Mês: julho 2014

  • Seleção da Copa tem apenas um argentino. E não é Messi

    Seleção da Copa tem apenas um argentino. E não é Messi

    A seleção da Copa de 2014 deixou Messi de fora mesmo com ele levando o prêmio de melhor jogador do torneio.

    Messi levou o prêmio de melhor jogador da Copa do Mundo, mas não entrou na seleção ideal do torneio.
    Messi levou o prêmio de melhor jogador da Copa do Mundo, mas não entrou na seleção ideal do torneio.

    Um dos fatos mais inusitados durante a cerimônia de entrega dos prêmios aos jogadores desta Copa do Mundo foi pelo anúncio de melhor jogador do campeonato entregue para Lionel Messi. Algo que surpreendeu não só a ele, mas também várias pessoas que estavam presentes no estádio e nos bastidores. Inclusive Joseph Blatter, que foi sincero ao dizer que se surpreendeu com o troféu ao argentino. O anúncio foi tão estranho, que, na ‘Seleção Ideal’ da Copa do Mundo, o camisa 10 da Albiceleste ficou de fora.

    A seleção do torneio, no entanto, foi polêmica durante boa parte da competição, colocando, por exemplo, o atacante Fred melhor do que Van Persie. Tal seleção foi feita através de um dos patrocinadores do evento, por meio de índices que avaliam determinados fatores. O fato curioso é que jogadores como Ángel Di María, Javier Mascherano, Lionel Messi e Neymar, que foram os candidatos à Bola de Ouro da competição, não estiveram na seleção.

    O único argentino a entrar na lista foi o lateral-esquerdo Marcos Rojo. Ele teve uma média de 9.51 na avaliação do patrocinador da FIFA e assim foi também colocado como o nono melhor jogador da competição. De Vrij (Holanda) foi o lateral-direito. Hummels (Alemanha) e Thiago Silva (Brasil) foram os dois zagueiros centrais. No meio campo, dois alemães: Toni Kroos e Phillip Lahm (que começou como volante, mas foi deslocado para a lateral) fizeram companhia a Oscar (Brasil) e James Rodríguez (Colômbia). Robben e Müller são os atacantes.

    Lionel Messi, de acordo com o índice, ficou apenas como o quarto melhor atacante do torneio, atrás também de Benzema. Já Javier Mascherano, para muito o atleta mais regular do campeonato, ficou apenas na sétima colocação, atrás de Özil e Sneijder (além dos que estão na seleção).

    Confira a colocação de todos os jogadores argentinos que jogaram a Copa do Mundo:

    Goleiro:
    Romero – 24º;

    Defensores
    Marcos Rojo – 9º;
    Ezequiel Garay – 12º;
    Pablo Zabaleta – 29º;
    Martín Demichelis – 42º
    Federico Fernández – 61º
    José María Basanta – 367º
    Hugo Campagnaro – 494º

    Meias
    Javier Mascherano – 23º
    Ángel Di María – 34º
    Lucas Biglia – 59º
    Fernando Gago – 92º
    Enzo Pérez – 145º
    Maxi Rodríguez – 446º
    Ricky Álvarez – 559º

    Atacantes
    Lionel Messi – 11º
    Gonzalo Higuaín – 35º
    Ezequel Lavezzi – 151º
    Sergio Agüero – 164º
    Rodrigo Palacio – 299º

    * Somente Augusto Fernández (meia) e os goleiros Augustín Oríon e Mariano Andújar não entraram em campo pela Argentina no Mundial

  • Delegação chega a Argentina e é recebida por Cristina Kirchner

    Delegação chega a Argentina e é recebida por Cristina Kirchner

    A chegada da delegação a Buenos Aires veio após uma saída do Brasil praticamente pelas portas dos fundos.

    delegação e CFK

    A saída do Brasil foi praticamente pela portas dos fundos. Sem contato com os poucos torcedores que foram ao hotel da delegação na manhã desta segunda-feira, os jogadores embarcaram para Buenos Aires no regresso a sua casa. E lá sim, houve uma recepção e um sentimento de orgulho por parte dos torcedores e da presidente Cristina Kirchner, que decidiu não ir ao Brasil alegando alguns compromissos.

    As 10h46, o avião da Aerolineas Argentinas tocou o solo do aeroporto de Ezeiza. Com a inscrição ‘Gracias Argentina’, com as fotos as fotos de Messi, Higuaín e Aguero, da mesma forma que embarcaram para o Brasil no dia 9 de junho. Enzo Pérez foi o primeiro jogador a desembarcar. “Agradecemos a todos os argentinos”, disse Gonzalo Higuaín à TV Pública, única emissora autorizada a ficar próximo ao desembarque.

    No Prédio da AFA, a delegação recebeu a presidente Cristina Kirchner uma hora depois do desembarque. Ali, ela admitiu que não assistiu nenhuma partida. “Calaram a boca de muita que não acreditavam em vocês. Demonstraram que com garra, com equipe e paixão dentro do campo se pode conquistar triunfos. Foram verdadeiros leões. Deram tudo de si. Criaram valores e sentimentos que muitos argentinos haviam esquecido”, agregou.

    Várias pessoas apareceram ao aeroporto para recepcionar os argentinos, que ficaram com o vice-campeonato Mundial pela terceira vez na história – perdeu em 1930 e 1990, além deste ano. Contudo, a festa que aconteceria no Obelisco foi suspendida devido aos incidentes que aconteceram ontem no centro de Buenos Aires, onde houve saques e destruíram lixeiras, algo parecido com que aconteceu na queda do River Plate para a B Nacional, em 2011.

  • Sabella: “Nos faltou eficácia para sermos campeões”

    Sabella: “Nos faltou eficácia para sermos campeões”

    A falta de eficácia na final impediu o tricampeonato, segundo Sabella. Foram inúmeras chances desperdiçadas.

    pachorra

    Rio de Janeiro – As inúmeras chances desperdiçadas pela Argentina durante toda a partida impediram o tricampeonato. Foi assim no primeiro tempo com Gonzalo Higuaín e depois, na prorrogação, com Rodrigo Palacio. E o técnico Alejandro Sabella sabe que tais lances foram essenciais para que a taça fosse para a Argentina.

    Durante a coletiva de imprensa, o treinador lamentou a falta de pontaria que poderia ter decidido o jogo. “Tivemos grandes chances. As melhores oportunidades foram nossas. Quando há ocasiões de gol, temos que converter. Nos faltou eficácia”, destacou o treinador argentino após o jogo, no Maracanã. “Para sermos perfeitos, tínhamos de ser mais eficazes”, complementou.

