Categoria: Seleção Argentina

  • O time dos sonhos da Argentina na Copa América

    O time dos sonhos da Argentina na Copa América

    O time dos sonhos da Argentina na Copa América tem Batistuta entre os candidatos, de um jejum continental quebrado no Chile em 1991.

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    Será que a Argentina triunfa no Chile em 2015? Um jejum continental maior foi quebrado lá em 1991. Batistuta marcou o único gol do 1-0 nos anfitriões

    Até 2011, quando já vivia jejum de quatro edições (e ausência em outra), a Argentina era a maior vencedora da Copa América. Já manteve este posto por um jejum continental muito maior que o atual, entre 1959 e 1987. Reflexo das brilhantes campanhas concentradas entre os anos 20 e 50, naturalmente a nata para montarmos esse time dos sonhos. Vale então ressaltar que o jejum iniciado em 1959 não durou até 1987 – este foi o ano em que ela apenas deixou de ser a maior vencedora, pois a seca se estenderia até 1991. Ou seja, os elencos campeões mundiais em 1978 e 1986 não tiveram praticamente nenhum campeão sul-americano com a Albiceleste.

    Como pré-requisito para ser considerado ao time é ter vencido o torneio mais de uma vez, nomes como Mario Kempes, Ubaldo Fillol, Daniel Passarella e, sobretudo, Diego Maradona, presentes em quase qualquer seleção de todos os tempos da Argentina, têm de ficar de fora. O mesmo se aplica a craques festejados mais recentes, pois a seleção não vence o torneio desde 1993. Montamos um 4-3-3. Como a repetição de nomes campeões foi mais comum nos anos 40, a equipe-base veio dessa década, especialmente do tri de 1945-46-47. A Argentina é até hoje a única tri seguida no continente. Clique aqui para saber mais deste tri, que rendeu cinco jogadores e o técnico da escalação a seguir. E aqui para relembrar a taça de 1993, último título da seleção principal e que rendeu outros quatro jogadores.

    Vamos aos nomes:

    GOLEIRO: Sergio Goycochea. Fillol peca pela falta de títulos e outro dos goleiros mais celebrados do país, Amadeo Carrizo, sequer disputou o torneio. Os maiores concorrentes, naturalmente, são os outros bicampeões titulares: Américo Tesorieri (1921 e 1925) e Juan Estrada (1937 e 1941), ambos festejados no Boca – a geração fantástica do tri 1945-46-47 permitiu que cada título tivesse um goleiro diferente. Mas não protagonistas na seleção como Goyco, que vivia o inverso: a carreira clubística não deslanchava à altura das grandes performances pelo país. Foi eleito o melhor jogador da edição de 1993, como atleta do Olimpia. Em sua especialidade, classificou a Argentina nas quartas e nas semifinais ao pegar pênaltis de Boiadeiro e Aristizábal. Saiba mais.

    LATERAL-DIREITO: Antonio Sastre, um dos maiores ídolos do São Paulo, vence os três efetivos jogadores bicampeões no posto, Juan Evaristo (1927, 1929), Carlos Sosa (1945-46) e Fabián Basualdo (1991, 1993). Era realmente completo, um mestre em todos os flancos do ataque, do meio, da defesa: no time dos sonhos do Independiente, o escalamos de volante (clique aqui); ele venceu o torneio em 1941 na meia-esquerda; e brilhara em 1937 como lateral-direito! “Eles tinham o Sastre, o Antonio Sastre… Sastre… Antonio Sastre. Para quê citar outros? Sastre era fabuloso e os argentinos tinham um monte de Sastres no seu time”, decretou o brasileiro Tim, anulado por El Cuila na final de 1937. Sastre ainda fez o único gol sobre o Uruguai em 1941, que praticamente definiu o título. Saiba mais.

    ZAGUEIROS: concorrência dura de xerifes. Os bis foram Ludovico Bidoglio (1925, 1927), Oscar Tarrío (1929, 1937), Juan Carlos Sobrero (1946-47), Pedro Dellacha, Federico Vairo (a dupla de 1955 e 1957) e Oscar Ruggeri (1991 e 1993). Tri, só um, daí ser fácil apontar José Salomón, de 1941, 1945 e 1946. Apelidado de Puente Rota (“ponta rachada”) pois por ele ninguém pensava, era justamente o capitão e além disso foi até os anos 70 o recordista de jogos pela Argentina. Seriam mais se não fosse fraturado pelos brasileiros na final de 1946. Sua importância era tamanha que a briga generalizada que se sucedeu foi tal que AFA e CBD romperam relações por dez anos. A confusão foi um dos motivos para a Argentina não vir ao Brasil para a Copa América de 1949 e à do Mundo de 1950.

