Categories: Sul-Americana

Newell’s Fora da Sul-Americana

Em uma partida disputada e repleta de alternâncias, a LDU mostrou que é uma grande copeira, venceu o Newell’s Old Boys por 1 a 0 em casa, e garantiu classificação para as semifinais da copa sul-americana. À equipe argentina cabe agora lutar por uma vaga na Libertadores 2011, enquanto a LDU espera o vencedor do confronto entre Independiente e Tolima.

O jogo começou melhor para a equipe da casa, que conseguia conter o Newell’s sem maiores dificuldades, e rondava perigosamente a área adversária. Talvez por influência da altitude de Quito, a defesa dos leprosos se mostrava hesitante, e o normalmente seguro goleiro Peratta dava razões para a torcida se preocupar, soltando bolas aparentemente fáceis.

As coisas mudaram na reta final da primeira etapa. Aos 30 minutos Bernardi colocou Borghello em boa posição para finalizar. O goleiro Cevallos defendeu muito bem o arremate, mas a partir daí a partida mudou. O equilíbrio passou a ser a tônica, com leve predomínio dos rosarinos, que desceram para o intervalo sonhando com uma segunda etapa mais favorável.

Na volta do intervalo a partida se mostrava amarrada. A LDU tentava atacar, mas sem criar maior perigo, enquanto o Newells falhava nos contra-ataques, com Borghello e Sperdutti em noite pouco inspirada. O quadro mudaria a partir dos 20 minutos. Os equatorianos marcavam pressão, sufocavam os argentinos e mantinham a bola sempre nas imediações da área do Newell’s.

Peratta já havia feito boas defesas, e os penaltis pareciam uma probabilidade razoável quando, a dez minutos do fim, Calderón, em sua primeira jogada, arrematou de fora da área para marcar o gol da vitória. Os rosarinos tentaram reagir na base do abafa. Se lançaram desesperadamente no ataque, de forma desordenada.

Aos 42 minutos o empate quase chegou. Após uma jogada bastante confusa na área adversária, a bola sobrou para Salvatierra, que chutou forte. Cevallos não conseguiu a defesa mas a bola explodiu na trave. Era o fim do sonho do Newell’s.

A partida se encerrou com um gosto amargo para os argentinos, que embora tenham sido inferiores em campo em boa parte do tempo, chegaram a vislumbrar uma disputa por penaltis, e acabaram vendo as chances de classificação batendo na trave.

LDU: Cevallos, N. Araujo, D. Calderon, De La Cruz (Bolaños) e Guagua; Reasco, W. Araujo, Palma e Salgueiro; Luna e Barcos (W. Calderón).

Newell’s: Peratta, Alayes, Schiavi, Cichero e Vela (Salvatierra); Bernardi (Taborda), Matteo e Estigarríbia; Formica; Sperdutti e Borghello (Rodriguez).

Tiago de Melo Gomes

Tiago de Melo Gomes é bacharel, mestre e doutor em história pela Unicamp. Professor de História Contemporânea na UFRPE. Autor de diversos trabalhos na área de história da cultura, escreve no blog 171nalata e colunista do site Futebol Coletivo.

Recent Posts

Entre a Furia e a Albiceleste: os argentinos que defenderam o outro lado da Finalíssima do Mundo

Originalmente publicado em 6 de setembro de 2010 em função de amistoso entre as duas…

7 dias ago

Antes da rivalidade, a herança: como os ingleses germinaram o futebol argentino

Originalmente publicado em 31 de julho de 2016, nos cinquenta anos do título inglês na…

1 semana ago

Helenio Herrera, (muito mais do que) o argentino que treinou as seleções de França e Espanha

"Eu sou imortal, meta isso na sua cabeça. Mas quando chegar a minha hora, quero…

1 semana ago

Suíça, que já teve argentino em Copa, é terra ancestral de dois campeões com a Argentina

Originalmente publicado em 30 de junho de 2014, revisado, atualizado e ampliado Os elencos argentinos…

2 semanas ago

Há 110 anos, no 1º Brasil x Argentina da Copa América, o gol hermano foi de um espectador negro

Originalmente publicado nos cem anos, em 1916 - e revisto, ampliado e atualizado Virou lugar-comum…

2 semanas ago

Cabo Verde, terra ancestral de muitos dos afro e luso-argentinos do futebol

O duelo de Argentina e Cabo Verde na Copa recoloca em evidência aquela que talvez…

3 semanas ago

This website uses cookies.