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Para o Tigre, se salvar da promoción foi o grande título da temporada

Na partida mais importante da sua história, o Tigre recebeu o Independiente e em nenhum momento acusou sentir o peso e a responsabilidade do jogo. Jogou tranquilo, assim como se estivesse atuando por um cotejo qualquer do meio de tabela. Isso no primeiro tempo, quando abriu 1×0 no placar. Na etapa complementar, retornou sonolento e mereceu a surpresa de levar dois gols. Tentou reagir, mas chegou apenas no empate. Resultado que tirou o título do Matador, mas que lhe proporcionou outro: se salvou do rebaixamento.

A impressão que passava era a de que o Tigre poderia chegar ao gol a qualquer momento. Retraia-se quando precisava; atacava quando isso não significava perigo à sua retaguarda etc. Procurava acertar os passes, encurtando os espaços, compactando as linhas superiores e não oferecendo ao Rojo nenhuma chance de chegar ao arco de Javier Garcia.

De forma que o Matador teve apenas duas chances de gol no primeiro tempo. Na primeira, desperdiçou. Na segunda, Chino Luna foi o nome do gol. Eram decorridos 20 minutos de jogo.

A calma do conjunto dirigido pelo “Vasco” Arruabarrena indicava que o elenco matador não estava nem um pouco preocupado com os demais resultados da rodada. E ficou assim nos primeiros 45 minutos. Uma vitória parcial e justa.

Contudo, na segunda etapa, o Matador retornou sonolento demais e deu campo para o Rojo. Logo aos quatro minutos veio o castigo. Patito Rodríguez foi o nome do gol que empatou o cotejo em Victoria.

De uma hora para a outra, parece que deu um apagão no Matador. Lento e desajeitado na cancha, a equipe apenas se esforçava para não levar a virada. De pouco adiantou. Aos 14, novamente Rodríguez foi o nome do gol. 2×1. O mesmo Rodríguez ainda poderia ter feiot um golaço, ao arriscar de longa distância e acertar o travessão de García.

O resultado colocava o Tigre em uma situação delicada. Teria de ir à promoción, pesadelo que parecia definitivamente afastado e distante de uma equipe que havia ido a Liniers e vencido o Vélez com méritos de campeão. As chances começaram a ocorrer em um cenário em que tudo poderia acontecer.

Quando o Rojo pareceu estar bem mais perto de marcar o terceiro, o arbitro anotou penal para o Tigre. Cachete Moráles foi para a bola e igualou. Esse resultado já deixava a equipe de Victoria fora da promo. Precisava apenas de um gol para voltar à disputa do titulo.

Embora duas ou três chances pudessem decretar a virada matadora, ela não ocorreu e a igualdade prevaleceu até o fim. Com o resultado, o Tigre viu frustrada a sua intenção de disputar o título. Porém, ganhou outro: escapou definitivamente do rebaixamento, uma luta que se iniciou com a temporada e que apenas terminou quando ela também chegou ao fim.

Formações

Tigre: Javier García; Norberto Paparatto, Mariano Echeverría, Lucas Orban; Martín Galmarini, Diego Castaño, Román Martínez, Ramiro Leone; Diego Morales; Diego Ftacla e Carlos Luna. Técnico: Rodolfo Arruabarrena.

Independiente: Hilario Navarro; Gabriel Vallés, Eduardo Tuzzio, Leonel Galeano, Osmar Ferreyra; Fabián Monserrat, Fernando Godoy, Hernán Fredes; Lucas Villafañez, Ernesto Farías e Patricio Rodríguez. Técnico: Cristian Díaz.

Joza Novalis

Mestre em Teoria Literária e Lit. Comparada na USP. Formado em Educação e Letras pela USP, é jornalista por opção e divide o tempo vendo futebol em geral e estudando o esporte bretão, especialmente o da Argentina. Entende futebol como um fenômeno popular e das torcidas. Já colaborou com diversos veículos esportivos.

View Comments

  • Algumas coisas do Campeonato Argentino me deixam em dúvida...Se o Tigre fosse campeão,mas não tivesse pontuação suficiente seria rebaixado ? Seria campeão e rebaixado no mesmo torneio ?
    Promédios realmente são uma porcaria,e nem adiantam mais,porque mesmo com promédio os grandes estão indo mal,ano passado foi o River,este ano o San Lorenzo,ano que vem deve ser o Independiente...

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