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    Goycochea, Sastre e Salomón com o técnico Stábile

    Salomón era destro assim como a maiora dos zagueiros bicampeões – só Sobrero e Vairo jogavam pela esquerda. Mas optamos por improvisar Ruggeri, que sabia atuar de líbero. Afinal, ele é um dos dois únicos argentinos a vencer a Copa  do Mundo e a Copa América – e o outro, o goleiro Luis Islas, foi reserva em ambos os torneios. Eis outro dado incrível para El Cabezón, que já é o único detentor da impressionante estatística de único campeão argentino pelos três grandes de Buenos Aires (Boca, River e San Lorenzo) e único usado pela seleção vindo dos três também.

    LATERAL-ESQUERDO: Adolfo Zumelzú ganhou em 1927 e 1929, mas nesta última atuou como volante central. Néstor Craviotto foi reserva em 1991 e 1993. Assim, o posto é de Natalio Pescia, que já levava vantagem por ser o único tri na posição – embora titular em duas, em 1946 e 1947. Mesmo assim, foi um dos seletos cinco jogadores usados no tri de 1945-46-47, amostra da qualidade da geração argentina da época, que permitia ao técnico Guillermo Stábile montar três ótimas (e campeãs) seleções. Logicamente, uma amostra da qualidade de Pescia também; um dos maiores ídolos do Boca, ele batiza a arquibancada da Bombonera onde a temida barrabrava La 12 se reúne.

    VOLANTE: José María Minella, caudilho cavalheiro de 1937 e 1941, nomearia o estádio de sua Mar del Plata natal para a Copa do Mundo de 1978. Ángel Perucca foi o “Portão da América” em 1945 e em parte de 1947 – pois a outra parte foi da “Voz da América”, Néstor Rossi, que venceria dez anos depois também. Eliseo Mouriño copou em 1955 e 1959 e Diego Simeone, em 1991 e 1993. A concorrência é dura, mas optamos pelo mais recente. Além de fazer gol na final de 1991, a quebrar jejum continental de 31 anos, El Cholo foi membro ativo daquela invencibilidade de 31 jogos nos quais a Argentina não enfrentou somente forças sul-americanas, ao contrário do que ocorrera naqueles dourados anos 40.

    MEIAS: a meia-direita não tem discussão, pois o maior artilheiro das Copas América jogava nessa posição. Foi Norberto “Tucho” Méndez, de 17 gols em 17 jogos no tri de 1945-46-47: foi outro dos cinco presentes em todo o tri e o carrasco do Brasil nos dois primeiros títulos – marcou três vezes nos 3-1 em 1945, todos incrivelmente de fora da área, e anotou ambos também nos 2-0 na final de 1946 – saiba mais. Quantidade e eficiência que fazem-no superar outro monstro da época, José Manuel Moreno, campeão em 1941 e 1947, descrito pelos mais antigos como mais habilidoso que Maradona.

    O flanco esquerdo foi a posição do já citado Sastre em 1941 e posto habitual de Manuel Seoane em 1925 e 1927 e de Roberto Cherro, em 1929 e (alternando-se com Alejandro Scopelli) 1937. Rinaldo Martino ocupou a vaga em 1945, até marcando o gol do título, sobre o Uruguai, e foi bi em 1946. Mas perdeu a posição no torneio para o mito Ángel Labruna, que ainda por cima fez 5 gols em seus 4 jogos da campanha. Ganhou novamente em 1955. Fez os três primeiros jogos saindo do banco, sendo titular nos dois seguintes, os últimos. Mas com direito a marcar três gols em um 6-1 no Uruguai. E El Feo já tinha 36 anos. É o mais velho a marcar três gols em um só jogo pela Argentina. Saiba mais.

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    Ruggeri, Labruna, Loustau, Pescia (agachado) e Simeone

    ATACANTES: na ponta-direita, Mario Boyé foi outro dos cinco de todo o tri em 1945-46-47, mas só foi titular no último, perdendo a vaga em 1945 para Juan Carlos Muñoz e em 1946 para um improvisado Vicente de la Mata. Adolfo Pedernera foi bi como ponta-direita em 1941 e centroavante em 1946, posição onde mais se consagrou. Claudia García não foi titular absoluto nem em 1991 nem em 1993. Assim, entre Carlos Peucelle, bi em 1929 e 1937, e Omar Corbatta, em 1957 e 1959, ficamos com Corbatta.

    Espécie de Garrincha argentino pelos dribles endiabrados e pelo alcoolismo, Corbatta integrou primeiro o célebre ataque Carasucias de Lima em 1957, os “Cara-Sujas”, gíria argentina para os moleques que eram aquele quinteto ofensivo formado com Humberto Maschio, Antonio Angelillo, Omar Sívori e Osvaldo Cruz. Deles, só Corbatta foi titular na Copa do Mundo de 1958, sendo exatamente a única figura que se salvou no “desastre da Suécia”, a melancólica campanha encerrada com derrota de 6-1 para a Tchecoslováquia. Não é por acaso que manteve-se titular para ser campeão em 1959. Saiba mais.