    O treinador destacou também que apesar de o objetivo inicial ser as semifinais, o sentimento de tristeza se manteve no elenco. “Objetivo mínimo era as semifinais. Vou com duplo sentimento: frustração de não ter conseguido o sonho, mas com o dever cumprido com o dever mínimo. Eles fizeram história, apesar da prata amarga”, complementou o treinador.

    Por fim, Sabella ressaltou que o povo argentino deve receber os jogadores da melhor maneira possível, pois não faltou entrega. “Estou muito orgulhoso. Eles fizeram um mundial extraordinária. Foi um espetáculo eles se entregando. Deixaram tudo. Apesar da derrota na final, mas pode olhar na cara deles e dizer que deram tudo. Não sei como vão receber. Eles merecem ser recebidos. Não há nada a recriminar desse elenco.”, agregou.

  • Mascherano lamenta derrota, mas enaltece entrega: “Demos o melhor de nós”

    Mascherano lamenta derrota, mas enaltece entrega: “Demos o melhor de nós”

    Mascherano lamenta a derrota mas exalta a entrega argentina, oito dias após dizer que não queria mais comer merda.

    masch

    Rio de Janeiro – Há oito dias, Javier Mascherano havia dito que não gostaria mais de comer merda. A classificação para as semifinais naquele momento deixa o time entre os quatro melhores do Mundo pela primeira vez desde 1990. Mas no minuto 113 da decisão, o gosto ruim voltou. A Argentina tomava o gol de Gotze justo num momento que ele preferiu marcar Schurrle quanto aquele já estava bem marcado por Zabaleta. E deixou Gotze sozinho, vendo o sonho ir por água abaixo.

    Mascherano, ao fim do jogo, foi um dos jogadores que concedeu uma entrevista oficial da FIFA. Ali, o então melhor jogador argentino desta Copa do Mundo chorava. Não conseguia segurar o choro. “Demos tudo o que pudemos. Chegamos até onde poderiamos ir. Não tivemos um pouquinho de sorte que se deve ter em uma final e eles tiveram e ficaram com o título”, lamentou o volante.

    Para Mascherano, a Argentina acabou tropeçando em suas próprias pernas. “Fizemos tudo para ganhar, tivemos as melhores chances. Obviamente a dor é imensa. Queríamos o título, mas nós representamos a Argentina da melhor maneira possível. Demos tudo que podíamos”, agregou.

    Por fim, o volante ressaltou o sentimento de tristeza pela chance de conquistar o título Mundial após 28 anos. “A dor vai ser por toda nossa vida. Essa era a nossa oportunidade. Sentimos-nos assim. O futebol é assim. Agora é levantar a cabeça e suportar tudo isso”, destacou Jefecito

  • Mesmo abaixo da média, Messi leva o prêmio de melhor jogador da Copa

    Mesmo abaixo da média, Messi leva o prêmio de melhor jogador da Copa

    Messi melhor jogador da Copa contrariou o discurso do próprio elenco, que sempre avaliou o desempenho coletivo como crescente.

    messi

    Rio de Janeiro – Se durante a Copa do Mundo os jogadores e o técnico da Argentina sempre avaliaram o desempenho coletivo como de menor para maior, Lionel Messi esteve ao oposto disso. Decisivo nas partidas da primeira fase, o desempenho do atleta diminuiu nos últimos confrontos, principalmente nas semifinais e na decisão. Ainda assim, levou o prêmio de melhor jogador do campeonato.

    Os rumores de que o jogador estava lesionado nessa reta final cresceram durante o jogo contra a Alemanha. Em um determinado momento, o atleta levou a mão à coxa. O que mantém um pouco a Messidependência, uma vez que Aguero e Di María não jogaram quando machucados. Mas isso não serve como desculpas, uma vez que em cinco jogos Messi foi bem, mesmo longe de ser o craque.

    Para Alejandro Sabella, o jogador mereceu sim o prêmio entregue a FIFA. “Messi já está no olimpo dos grandes há muito tempo. Ele mereceu. Fez um grande mundial. Obviamente foi muito merecido”, destacou o treinador durante a entrevista coletiva na sala de imprensa do Maracanã, após a derrota por 1×0 para a Alemanha.

    O fato curioso foi que Lionel Messi acabou admitindo durante a partida contra a Suíça que o prêmio de melhor jogador daquele jogo não deveria ter sido entregue a ele. Foram quatro partidas consecutivas recebendo tal prêmio. Contra a Bélgica, pela disposição durante o jogo, quando marcou bem, como nunca havia feito na carreira, diga-se.

    Messi leva tal prêmio com um sabor amargo e sabendo que ele não deu o melhor de si nesta Copa do Mundo. Se conquistasse o título, talvez a história fosse aceitável. Talvez, já que Javier Mascherano e Sergio Romero fizeram um Mundial muito acima do que o jogador do Barcelona, que terá de esperar mais quatro anos para tentar na galeria dos campeões mundiais.

  • Argentina falha nas conclusões e vê Alemanha conquistar o tetra

    Argentina falha nas conclusões e vê Alemanha conquistar o tetra

    Argentina 0 x 1 Alemanha decidiu a Copa de 2014 no Maracanã. A seleção teve chances claras e não converteu nenhuma.

    1914862w940

    Rio de Janeiro – A Seleção Argentina tentou. Teve oportunidades claras de matar o jogo. Muitas, inclusive. Mas o pé não estava calibrado. Para piorar, Messi não estava em seu melhor momento. Não apareceu, como já havia acontecido na partida contra a Holanda. E os alemães aproveitaram. Ou melhor, Gotze aproveitou.

    O jogador de 22 anos, que pouco havia feito na Copa, entrou ao decorrer do jogo, aproveitou um toque de Schurrle e mandou para as redes no segundo tempo da prorrogação. Romero, que pouco tempo antes havia se tornado o terceiro goleiro com a maior invencibilidade, foi vazado. E a Argentina caiu de novo para os alemães, como nos dois últimos mundiais.

    Mas a Argentina não pode reclamar. Teve oportunidades de matar o jogo desde o primeiro tempo, apesar do domínio dos alemães. Soube jogar nos contragolpes. Só não soube aproveitar. Higuaín e Palacio que o digam. Por pouco não viraram heróis, mas caíram em desgraça ao desperdiçar chances tão claras de gol.

    No primeiro tempo, os argentinos souberam encontrar espaços no primeiro tempo principalmente pelo lado de Howedes. Foi por ali, no lado esquerdo, que os argentinos criavam após contragolpes e interceptações da muralha defensiva. A primeira oportunidade foi aos oito minutos. Messi arriscou pra cima de Hummels, mas não conseguiu ser efetivo no cruzamento.

