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Relatos relacionam má conduta policial com morte do torcedor do San Lorenzo

Mabel Flores, viúva de Ramón Aramayo, dá entrevista no dia da morte do marido.

A Argentina amanheceu de luto pelo morte de Ramon Aramayo, 36 anos e sócio 30.525 do Club Atlético San Lorenzo de Almagro, morto ao tentar entrar no estádio do Vélez Sarsfield para assistir a partida entre seu time e o time da casa pelo Clausura 2011 neste 20 de março de 2011.

Os torcedores do San Lorenzo, que já estavam envolvidos em pequenos tumultos com a torcida do Vélez e com a polícia antes da partida começar, invadiram o campo de jogo e suspenderam o jogo antes dos 15 minutos do 1º tempo. O laudo confirmou que a morte de Aramayo foi por hemorragia interna no cérebro e nos pulmões associada à edema pulmonar.

Tudo indica – e a mulher de Ramon, Mabel dá essa versão como certa e confirmada – que a polícia foi a culpada pela morte do torcedor, desferindo os golpes (que, a princípio, não foram mortais como atesta o laudo) em uma tentativa de barrá-lo na entrada.

O inquérito policial indica que Aramayo discutiu com policiais na entrada. Após isso, os relatos divergem: a polícia relatou inicialmente que Ramon passou mal sozinho, no entanto o chefe da ambulância decretou que o torcedor chegou aos seus cuidados com politramautismo e sem vida.

Um jornalista declarou ao Olé que viu cinco policiais baterem e arrastarem um ensanguentado Aramayo pela rua. O Olé também divulgou imagens em seu site de Ramón ferido e algemado sendo arrastado por policiais. Há notícias não confirmadas de que três policiais foram afastados para investigação.

Além da morte de Aramayo, o jogo não-realizado entre Vélez  e San Lorenzo relatou 20 feridos (sendo 7 policiais) e 7 detidos. O principal foco de briga foi em uma invasão realizada por torcedores do Vélez munidos de pedras na área reservada aos visitantes.

Rafael Duarte Oliveira Venancio

Em 2010, na primeira versão desse texto, Rafael Duarte Oliveira Venancio escrevia para o Futebol Portenho, era professor do Senac e doutorando na USP. Em 2014, era professor doutor da Universidade Federal de Uberlândia e mantinha o blog Lupa Esportiva no Correio de Uberlândia. Agora, em 2020, é pós-doutor pela ECA-USP, além de escritor e dramaturgo com peças encenadas em 3 países e em 3 línguas. Nestes 10 anos, sempre tem alguém comentando este texto com ele, seja rindo, seja injuriado...

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Rafael Duarte Oliveira Venancio

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