    Na outra ponta, não cabe discussão: Félix Loustau, o único titular absoluto em todo o tri de 1945-46-47. E com direito ao último gol nos 3-1 sobre o Uruguai que garantiram matematicamente aquele tricampeonato: saiba mais. Para centroavante, sim, há dilemas. Manuel Ferreira foi o bi de 1927 e 1929. Nos anos 40, dois concorriam de forma fenomenal: Adolfo Pedernera, descrito por Alfredo Di Stéfano como o maior jogador que vira (clique aqui), e René Pontoni, ídolo do Papa Francisco que deixou o próprio Di Stéfano na reserva no título de 1947. Pedernera, que conseguia ser um paradoxal “centroavante-armador” (sabe Messi?), superou Pontoni como titular em 1946 e foi campeão também em 1941, mas ainda como ponta-direita. Já Pontoni venceu em 1945 e em 1947, sendo dono de ótimos 19 gols em 19 jogos pela Argentina: clique aqui. Mas nem um, nem outro: ficamos com Gabriel Batistuta.

    Maior artilheiro da seleção argentina, ele que iniciou sua trajetória de sucesso exatamente com a Copa América, indo à Fiorentina após ser campeão na de 1991 com um gol por jogo. Em tempos de preocupação defensiva muito maior e com adversários bem mais nivelados que antigamente, fez ao todo 13 gols em 16 partidas no torneio, incluindo um na final de 1991 e os dois da de 1993, o último e tão distante troféu da Albiceleste. Poderia ser mais não fosse la mano de Túlio para o Brasil em 1995 e o técnico e desafeto Daniel Passarella tirar Batigol a meia hora do fim dessa partida, na qual o atacante havia deixado o seu. Foi a última partida de Bati no torneio, pois em 1997 e 1999 a Argentina usou times experimentais e se ausentou da de 2001 pela insegurança da Colômbia. Saiba mais.

    TÉCNICO: Só dois conseguiram ao menos dois títulos. Alfio Basile treinou o bi de 1991-93, um período em que a Argentina conseguiu um recorde mundial de invencibilidade, 31 jogos – mesmo não contando na maior parte com Maradona e Caniggia, suspensos por doping para cocaína. Só não foi tri individual em 2007 por extremo azar na final, onde tudo deu errado à ótima Albiceleste e tudo certo para o criticado time de Dunga. Mas Guillermo Stábile é imbatível. O artilheiro da primeira Copa do Mundo é também o técnico mais longevo da seleção. Mais de vinte anos de trabalho honrado entre 1939 e 1958 e rápida volta em 1960. No ínterim, os seis títulos de 1941, 1945-46-47, 1955 e 1957 em nove disputados, sabendo alternar com bons resultados as grandes figuras da época.

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    Méndez (maior artilheiro do torneio), Corbatta e Batistuta
  • Os argentinos naturalizados pela Bolívia na seleção

    Os argentinos naturalizados pela Bolívia na seleção

    Os argentinos naturalizados pela Bolívia formam a maior colônia do tipo em qualquer seleção. Quinteros e Trucco estiveram na Copa de 1994.

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    Bolívia na Copa do Mundo de 1994: Quinteros e Trucco são os dois primeiros em pé e Cristaldo, o terceiro agachado

    Não é a Itália a seleção estrangeira que mais aproveitou a maestria e alma dos argentinos. Ao menos em quantidade, a Azzurra perde apenas para La Verde, cujo recordista em jogos pelo país foi justamente um vizinho. Os ítalo-argentinos, listados neste outro Especial foram 24, enquanto a Bolívia acaba de somar seu 31º hermano: Damián Lizio, volante surgido na base do River, jogou pela Argentina sub-20 e foi convocado para a Copa América.

    Enquanto o Paraguai aproveita revelações argentinas de origem guarani, a Bolívia é mais de nacionalizar os vizinhos que vêm jogar no altiplano. O primeiro foi empregado há setenta anos, na Copa América de 1945: o volante-central Raúl Fernández, autor de um gol nos 3-3 com a Colômbia. Os seguintes apareceram na Copa do Mundo de 1950 e foram o atacante Roberto Capparelli e o defensor Antonio Greco.

    Ramón Santos, outro volante, participou da Copa América de 1953, onde marcou dois gols, e defenderia a Bolívia até o fim da década. Ele estaria presente na primeira vitória boliviana sobre a Albiceleste, os 2-0 nas eliminatórias à Copa de 1958. Vicente Moreno, em 1958, e Luis Aguilera, em 1959, foram os “boligentinos” seguintes.