    E foi aos 20 minutos que o primeiro gol esteve mais próximo de sair. Pipita Higuaín recebeu um presente de Kroos e entrou cara a cara com o goleiro Neuer, mas finalizou muito mal, perdendo uma chance de ouro. Oito minutos depois, o próprio atacante balançou as redes, mas a arbitragem marcou impedimento. Messi ainda teve outra chance de gol, mas Boateng acabou evitando.

    Os alemães conseguiram furar a defesa argentina somente nos dez minutos finais do primeiro tempo. Schurrle bateu de fora da área e Romero salvou. Já nos acréscimos, Kross bateu o escanteio e Howedes mandou a bola no poste direito, deixando a partida equilibrada ao fim da primeira etapa.

    O mais impressionante, no entanto, foi a substituição de Alejandro Sabella no decorrer do intervalo. Pocho Lavezzi, que vinha sendo consistente no ataque, acabou sendo substituído por Sergio Aguero, que, como no restante do Mundial, pouco fez.

    Batalha
    O lance mais polêmico do jogo aconteceu aos 13 minutos. Gonzalo Higuaín recebeu lançamento e Neuer saiu no alto, socando. Contudo, o joelho acertou o rosto do atacante argentino. A arbitragem, no entanto, marcou falta de Higuaín.

    Depois desse lance, a partida ficou mais pegada. Ambos os times não conseguiram chegar ao ataque e paravam as jogadas em faltas mais duras. A Argentina, que poucos cartões amarelos recebeu durante o Mundial, ganhou dois em três minutos. Um com Mascherano e outro de Sergio Aguero.

    Para deixar a partida ainda mais dramática, Lionel Messi estava longe de seu melhor momento. Além de estar lento, o argentino estava impreciso no jogo. Diferente do jogo contra a Bélgica, não deu combate mesmo com a possibilidade. Nos minutos finais, até teve duas boas chances: uma finalizou mal e a outra parou na marcação. Também no fim do jogo, a Alemanha teve boas oportunidades, mas as finalizações não saíram com tanta força e pararam facilmente nas mãos de Romero.

    Na prorrogação, Mario Gotze apareceu. Ele que pouco havia jogado durante esse mundial, quase ajudou Schurrle abrir o marcador no primeiro lance, mas Romero acabou salvando. Mas o arqueiro não pode salvar aos 113 minutos de jogo. Schurrle retribuiu o passe recebido no primeiro tempo e tocou para Gotze, que marcou um golaço. O gol que deu o tetracampeonato aos alemães, que mereceram o título.

    Sintomática foi a última oportunidade do jogo. Falta para a Argentina na entrada da área, pessimamente cobrada por Messi. O grande craque não fez um mundial ruim, e decidiu os primeiros jogos, mas esteve longe do que se esperava na reta final da copa. Aguero foi muito mal, Higuaín esteve abaixo das expectativas e Di Maria se lesionou. Muito do insucesso da albiceleste nesta grande final passa pelo que deixou de fazer o “quarteto fantástico”.

  • A Argentina encontrou sua melhor forma durante a Copa, e deve mantê-la na final

    Capa

    Taticamente falando, de um 5-3-2 na estréia para duas linhas de 4 e surpreendente solidez defensiva contra a Holanda. Não foram poucas as mutações da Argentina neste Mundial, o que era até esperado, pelo repertório tático que Sabella conseguiu dar à Argentina nestes quase 3 anos de comando. Sob a liderança de Mascherano, a Argentina cravou sua vaga na final da Copa após heróica vitória sobre a Holanda em São Paulo, e exceto em 1990, está mais próxima do que nunca para sair do jejum de 28 anos sem um título Mundial.

    O mais curioso foi como a Argentina mudou e encontrou sua melhor forma durante o Mundial. Nomes muito contestados como Romero e Rojo conseguiram excelentes atuações no decorrer da Copa, e se tornaram indiscutíveis no elenco, fato nada comum se o questionamento fosse realizado no período pré-Mundial. As atuações abaixo do ideal de Fernández, Gago, e a lesão de Aguero durante a Copa foram substituídas na medida, ou até melhor, como foram os casos de Demichelis, Biglia e Lavezzi, suplentes imediatos dos então titulares. E a lista se completou quando Enzo Pérez fez partida sólida e digna de elogios ao entrar no lugar do insubstituível Di Maria. O meio-campista do Benfica, que até um mês antes da Copa era pouco cotado para estar entre os 30, disputou a semifinal diante da Holanda e foi muito importante para que o lugar na final fosse alcançado.

    Diagrama 1
    Argentina no 4-4-2/4-2-3-1, como era esperado diante de adversários mais cascudos neste Mundial. Mesmo sem Di Maria, Enzo Pérez correspondeu à confiança do treinador, com boa aplicação pela direita.

    O mérito de Mascherano, figura de destaque da Argentina já antes da Copa, merece ressalva. Além de ter sido o jogador que mais realizou desarmes(5*), o Jefecito foi realmente o dono da bola contra a Holanda ao terminar a partida com 9%* de posse de bola, maior número individual do jogo.

    As perguntas sobre Messi seguem, e apesar de não ter marcado gols como na primeira fase, Lionel tem sido importante ao prender a bola no momento certo e abrir espaço aos demais quando atrai mais de um marcador. Para Christian Leblebidjan, do Canchallena, Messi jogou como Riquelme diante da Bélgica(clique aqui e confira), o que faz sentido ao analisarmos que Messi teve o maior percentual de posse na partida(8%). A figura de  destaque da Argentina finalizou 12 vezes na primeira fase da Copa, bem superior às 5 finalizações do mata-mata até então. O brilhantismo não tem aparecido apenas com gols. Messi também participa na posse e nas atitudes cerebrais da equipe.

    Na final à vista contra a Alemanha, chance única para Messi e os muitos restantes da geração dourada de 2008. No mais difícil desafio da Copa até então, a Argentina parece ter encontrado sua melhor forma neste Mundial, mesmo sem Di Maria e com Aguero ainda fora de forma. E a fórmula deve se repetir neste domingo, no Maracanã.

    Diagrama 2
    Prévia do 4-4-2/4-2-3-1 argentino diante do 4-3-3 alemão.

    *Dados via Footstats

  • Argentina x Alemanha: O momento em que o pragmatismo será necessário

    Argentina x Alemanha: O momento em que o pragmatismo será necessário

    Argentina x Alemanha em 2014 decidiu a Copa no Maracanã. A Argentina chegou sem ter mostrado seu melhor futebol no torneio.

    Mascherano-loco-felicidad_OLEIMA20140705_0177_14

    Rio de Janeiro – A Argentina ainda não apresentou o seu melhor futebol nesta Copa do Mundo. E com uma partida contra a Alemanha, às 16h no Maracanã, é possível que não ocorra. A partir deste momento, nada mais importante do que o triunfo. A vitória com gol contra vale do mesmo jeito. E nessa circunstância, vale necessariamente o título Mundial que a Argentina não sabe o que é desde 1986, quando este que escreve tinha apenas um ano de idade.

