo da semana. E o primeiro – advinha só, caro leitor -, é Maradona, que volta a ser cogitado com força em Nuevo Gasômetro. Abdo já confirmou uma reunião com El Pibe de Oro. Além deles, as três outras preferências da diretoria giram em torno de Luis Zubeldía, Roberto Sensini e Leonardo Madelón. A ver.

Joza Novalis

Mestre em Teoria Literária e Lit. Comparada na USP. Formado em Educação e Letras pela USP, é jornalista por opção e divide o tempo vendo futebol em geral e estudando o esporte bretão, especialmente o da Argentina. Entende futebol como um fenômeno popular e das torcidas. Já colaborou com diversos veículos esportivos.

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