    A seleção andina sediou a Copa América em 1963 e, preparando-se com esmero, foi campeã pela única vez. E o elenco treinado pelo brasileiro Danilo (vice na Copa de 1950) tinha vários argentinos: o zagueiro Roberto Cainzo, o volante Eulogio Vargas e o lateral-esquerdo Eduardo Espinoza. Os dois primeiros estiveram na segunda vitória da Bolívia contra a Argentina, nos 3-2 naquela campanha campeã. Mario Di Meglio também vestiu La Verde naquele ano.

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    Bolívia campeã da Copa América, em 1963: Espinoza é o segundo jogador em pé, Cainzo é o quarto e Vargas, o quinto

    A vitória boliviana seguinte veio nas eliminatórias à Copa de 1970 e faria a diferença adiante: por um ponto, a Argentina perdeu a classificação para o Peru, na única vez em que terminou desclassificada em campo. Foi um 3-1 com dois gols vira-casacas, de Juan Díaz e Raúl Álvarez. E haviam mais inimigos íntimos, pois Mario Rojas e Juan Farías eram outros argentinos do lado vencedor. Julio Díaz também atuou naquelas eliminatórias. Para não perder mais pontos em La Paz, a Argentina se preparou por três meses na altitude nas eliminatórias à Copa 1974, o que não quer dizer que foi organizada: a AFA chegou a esquecer-se dos jogadores e não lhes enviar ajuda de custo. Assim foi a nada glamourosa estreia de Mario Kempes pela seleção. Saiba mais.

    Luis Liendo, meia-direita que participou da Copa América de 1975, foi o naturalizado seguinte. Seu filho, também chamado Luis Liendo, nasceu na Bolívia e também defenderia La Verde, jogando a edição de 1999 – ele foi formado nas categorias de base do Boca. Já Luis Bastida, Héctor Awad e René Taritolay foram usados nas eliminatórias à Copa de 1978 rumo à Argentina natal, perdendo a classificação na repescagem intercontinental com a Hungria.

    Após sua primeira vitória sobre a Argentina sem nativos dela, nos 2-1 pela Copa América em 1979, a Bolívia só voltou a usa-los nas eliminatórias à Copa de 1986: o goleador Juan Carlos Sánchez,  segundo maior artilheiro do campeonato boliviano (já foi o maior), especialmente pelo Blooming – detém o recorde de gols em um só jogo de Libertadores, ao marcar seis por este clube no 8-0 sobre o Deportivo Italia em 1985. Sánchez também marcou no 1-1 com o Brasil no Morumbi, na primeira vez em que a seleção andina não perdeu jogando como visitante da canarinha. Ricardo De Angelis, Emilio Ludueña, Miguel Bengolea e Ricardo Fontana foram convocados mas não jogaram. Na época, o técnico chegou a ser Carlos “Chamaco” Rodríguez, ex-jogador do Grêmio.

    Os próximos é que teriam o gosto de recolocar a Bolívia na Copa do Mundo após mais de 40 anos: o goleiro Carlos Trucco e o volante Luis Cristaldo, os naturalizados mais duradouros, virando figuras carimbadas por uma década desde a estreia, em 1989. Miguel Vacaflor também estreou neste ano mas foi esquecido enquanto os outros dois iam à Copa de 1994 junto do zagueiro Gustavo Quinteros – ele estará nesta Copa América, como técnico do Equador.

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    O goleador Sánchez; Castillo (camisa 7) e o recordista Cristaldo na Copa América 1997; e Ochoaizpur, que marcou sobre a Argentina

    Trucco, Cristaldo e Quinteros foram da geração dourada de Marcos El Diablo Etcheverry, Erwin Platini Sánchez, Milton Melgar (único boliviano que defendeu Boca e River) e outros, que decretaram na campanha a primeira derrota brasileira em eliminatórias. Trucco e Cristaldo também seriam vices da Copa América que a Bolívia sediou em 1997, dessa vez perdendo para o Brasil – Cristaldo é aquele que Edmundo nocauteou sem ser expulso. Sergio Castillo foi outro argentino vice.

    Fernando Ochoaizpur foi outro naturalizado na época, estreando em 1996. Ele jogaria a Copa América de 1999 com Cristaldo, homem que mais vezes jogou pela Bolívia, 93, a última delas já em 2005 – também disputou a Copa das Confederações em 1999, último torneio mundial disputado por La Verde. Já Ochoaizpur fez o gol da quinta vitória boliviana sobre a Argentina, nas eliminatórias à Copa de 1998, em jogo marcado pela polêmica “atuação” de Julio Cruz, retirado com sangue no rosto em episódio similar ao do goleiro chileno Roberto Rojas em 1989.