    Foi muito cobrado durante esse Mundial, pelo próprio Futebol Portenho, que a Argentina não tinha convencido. Sofreu contra Bósnia e Irã. Fez uma boa partida ofensivamente dizendo contra a Nigéria. E contra suíços, belgas e, principalmente, holandeses, fez uma partida muito boa no aspecto defensivo. Isso mostra que o time soube jogar um torneio curto como é a Copa do Mundo. Pelo menos até as semifinais. Mesmo que mal.

    A perfeição que exigiu Alejandro Sabella durante a coletiva de imprensa deste sábado, não se deve a uma partida com o alto grau de cobrança aos jogadores de frente. Não a exigência de um jogo bonito. Pelo contrário. Serve para enaltecer a forma de como marcar os alemães. Em Copa do Mundo, num torneio onde a vitória pouco importa, o importante é marcar bem os espaços e não deixar o seu adversário jogar. E é isso que ele vem cobrando e provando. Até porque pragmatismo ganha jogo. E ganha Copa do Mundo.

    A Argentina entrará em campo neste domingo com tal pragmatismo, buscando cobrir os espaços e buscando aproveitar as oportunidades que tiver. Sabella já demonstrou que sabe fazer isso. Foi assim contra o Cruzeiro, na Libertadores, onde saiu vitorioso. Assim também contra o Barcelona, na final do Mundial, onde sofreu um gol de empate no fim da partida e a virada na prorrogação. E por saber jogar contra seus adversários, pode conquistar o título Mundial. Ainda mais com a fama de pé-quente no Brasil.

  • Di María é testado, mas deixa treino mancando

    Di María é testado, mas deixa treino mancando

    Di María deixa o treino mancando uma semana depois de sair de campo em Brasília, às vésperas da final.

    Di María

    Rio de Janeiro – Uma semana após deixar o campo de jogo, em Brasília, Angel Di María dava indícios de que estava fora da Copa do Mundo. O Twitter oficial da entidade, inclusive, postou uma informação de que o atleta não tinha mais condições de jogo.

    Sete dias depois, o jogador treinou em São Januário, inclusive entre os titulares, na vaga de Enzo Pérez visando o jogo contra os alemães. Mas ao deixar o campo mancando, a esperança pode ter ido por água abaixo.

    Durante a entrevista coletiva, Alejandro Sabella disse que o treino deste sábado seria primordial para saber se o jogador teria ou não condições. Preferiu não colocar números ou percentagem sobre a presença dele.

    Durante o trabalho, Di María começou entre os titulares, assim como fez nas cinco partidas iniciais da Copa do Mundo. Contudo, as dores na coxa direita voltaram a acusar. Deixou o gramado do estádio do Vasco da Gama arrastando uma perna.

    Desta maneira, os milagres no qual Fideo acreditou, ao postar uma mensagem nas redes sociais, podem realmente não exigir. Caso realmente não tenha condições de jogo Enzo Pérez assumirá o posto de titular, mantendo a formação da partida contra a Holanda.

    Assim, a Argentina enfrentaria a Alemanha com: Sergio Romero; Pablo Zabaleta, Martín Demichelis, Ezequiel Garay, Marcos Rojo; Enzo Pérez, Javier Mascherano, Lucas Biglia, Ezequiel Lavezzi; Lionel Messi e Gonzalo Higuaín.

  • Sabella se nega a falar sobre o seu futuro antes da final

    Sabella se nega a falar sobre o seu futuro antes da final

    Sabella evita falar sobre seu futuro dois dias antes da partida mais decisiva da Argentina em 25 anos.

    201407007_DFXX_CopaArgBel-967

    Rio de Janeiro – Dois dias antes da partida mais decisiva da Argentina nos últimos 25 anos, o representante de Alejandro Sabella, Eugenio López, falou a uma rádio argentina que o treinador faria sua última partida sob o comandando da Seleção após a partida contra a Alemanha. Algo totalmente desnecessário por conta da ocasião.

    Tão desnecessário que o próprio treinador minimizou a situação. Durante a coletiva de imprensa, Sabella preferiu manter o foco para a decisão. “Esse é um tema irrelevante para o momento. Absolutamente, temos que fazer o jogo de amanhã. Eu não falei sobre o meu futuro com ninguém, sequer com a minha família”, explicou.

    Sabella ressaltou ainda a importância de tal conquista para o seu curto currículo como treinador. “Pelo meu ponto de vista, esse é o jogo mais importante da carreira. Estar em uma final da Copa, representando meu país, é uma grande satisfação profissional. Ainda mais num país com o time que mais ganhou a Copa do Mundo. Sempre fui respeitoso e admirador ao futebol brasileiro”, apontou.

    Outro ponto que Pachorra preferiu minimizar foi a derrota da Argentina para a Alemanha na Copa de 2010, quando perdeu por 4×0. Para o treinador, houve uma mudança no estilo de jogo da Argentina. “Não estive naquele momento. Pelas características, melhoramos na utilização dos espaços. Talvez nosso time seja mais conservador do que o de quatro anos. Espero que não ocorra o que aconteceu naquele jogo”, disse Sabella.

    A Argentina enfrenta a Alemanha neste domingo, às 16h, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. O Futebol Portenho terá uma cobertura especial durante todo o dia, seja através do Twitter, Facebook e do nosso portal.

  • Publicidade
  • Sabella: “Temos que fazer uma partida perfeita”

    Sabella: “Temos que fazer uma partida perfeita”

    A partida perfeita de Sabella era a exigência para bater a Alemanha na final, no dia em que os alemães humilharam o Brasil.

    Sabella-conferencia-previa-gran-partido_OLEIMA20140712_0159_23

    Rio de Janeiro – No dia em que a Alemanha humilhou o Brasil nas semifinais da Copa do Mundo, Alejandro Sabella admitiu o desejo de ter acompanhado toda a partida. Isso provocou um atraso para o reconhecimento do gramado da Arena Corinthians e o início da coletiva de imprensa antes do duelo contra a Holanda.

    Claro que não foi a partir daquele jogo que ele viu que a Argentina precisa de uma disciplina tática para vencer os alemães. Mas o comandante argentino deixou claro que é necessária uma partida perfeita para ser campeão do Mundo.

    Apesar de o futebol estar nas mãos de humanos, o treinador espera algo parecido com a perfeição para bater os alemães. “Temos que fazer uma grande partida, concentração, ocupar os espaços e de maneira rápido. Não podemos perder a bola em determinados lugares. Eles têm um time muito elaborado. Temos que fazer uma partida perfeita”, destacou o treinador argentino durante a coletiva de imprensa no estádio do Maracanã.