    Mesmo com diversos técnicos argentinos na virada do milênio, só duas novidades vizinhas antes de Lizio estrear em 2014 apareceram: Leonardo Fernández, goleiro titular na Copa América de 2004; e Gerardo Yecerotte, usado algumas vezes em 2009, embora não na sexta e última vitória boliviana em 23 jogos contra a Albiceleste: aqueles 6-1, a derrota mais elástica da história da seleção argentina.

    Considerando treinadores, a Bolívia já teve de hermanos Amalia Romera, nas eliminatórias à Copa 1986; Nito Veiga, na Copa América de 1987; Jorge Habergger, na Copa América 1989; esteve em 2001 também; Héctor Veira, na Copa América e Copa das Confederações em 1999 – ironicamente, como jogador, defendeu a Argentina duas vezes e ambas foram contra os bolivianos; o ex-goleiro Trucco nas eliminatórias à Copa de 2002; Dalcio Giovagnoli em 2003, o já mencionado Quinteros na Copa América 2011; e Néstor Clausen de forma interina ano passado.

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    Veira, técnico na Copa das Confederações de 1999; e Lizio, que estará na Copa América 2015: jogou pela Argentina sub-20
  • Os argentinos na seleção equatoriana ao longo da história

    Os argentinos na seleção equatoriana ao longo da história

    Os argentinos na seleção equatoriana formam uma lista encabeçada pelos atacantes Raffo e Graziani, os mais significativos entre eles.

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    Raffo e Graziani, os atacantes argentinos mais significativos da seleção equatoriana

    Nenhum país exportou tantos jogadores a outras seleções nacionais que a Argentina, especialmente na América do Sul. O Equador, seu adversário no amistoso de hoje a noite, não é exceção. Por sinal, é treinado por um argentino ex-jogador da seleção da Bolívia, Gustavo Quinteros (titular na última Copa do Mundo de La Verde, em 1994). E um dos “equa-argentinos” é o único jogador da seleção equatoriana a ter sido artilheiro da Copa América. E o mais recente poderia ter sido Hernán Barcos!

    Juan Parodi foi o primeiro, como técnico. Comandou a participação nas Copas América de de 1941 e 1942. Em ambas, não pôde fazer muito pelo incipiente futebol local (foram respectivamente a segunda e a terceira vez que os equatorianos disputaram o torneio) e a tricolor não teve vitórias. Contra os argentinos, protagonizou dois recordes: na de 1941, a Albiceleste venceu por 6-1 com cinco gols de Juan Marvezzi, recorde em uma só partida para um jogador da Argentina. E na de 1942, os hermanos aplicaram um impiedoso 12-0, ainda a pior derrota da história da seleção do Equador.

    René Orlandini treinou a tricolor na Copa América seguinte, em 1945. Participante da Copa do Mundo de 1930 pela Argentina, o retrospecto sob ele foi menos pior, com o primeiro ponto equatoriano no torneio continental, no 0-0 contra a Bolívia. Chegou a empatar parcialmente em 2-2 contra a própria Argentina até a última meia hora, perdendo por um honroso 4-2. Fez dois gols também no Brasil (9-2) e três na estreia contra o anfitrião Chile (6-3).

    Na Copa América de 1953, La Tri foi treinada por Iván Esperón, ex-jogador da Roma. Permanecia a seleção mais fraca das Américas enquanto a Venezuela não participava, mas as estatísticas evoluíam, com 2 pontos – um, no empate com o campeão Paraguai. Perdeu só de 2-0 do Brasil. Na de 1957, além do técnico Eduardo Spandre, houve um argentino também entre os jogadores, o atacante Jorge Larraz.

    O Equador só somou um ponto, mas Larraz foi o destaque solitário, marcando 5 dos 7 gols do país e conseguindo até transferência ao futebol espanhol (passou pelos rivais Las Palmas e Tenerife, além do Deportivo La Coruña). Dois anos depois, o Equador sediou a Copa América. Carlos Alberto Raffo, que chegou a defender o Argentina de Quito (atual Deportivo Quito), abriu o placar contra o Brasil (que viraria para 3-1) e fez o gol equatoriano no empate em 1-1 com a Argentina. Foi a primeira vez, em jogos de seleções, em que a Albiceleste foi vazada por um adversário argentino. E a primeira vez em que ela não venceu os equatorianos.

    Raffo, sem parentesco com o artilheiro da Libertadores 1967 (Norberto Raffo, do campeão Racing), marcou naquele torneio mais gols que o futuro mito Alberto Spencer, sua dupla de ataque. Voltou a vazar a Argentina nas eliminatórias à Copa de 1962, com Spencer marcando um e o argentino, outros dois na derrota de 6-3 em Quito (em Buenos Aires, deu Argentina 5-0). Foi ainda mais longe na Copa América seguinte, em 1963. O Equador, que chegou a estar vencendo a Argentina por 2-1 (levou de 4-2), conseguiu sua primeira vitória no torneio, nos 4-3 sobre a Colômbia.