    Em meio às perfeições também há as superstições. Apesar de a Argentina jogar de uma camisa diferente em relação aos outros jogos – e de perder para os alemães com tal uniforme nas últimas três vezes em Copa do Mundo – o treinador relembrou pontos importantes de sua carreira como treinador e jogador. Na última vez que a Argentina conquistou o Mundial, Sabella estava no Brasil, como jogador, atuando pelo Grêmio.

    “Esperamos que o resultado seja o mesmo (daquele ano). Estava em Grêmio na pré-temporada, não lembro se em Gramado ou Canela. Há certo grau de paralelismo sim e espero que a situação se repita”, disse o treinador, falando também sobre a Argentina ter a dependência de um jogador, no caso uma comparação entre Maradona e Messi.

    Por fim, Sabella voltou a tocar num ponto que fez durante todo o Mundial, destacando a solidez da equipe e no conjunto num todo. “Sempre falamos da importância de dar solidez a uma equipe. Ainda mais numa competição tão importante. Temos que ser solido fisicamente e na estrutura dentro de campo. Vamos dar todo, como sempre digo. Através da humildade, sacrifício trabalho, da sensibilidade. Dar tudo para ser campeão”, finalizou.

  • Argentina x Alemanha: bom retrospecto geral, dificuldade em Copas

    Argentina x Alemanha: bom retrospecto geral, dificuldade em Copas

    Argentina x Alemanha tem retrospecto geral favorável aos hermanos, mas o inverso vale para as Copas. Maradona conheceu os dois lados, em 1986 e 1990.

    1986-90
    Os diferentes semblantes de Maradona após as finais de 1986 e 1990, contra a Alemanha Ocidental. Só em 1986 a Argentina venceu os alemães em Copas

    “Eles ganham os amistosos, nós os jogos competitivos”, declarou Wolfgang Niersbach, presidente da federação alemã de futebol, sobre os próximos e últimos oponentes no mundial. Provocou com razão: Argentina e Alemanha já se enfrentaram dezenove vezes, contabilizando os jogos contra a antiga Alemanha Ocidental. Foram oito vitórias argentinas, incluindo uma por 3-1 dentro de Frankfurt há dois anos, contra seis germânicas e cinco empates. Aliás, os hermanos só perderam dois dos oito encontros já disputados dentro da Alemanha. Mas a freguesia simplesmente se inverte nas Copas.

    O primeiro duelo entre os finalistas de 2014 também veio em uma Copa, em 1958. Foi o primeiro jogo deles na Copa da Suécia e marcava o retorno argentino a mundiais após 24 anos: por diferentes razões, os argentinos cometeram a furada histórica de não participarem das eliminatórias às Copas 1938, 1950 e 1954. Um retorno que começou dourado, literal e metaforicamente: o craque Omar Corbatta abriu o placar logo no início contra os detentores do título. E os sul-americanos jogaram com a camisa amarela do IFK Malmö, emprestada pelo clube da cidade para evitar confusão com a camisa alemã.

    Só que os teutônicos se impuseram no fim do primeiro tempo. Em dez minutos, aos 32 e aos 42, viraram o jogo, com Helmut Rahn (quem decretara a vitória sobre a Hungria em 1954) e Uwe Seeler, que marcou ali pela primeira vez em Copas – só ele, Pelé e Miroslav Klose marcaram em quatro mundiais. Rahn ainda faria os 3-1 no fim do segundo tempo. Foi o primeiro revés do “Desastre da Suécia”: achando-se favoritos, os argentinos caíram na primeira fase. Relatamos aqui.

    O encontro seguinte também foi em um mundial, em 1966. Em Birmingham, novamente na fase de grupos, não saíram de um 0-0, agora na segunda partida. Ambos terminaram classificados. O terceiro jogo foi em 1973, e nele veio a primeira vitória argentina. Em plena Munique, Miguel Brindisi, Norberto Alonso e Jorge Ghiso anotaram os 3-2 sobre os anfitriões (e campeões) da Copa seguinte, que descontaram com Bernhard Cullmann e Jupp Heynckes. O troco veio em 1977, quando os alemães-ocidentais venceram em Buenos Aires por 3-1. Foi a única derrota dos argentinos em casa na série de amistosos preparatórios ao mundial que sediariam.

    Em La Bombonera, Bernd Holzenbein e dois de Klaus Fischer foram os gols germânicos, com Daniel Passarella descontando. Dois anos depois, em Berlim Ocidental, Klaus Allofs e Karl-Heinz Rummenigge fizeram os gols de novo triunfo alemão, 2-1 com José Castro marcando para os argentinos. No primeiro dia do ano de 1981, no Mundialito do Uruguai, os hermanos conseguiram uma virada-relâmpago no Estádio Centenário: Horst Hrubesch abriu o marcador em Montevidéu, mas aos 39 minutos do segundo tempo Manfred Kaltz marcou contra e aos 43 minutos Ramón Díaz desempatou.

    1958-66
    Os capitães Pedro Dellacha e Hans Schäfer se cumprimentam em 1958, quando a Argentina vestiu amarelinha (!). Em 1966, Wolfgang Weber e Luis Artime no 0-0

    Em março de 1982, no Monumental de Núñez, Wolfgang Dremmler e Gabriel Calderón foram os autores do 1-1. Em 1984, em Düsselforf, José Ponce fez o jogo da sua vida, marcando dois na vitória argentina por 3-1. Outro de atuação recordada foi Ricardo Bochini: um dos maiores craques do país (leia), jamais marcou gols pela seleção e ali um chute seu desde o meio-de-campo passou perto de entrar. Já Jorge Burruchaga fez ali seu primeiro gol sobre os alemães. Dietmar Jakobs descontou.

    Em 1986, a primeira final entre eles foi talvez a mais emocionante das Copas. José Luis Brown fez seu único gol pela seleção ao abrir de cabeça o placar – atuaria com o polegar quebrado. Quando Jorge Valdano ampliou aos 11 do segundo tempo, a situação parecia definida. Mas em dez minutos, aos 19 e aos 29 do segundo tempo, a Nationalelf empatou, com os oportunistas Rummenigge e Rudi Völler. Mas três minutos depois disso, um Maradona até então bem marcado teve espaço para um sensacional passe para Burruchaga ficar cara a cara com Harald Schumacher e fazer o gol do título.