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    O goleiro Elizaga logo após pegar o pênalti de Tévez, ao fundo. E Quinteros, que assumiu como técnico da seleção há 15 dias

    Raffo marcou duas vezes nessa vitória e seis ao total naquela edição, ficando na artilharia. Ainda que Brasil e Argentina enviassem seleções sem seus principais nomes, vale ressaltar que Spencer, já um figurão no continente pelo Peñarol (é o maior goleador da Libertadores), também desfalcou o Equador – não se convocava na época quem atuasse no exterior. Spencer só voltou em fim de carreira a defender a seleção, no início dos anos 70, quando foi jogar no Barcelona de Guayaquil, mas foi breve. Já sem a estrela, Roberto Resquín treinou sem sucesso o país nas eliminatórias à Copa de 1974.

    O hermano seguinte na tricolor foi outro atacante, Ángel Liciardi, quatro vezes artilheiro do campeonato equatoriano e com 7 gols em 9 jogos pelo Equador entre 1976-77, mas incapaz de classifica-lo à Copa de 1978. O goleiro Pedro Latino por sua vez atuou apenas os últimos vinte minutos das eliminatórias à Copa de 1986, contra o Uruguai. Mais um atacante, Ariel Graziani foi o próximo, estreando em 1997 na Copa América. Seu Equador, com dois gols dele, terminou liderando o grupo da Argentina, mas caiu nas oitavas-de-final nos pênaltis para o México.

    O melhor jogo de Graziani foi pelas eliminatórias à Copa de 1998, onde quatro pontos separaram o Equador de sua primeira classificação ao mundial. Ele fez três gols no templo estádio Centenário, grande raridade para um oponente do Uruguai. Mas foram inúteis para evitar a derrota de 5-3 para a Celeste. Na Copa América de 1999, em um grupo da morte com Argentina, Uruguai e a grande geração da Colômbia, só perdeu. Ao todo, foram 15 gols em 34 jogos por La Tri, mas o último em 2000. Apesar de manter boa fase na MLS, a liga dos EUA não tinha o razoável valor atual e ele terminou não convocado à Copa do Mundo de 2002.

    2000 foi também o único ano do atacante Carlos Alberto Juárez pelo Equador, pelo qual não repetiu a faceta goleadora que tinha no Emelec, jogando quatro vezes e sem marcar pela seleção. Cristian Camello Gómez foi usado em dois jogos nas eliminatórias à Copa de 2006 (um, contra a Argentina), mas, como os dois antecessores, ficou de fora do mundial apesar da classificação.

    2007 teve a estreia de dois Polacos: os goleiros Marcelo Elizaga e Javier Klimowicz. Klimowicz não se firmou, Elizaga sim. O Equador caiu na primeira fase da Copa América, mas manteve a honra quando, já eliminado, enfrentou o Brasil. Elizaga fechou o gol e só foi vazado em razão de um pênalti. Nas eliminatórias à Copa de 2010, em outro lance de pênalti, dessa vez contra a terra natal, pegou a cobrança de Tévez. Os equatorianos deram a impressão de que iriam à repescagem, mas na penúltima rodada levaram em casa a virada do concorrente direto Uruguai aos 48 do segundo tempo – de pênalti.

    Elizaga também foi titular na Copa América de 2011 e fez seu último jogo pelo Equador no ano seguinte. No torneio, foi colega do zagueiro Norberto Araujo, titular da LDU campeã da Libertadores sobre o Fluminense em 2008. Em 2011, Araujo já tinha 33 anos e não foi retomado após a eliminação tricolor na primeira fase. Foi a última novidade argentina na seleção equatoriana até Gustavo Quinteros, técnico dos três últimos (e bons) anos do Emelec, assumir há 15 dias a direção de La Tri. Já o ex-palmeirense e gremista Barcos foi sondado pelo sucesso na LDU. Mas sua transferência ao Brasil chamou a atenção da Albiceleste e ele “manteve-se” argentino.

  • José Luis Cuciuffo: o único campeão mundial de 1986 pelo Vélez

    José Luis Cuciuffo: o único campeão mundial de 1986 pelo Vélez

    José Luis Cuciuffo no Vélez foi o único jogador do clube campeão do mundo em 1986. É também o primeiro daquele elenco a morrer.