    Um ano e meio depois, em dezembro de 1987, Burruchaga novamente aprontou, marcando o único gol de amistoso no Monumental. Em abril do ano seguinte, em Berlim Ocidental, novo 1-0, dessa vez para os alemães, gol de Lothar Matthäus. E em 1990, mais um 1-0, na segunda final da Copa entre a Albiceleste e a Mannschaft. Seriamente desfalcados, os argentinos (sem Claudio Caniggia, por exemplo) ainda tiveram Pedro Monzón expulso no início do segundo tempo, após uma tesoura que Jürgen Klinsmann enfeitou demais, com direito a dar uma rolada no chão após cair, erguer de bruços as pernas o mais alto que podia e rolar mais três vezes. Monzón foi o primeiro expulso em final de Copa.

    Retrancados e talvez confiando em novo heroísmo de Sergio Goycochea em eventual decisão por pênaltis, os argentinos precisaram dele mais cedo do que isso: a 5 minutos do fim, o árbitro mexicano Edgardo Codesal viu pênalti de Néstor Sensini sobre Völler. Goycochea pulou no canto certo, mas não alcançou o tiro de Andreas Brehme, que marcou ali o único gol do jogo. O próprio Brehme teria reconhecido em entrevista ao jornal espanhol El País em 2006 que a penalidade não existiu.

    Em dezembro de 1993, em uma prévia da Copa dos EUA, os últimos finalistas se enfrentaram em amistoso em Miami. Foi o primeiro jogo da Argentina contra a Alemanha (re)unificada. E os argentinos, após uma classificação complicada (veja aqui), venceram os últimos campeões por 2-1, gols de Hernán Díaz, Andreas Möller e Abel Balbo. O jogo seguinte seria só em abril de 2002, em amistoso pré-Copa. Em Stuttgart, Juan Pablo Sorín marcou o único gol, mas ironicamente na Ásia a forte seleção de Marcelo Bielsa cairia na fase de grupos enquanto os alemães em frangalhos conseguiriam ir à final. Em seguida, dois jogos em 2005, ambos terminados em 2-2 na Alemanha.

    2006-10
    Maxi Rodríguez e Philipp Lahm no duelo de 2006. Thomas Müller e o gol-relâmpago em Sergio Romero em 2010. Estarão todos novamente envolvidos logo mais

    O primeiro, um amistoso em fevereiro em Düsseldorf, teve dois gols de Hernán Crespo para os argentinos e Torsten Frings e o brasileiro Kevin Kurányi fazendo os dos anfitriões. Na fase de grupos da Copa das Confederações, em Nuremberg, Kurányi marcou de novo e outro imigrante, o ganês Gerald Asamoah (primeiro negro da seleção alemã), fez o segundo germânico. Juan Román Riquelme e Esteban Cambiasso empataram. Um ano depois, em Berlim, o bom retrospecto argentino em solo alemão parecia que seria reforçado. Roberto Ayala abriu o placar e os hermanos iam bem.

    As coisas se complicaram nos últimos 20 minutos, porém. Roberto Abbondanzieri se contundiu e uma inesperada substituição de goleiros precisou ser feita, com Leo Franco assumindo as redes. Daí, o técnico José Pekerman resolveu reforçar a defesa, trocando o meia-armador Riquelme pelo volante Cambiasso. Ainda trocou Crespo pelo inábil Julio Cruz. Chamados ao ataque, até pela necessidade, os alemães foram para cima e um minuto depois de Cruz ingressar, Klose marcou. Nos pênaltis, todos os alvinegros – Oliver Neuville, Michael Ballack, Lukas Podolski, Tim Borowski – foram acertando.

    Já do lado argentino, Cruz acertou o primeiro, Ayala teve o seu defendido por Jens Lehmann, Maxi Rodríguez converteu e Cambiasso, após perder a quarta cobrança, decretou a eliminação nas quartas-de-final de um dos mais promissores times que a Argentina já levou a uma Copa. Em 2010, novamente os finalistas de 2014 se encararam nas quartas. Sendo que em março, em plena Allianz Arena de Munique, Gonzalo Higuaín fez o único gol do amistoso. Mas, na Cidade do Cabo, os teutônicos massacraram desde cedo: Thomas Müller abriu o placar logo aos 3 minutos. Klose ampliou aos 13 do segundo tempo. Arne Friedrich matou seis minutos depois. Klose ainda fez outro, aos 44.

    O último encontro foi aquele de Frankfurt, em 15 de agosto de 2012. Sami Khedira, marcando contra, e Lionel Messi e Ángel Di María abriram 3-0. Benedikt Höwedes só diminuiu a 9 minutos do fim. Os argentinos usaram quase todo o time-base de Alejandro Sabella no início desta Copa: Romero, Zabaleta, Federico Fernández, Garay e Rojo, Mascherano, Gago, José Sosa (a única exceção; não foi convocado), Di María, Messi e Higuaín. Entraram ainda Agüero e Campagnaro e dois não-convocados, Rodrigo Braña e Pablo Guiñazú. Por outro lado, muitos nomes derrotados ali não vieram ao Brasil: Holger Badstuber, Marcel Schmelzer, Lars Bender, Marco Reus, Marc-André ter Stegen e İlkay Gündoğan.

    Contra a antiga Alemanha Oriental, a Argentina também teve bom retrospecto geral (dois jogos e invicta) mas duvidoso em Copas: contra a pátria original de Toni Kroos, empatou na segunda fase de grupos da Copa 1974. Joachim Streich, maior artilheiro dos ossies, abriu o placar e René Houseman empatou em Gelsenkirchen, na única não-derrota dos alemães do leste naquela fase. Foi o último jogo da antiga RDA em Copas e ocorreu dois dias depois da morte do presidente Perón; alguns argentinos teriam até cogitado voltar antes ao país para os funerais. E foi a estreia de Ubaldo Fillol na seleção – ele não se firmou e só voltaria a defendê-la já em 1978, às vésperas de nova Copa. Um ano antes, em 1977, na Bombonera, Houseman marcou de novo e Jorge Carrascosa fez outro na vitória hermana por 2-0.

    1974
    A Alemanha Oriental também não foi vencida em Copas: 1-1 em 1974. Os argentinos são Enrique Wolff (caído e com visível faixa preta no braço, de luto pelo presidente Perón) e Rubén Ayala, ao fundo
  • Árbitro da final, Nicola Rizzoli trabalhará pela 3ª vez em jogos da Argentina nesta Copa

    Nicola Rizzoli apitou a final da Copa de 2014, 24 anos depois de Edgardo Codesal comandar outra decisão polêmica entre os mesmos países.

    Belo Horizonte – Passados 24 anos de uma final com uma arbitragem polêmica de Edgardo Codesal na final entre Argentina e Alemanha, quando marcou um pênalti em Rudi Völler aos 39 minutos do segundo tempo, o sonho de todo torcedor argentino é que o árbitro da final de 2014 não cometa os mesmos erros. E o responsável para comandar a partida deste domingo, às 16h, no Maracanã, será o italiano Nicola Rizzoli, de 42 anos.