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    José Luis Cuciuffo é o único campeão mundial pela seleção já falecido, o que ocorreu há exatos dez anos. Ele é também o único campeão da Copa do Mundo como jogador do Vélez Sarsfield, clube onde esteve por meia década. Era um defensor com a virtude de saber jogar em várias posições no setor (por exemplo, era zagueiro central e atuou na Copa 1986 como lateral-direito) e sob variadas táticas de marcação também, seja individual ou zonal, ainda que seu forte fosse mais na antecipação (era mesmo rápido) do que no propriamente no desarme.

    Cuciuffo nasceu em Córdoba e começou no modesto Huracán local (não confundir com o de Buenos Aires), estreando aos fins de 1978. Na época, as ligas do interior tinham bastante importância: seus melhores clubes ganhavam um lugar ao sol no Torneio Nacional. Mas a liga cordobesa costumava ser polarizada entre Talleres e Belgrano, e às vezes com o Instituto e o Racing local. Assim, tornou-se comum que alguns dos principais jogadores da liga fossem repassados entre os classificados ao Nacional.

    Como exemplo, Carlos Guerini, do General Paz Juniors e que seria tricampeão no Real Madrid, atuou pelos arquirrivais Talleres e Belgrano. Dois campeões da Copa 1978 também viraram a casaca no período: Osvaldo Ardiles jogou por Instituto e Belgrano e Miguel Oviedo, por Instituto, Racing de Córdoba e Talleres. Com Cuciuffo se passou algo parecido: sua estreia na elite argentina deu-se sob empréstimo a outra equipe, ainda que de fora da província. Pelo Chaco For Ever, de Resistencia, atuou dez vezes no Nacional de 1980 e em 1981 esteve emprestado junto ao Talleres. O Vélez o comprou em 1982.

    Eram os anos em que o Vélez, contrariando a filosofia do seu histórico presidente José Amalfitani (que não por acaso batiza o estádio do clube), procurava sair da seca de títulos investindo em astros em vez de valorizar as categorias de base e buscar reforços apenas no bom e barato, fórmula ressuscitada com sucesso a partir dos anos 90. Cuciuffo não chegava a ser uma estrela ainda, mas veio no mesmo ano em que foram contratados o meia Norberto Alonso, um dos maiores ídolos do River e campeão da Copa 1978, e Vicente Pernía, zagueiro bi nas Libertadores 77-78 pelo Boca.

    As campanhas velezanas no período foram em maior parte apenas razoáveis. A exceção foi em 1985, quando o clube foi vice no Nacional em parte pela fórmula complicada: oito grupos de quadro equipes classificavam os dois melhores para oitavas-de-final que não eram mata-mata – seus perdedores seguiriam vivos, em jogos eliminatórios do que virou o “grupo dos perdedores”. O Vélez perdeu do Boca por 3-2 na Bombonera mas depois venceu-o por 2-0 em Liniers, seguindo no “grupo dos vencedores”, cada vez mais enxuto: em jogos únicos, venceu o Newell’s por 2-1 nas quartas (com Cuciuffo marcando o gol da classificação, na prorrogação) e o River por 3-0 na semifinal.

    A final foi contra o fortíssimo Argentinos Jrs, que naquele mesmo ano venceria a Libertadores. Cada um venceu por 2-0 em casa e o adversário sobressaiu-se nos pênaltis. Assim, o Vélez entrou para o “grupo dos perdedores” diretamente na final dele, reencontrando o River e vencendo-o de novo, por 2-1, para um novo encontro com o Argentinos Jrs em uma “pré-final”: isso porque se o Argentinos Jrs vencesse, seria o campeão, mas, se não, teria direito a uma nova decisão, por ter vencido o grupo dos vencedores. A pré-final ficou no 1-1 em que o Vélez venceu nos pênaltis por 4-3. Mas, na nova final, o oponente venceu por 2-1 e assegurou o título.

    Apesar da decepção, foi naquele ano de 1985 que Cuciuffo estreou pela seleção. Mesmo assim, sua convocação causou surpresa, pois só tinha jogado aquela estreia, por sinal contra o México, antes de embarcar ao mundial. Entrou a partir do segundo jogo, como lateral-direito contra a Itália, roubando a vaga de Néstor Clausen. Marcou bem Alessandro Altobelli e acabou se firmando na posição improvisada, não saindo mais dos titulares até o fim da Copa. Não marcou gols mas teve importância em um: foi ele quem sofreu uma falta de Lothar Matthäus, sequência que culminaria no primeiro gol argentino na final. Autor do gol, seu colega na defesa José Luis Brown lembrou do jogador em 2011: “tinha uma relação espetacular com esse cordobês. Como ríamos com esse filho da …! A faísca que tinha, as saídas…”

    Em 1987, o defensor acabou contratado pelo Boca, onde passou dois anos até ser vendido em 1989 à segunda divisão francesa. Cuciuffo mantivera-se na seleção e jogou as Copas América 1987 e 1989, mas sem recuperar o nível de 1986. E não foi mais chamado após deixar o Boca. Parou de jogar no Belgrano, em 1994. Curiosamente, antes de ser levado a sério, ele chegara a ser pedido para a Copa 1982 pela Revista Humor, que por um tempo fez piadas com a sonoridade do seu sobrenome.