    O italiano já apitou dois jogos da Seleção Argentina nesta Copa do Mundo. O primeiro foi em Porto Alegre, na vitória por 3×2 sobre a Nigéria. Na semana passada, esteve em Brasília apitando a partida contra a Bélgica, em que a Argentina venceu por 1×0. Curiosamente, as duas lesões mais graves envolvendo jogadores argentinos nesta Copa aconteceu com ele em campo: a primeira de Sergio Agüero e a outra de Angel Di María. Ambos correm podem estar na final.

    Durante a partida contra a Nigéria, o árbitro chegou a bater um papo com o goleiro Eneyeama, pedindo para que não marcasse faltas tão próximas as áreas devido as cobranças de Lionel Messi. O fato aconteceu na volta do primeiro para o segundo tempo, minutos depois de o argentino ter marcado um gol de falta.

    Rizzoli será auxiliado por Renato Faverani e Andrea Stefani, ambos da Itália. Carlos Vera, do Equador, será o quarto árbitro. Rizzoli será o terceiro italiano a apitar uma decisão. Em 1978, quando a Argentina foi campeã, foi Sergio Gonella. Em 2002, com a Alemanha vice, o responsável foi Pierluigi Collina.

  • Messi, Di María e Mascherano concorrem ao prêmio de craque da Copa

    Messi, Di María e Mascherano concorrem ao prêmio de craque da Copa

    Os candidatos a craque da Copa de 2014 incluíam Messi, Di María e Mascherano entre os dez nomes escolhidos pela FIFA.

    Messi2

    Belo Horizonte – A FIFA divulgou no início da tarde desta sexta-feira, no Rio de Janeiro, os 10 candidatos ao prêmio de melhor jogador da Copa do Mundo. E nesta lista, três argentinos concorrem diretamente ao posto de craque da competição: Lionel Messi, Angel Di María e Javier Mascherano. Além destes, Sergio Romero concorrerá ao prêmio de melhor goleiro da Copa do Mundo.

    Lionel Messi foi decisivo para a Seleção Argentina nas quatro primeiras partidas da Copa do Mundo. Marcou quatro gols até então, sendo dois contra a Nigéria e um contra Irã e Bósnia. Na partida contra a Suíça, deu o passe para Dí Maria marcar o gol da vitória. Contra a Bélgica, apesar ofensivamente não ter feito uma boa partida, com poucas chances de gol, o jogador foi um dos que mais roubou bola no meio campo, demonstrando uma disposição bem distinta de sua personalidade.

    Angel Di María, por sua vez, foi o jogador que mais chutou a gol por parte dos argentinos. Seu desempenho só foi abaixo da média na partida contra a Bósnia, onde pouco apareceu. Nas demais partidas, o jogador arriscou em chutes de longa distância e, como já dito, marcou o gol contra a Suíça. Nas quartas de final, o jogador deixou o campo aos 33 minutos. Antes, quase marcou um belo gol que poderia sacramentar, de maneira mais fácil, a classificação. O jogador corre contra o tempo para jogar a final.

    Javier Mascherano, por sua vez, tem sido um líder dentro de campo. Vem sendo perfeito nos passes e na marcação, cometendo poucas faltas até então. Foram apenas sete faltas em seis jogos, uma média de 1,16 por partida. Além de ser o jefecito, tem sido fundamental para a Argentina taticamente, sempre cobrindo os espaços e no tempo certo da bola. Contra a Holanda, o prêmio não foi para as suas mãos por conta dos pênaltis pegos por Sergio Romero, uma vez que seu pé foi fundamental para evitar o gol de Robben, aos 44 minutos do segundo tempo.

    Além dos três argentinos, a final da Copa do Mundo terá a presença de outros quatro concorrentes ao prêmio. A Alemanha tem como figuras e candidatos o zagueiro Mats Hummels, o meia Toni Kroos, o lateral/volante Philipp Lahm e o atacante Thomas Müller. Neymar (Brasil), Arjen Robben (Holanda) e James Rodriguez (Colômbia) também disputam ao prêmio. O colombiano, ex-Banfield, é o artilheiro do Mundial com 6 gols.

    Melhores goleiros
    Romero

    Para o gol, três goleiros entraram na lista. Keylor Navas, da Costa Rica, Manuel Neuer, da Alemanha e Sergio Romero disputam o prêmio. Navas tomou apenas dois gols na Copa do Mundo (contra Uruguai e Grécia), além de ter feito boas apresentações nas disputada de pênaltis contra gregos e holandeses. Já Neuer tomou quatro gols (Gana, duas vezes, Argélia e Brasil).

    Sergio Romero, por sua vez, vem calando a boca de muitos. O jogador fez boas partidas, não foi culpado nos três gols sofridos durante o Mundial (Bósnia e Nigéria). Contra a Bósnia, Irã Suíça e Bélgica, o jogador fez boas defesas que impediram o pior resultado aos argentinos. Além disso, pegou dois pênaltis contra a Holanda, que classificou a seleção para a final após 24 anos.

    Para o prêmio de jogador jovem, dois franceses: o zagueiro Raphael Varane e Paul Pogba, meia. Memphis Depay, da Holanda, também concorre ao prêmio. O prêmio é dado aos jogadores nascidos a partir de 1993.

  • Di Maria corre contra o tempo para tentar jogar a final

    Di Maria corre contra o tempo para tentar jogar a final

    Di María corre contra o tempo para jogar a final, enquanto a Argentina faz a última atividade na Cidade do Galo.

    Di Maria e Sabella

    Belo Horizonte – A Seleção Argentina fez na manhã desta sexta-feira sua última atividade nos gramados da Cidade do Galo. O trabalho, com portões fechados, foi mais regenerativo, sem muita intensidade, uma vez que o desgaste aumentou devido ao curto período de preparação entre um jogo e outro. Pelo menos para a maioria, uma vez que Di María corre (literalmente) contra o tempo para chegar à decisão contra a Alemanha.

    O jogador fez trabalhos específicos de recuperação que exigiu exercícios de velocidade, além de uma atividade com bola. De acordo com a assessoria de imprensa, na atividade de quinta-feira, o jogador estava trabalhando entre 60 a 80 por cento de suas condições físicas, algo animador. O atleta chegou a ter o seu corte anunciado através do twitter oficial da Argentina, mas tal postagem foi apagada. Quem cuida das redes sociais é uma empresa terceirizada.

    O representante de Dí Maria, Eugênio López, logo após dizer que Alejandro Sabella não deve permanecer no cargo técnico da Argentina, disse que o jogador vem trabalhando contra o relógio e de maneira intensiva. “Ele faz quatro turnos diários para se recuperar e sofre muito em cada um deles. Mas ele não pensa nada mais que a final. Ele quer jogar de qualquer maneira, mas o Sabella é que vai analisar a melhor equipe”, agregou.