    Entre 1994 e aquele 11 de dezembro de 2004, Cuciuffo se manteve como dono de um bar em sua cidade e às vezes como técnico de escolinhas de futebol. A morte veio em um trágico acidente: dirigia uma caminhonete no interior da província de Buenos Aires. Estava em uma caça com amigos. Sua espingarda estava com o cano levantado, ao lado do câmbio de marcha, e acabou surrealmente lhe desferindo um tiro após o gatilho ser acionado quando o carro tremeu ao rodar sobre uma poça de água. Chegou a ser levado a um hospital local, e faleceu quando estava sendo transportado a outro. Tinha 41 anos.

    Velez85
    Vélez de 1985. Cuciuffo é o segundo em pé, ao lado do jovem goleiro Navarro Montoya. Sentado ao meio, sobre a bola, está o veterano Carlos Bianchi
  • Brasil x Argentina: o longo intervalo sem amistosos em casa

    Brasil x Argentina: o longo intervalo sem amistosos em casa

    Brasil x Argentina sem amistosos em casa levou o duelo de 2014 a acontecer em data e local fora dos planos iniciais.

    rivaldo99

    O tão aguardado duelo entre Brasil e Argentina para 2014 acontecerá em uma data e um local fora dos planos iniciais. Ambos sonhavam em se enfrentar na final do dia 13 de julho, no Maracanã, em um duelo mais sério e importante. Só a Argentina conseguiu chegar até lá, onde acabou sendo derrotada na decisão para a Alemanha, para festa dos anfitriões, humilhados pelos germânicos dias antes, no Mineirão.

    A partida tão desejada por ambos acontecerá na poluída Pequim, num sábado, às 9h (no horário de Brasília, lógico) em um amistoso taxado de Superclássico das Américas, prova de que as seleções hoje em dia tratam o espetáculo apenas do marketing. Já faz um bom período que as seleções principais de Argentina e Brasil não se enfrentam em seus países em jogos amistosos/ou torneios caça-níquel.

    Para se ter uma ideia, a última vez que as seleções principais se enfrentaram em amistosos atuando no Brasil ou na Argentina foi em 1999. No dia 4 de setembro, a Argentina venceu por 2×0, com gols de Verón e Crespo. Três dias depois, no dia da Independência, o então time de Vanderlei Luxemburgo venceu por 4×2, com gols de Rivaldo (3), Ronaldo para o Brasil e Ayala e Ortega para a Argentina.

    De lá para cá, outros quatro confrontos aconteceram em solo brasileiro ou argentino, ambos válidos pelo Superclássico das Américas, mas com jogadores que atuam somente nos campeonatos locais. Ainda assim, a FIFA considera tais partidas no retrospecto geral. E os considera como amistosos. Foram duelos em Belém, Goiânia, Buenos Aires (seria em Resistência, mas a partida não aconteceu) e em Córdoba.

    Desde então, foram três partidas amistosas disputadas entre Brasil e Argentina, sempre em locais diferentes. Em 2006, na estreia de Dunga na Seleção, o Brasil venceu por 3×0 jogando em Londres — cidade que acabou sendo a ‘sede’ do time nos anos seguintes. Quatro anos depois, em novembro de 2010, Messi marcou o seu primeiro gol no Brasil na vitória por 1×0, em Doha, no Catar. E, finalmente, em 2012, em Nova Iorque, a Argentina venceu por 4×3 com seu time principal, com três gols de Messi. O Brasil atuava com uma maioria de jogadores olímpicos.

    Eliminatórias
    De 1999 para cá, houve também confrontos entre as duas seleções pelas Eliminatórias da Copa do Mundo — seis partidas — com ligeira vantagem para o Brasil (3×2). O Brasil venceu dois dos três jogos atuando em casa (3×1 em São Paulo, em 2000; e 3×1 em Belo Horizonte, em 2004), além de uma vitória em Rosário, por 3×1, em 2009. A Argentina venceu seus dois jogos no Monumental de Núñez (2×1, em 2001; e 3×1, em 2005), além do empate sem gols no Mineirão, em 2008.

    De acordo com o site da FIFA, foram disputadas 95 partidas ao todo entre as Seleções, com 36 vitórias da Argentina e 35 do Brasil, com outros 24 empates. São 151 gols a favor dos argentinos e 145 sofridos desde o primeiro amistoso, datado de 20 de setembro de 1914, há 100 anos.