    Quem também fez um trabalho diferenciado foi Marcos Rojo. O jogador terminou a partida contra a Holanda no sacrifício. A informação oficial, no entanto, é que o jogador fez esses trabalhos por precaução devido ao desgaste físico.

    A Argentina fica na região metropolitana de Belo Horizonte, em Vespasiano, na Cidade do Galo, até este sábado. As 11h a delegação embarca para o Rio de Janeiro onde ficará hospedada no Radisson Barra, mesmo hotel que está hospedado Diego Maradona. As 16h30, Sabella irá ao Maracanã onde concederá uma entrevista coletiva e na sequência segue para São Januário para treinamento entre as 18h15 as 19h15. A partida contra a Alemanha será às 16h, no domingo, no Maracanã.

  • Argentina e Alemanha treinarão em São Januário na véspera da final da Copa

    Argentina e Alemanha treinarão em São Januário na véspera da final da Copa

    Argentina e Alemanha em São Januário dividiram o estádio do Vasco para os treinos da véspera da decisão.

    Estádio do Vasco da Gama receberá Argentina e Alemanha. Foto: Instagram
    Estádio do Vasco da Gama receberá Argentina e Alemanha. Foto: Instagram

    Belo Horizonte – Todos os treinamentos da Seleção Argentina nas vésperas das partidas da Copa do Mundo aconteceram nos estádios onde foram realizados os jogos. Mas na final, tal sequência será travada. Por determinação da FIFA, para a preservação do gramado do Maracanã, tanto Argentina quanto a Alemanha não treinarão no palco da decisão.

    Por isso, o treinamento que a Seleção Argentina faria no Maracanã das 17h30 às 18h30 passou para o estádio São Januário. A atividade acontecerá agora das 18h15 às 19h15. Horas antes, Alejandro Sabella falará aos jornalistas às 16h30, na última entrevista coletiva antes da decisão da Copa do Mundo.

    O mesmo vale para a Alemanha. Os germânicos esperavam fazer uma atividade no estádio da final, às 15h, mas devido as chuvas a atividade foi transferida. O trabalho acontecerá entre 15h as 16h no estádio do Vasco do Gama. Já a coletiva de imprensa no estádio do Maracanã do técnico Joachim Löw e o meia Bastian Schweinsteiger será às 13h30.

    Atualizado às 18h55

  • Representante diz que Sabella deixará Seleção Argentina após o Mundial

    Representante diz que Sabella deixará Seleção Argentina após o Mundial

    A saída de Sabella da Seleção Argentina foi anunciada pelo representante dele à rádio, dias antes da decisão.

    Sabella-hablo-previa-cuartos-Belgica_OLEIMA20140704_0101_5

    Belo Horizonte – O representante de Alejandro Sabella, Eugenio López, anunciou para a rádio FM Delta, na manhã desta sexta-feira, que o treinador não deve permanecer no cargo da Seleção Argentina após o Mundial, independentemente do que acontecer na decisão contra os alemães.

    “Tenho certeza que Alejandro (Sabella) não vai seguir na Seleção Argentina. Ele, em toda a sua vida, sonhou com isso, buscou e trabalhou para ser técnico da Seleção. Mas ele já deu a Argentina o que tinha que dar. Os ciclos se cumprem, são momentos. No Estudiantes ele ganhou e igualmente se foi”, disse o representante.

    O primeiro jogo de Alejandro Sabella foi em 2 de setembro de 2011, com vitória por 1×0 sobre a Venezuela, em Calcutá. Desde então foram 40 partidas até o momento, com 26 vitórias, 10 empate e quatro derrotas. Dos tropeços, dois nas Eliminatórias (3×2 para o Uruguai e 1×0 para Venezuela) e para o Brasil em duas oportunidades (2×1 e 2×0, ambos no Superclássico das Américas).

  • Argentina jogará com segundo uniforme na final contra a Alemanha

    Argentina jogará com segundo uniforme na final contra a Alemanha

    A Argentina com o segundo uniforme na final abandonou a camisa alviceleste após seis partidas com ela.

    BsO0BqeIgAAQTaw

    Belo Horizonte – Após seis partidas atuando com o uniforme alviceleste, a Seleção Argentina terá de abandonar a camisa principal na decisão contra a Alemanha. Como está do lado do ‘visitante’ na tabela, a Argentina não tem a prioridade na escolha do uniforme. Por terem uniformes com padrões brancos, a Argentina terá de atuar com a camiseta azul.

    Para os supersticiosos argentinos, isso não é um bom sinal. Nas últimas três oportunidades que a Argentina atuou com o uniforme ‘suplente’ contra a Alemanha, a Argentina foi derrotada. A primeira queda foi em 1990, na final daquele ano. Os outros dois encontros foram em 2006 e 2010.

    Desde a final de 1990, a Argentina atuou com o uniforme azul em nove oportunidades. Foram cinco vitórias (Grécia, em 1994 e 2010; Croácia, em 1998; Nigéria, em 2002; e Servia e Montenegro, em 2006) e dois empates (Inglaterra, em 1998; e Suécia, em 2002), além das duas quedas para a Alemanha. Nos empates, uma classificação nos pênaltis e outra eliminação na primeira fase.

  • Sabella, finalmente no banco, e Messi com a certeza de que pode não ter outra chance

    Messi_v1350321821

    Necessário dizer que a Seleção da Argentina finalmente se reconfigurou como um time. Seria elogiável, se antes já não tivéssemos esse time. Contudo, mesmo assim, vale a pena reconhecer os méritos de um treinador teimoso, que no último momento se deu conta de que abusava da sorte e fez as necessárias mudanças. Vamos falar disso aqui, de Messi e da possível conquista do título pela seleção que mais merece e precisa de um caneco: a Argentina.

    Dias atrás, soltamos aqui um texto opinativo que irritou muita gente. Em parte, por causa dos argumentos, que muitos não estão dispostos a entender, quando ficam furiosos por falarmos daquilo de que não concordam. Em parte, por causa do tom, que faz com que, ainda que alguns, ainda que aceitem os argumentos, não se furtem de se chatear com o rigor de certas palavras. Respeitamos aqueles. E com estes, além do respeito, sempre estaremos dispostos a debater. Na ocasião, chamamos a Argentina de “lixo”. Não que a gloriosa Albiceleste fosse um lixo, mas pelo futebol que ela estava jogando e que negava não só suas origens, mas a competência até dos 23 atletas que estão no Brasil. Isto não existe mais, pois as necessárias modificações foram feitas pelo comandante do banco de reservas. Falemos dele primeiro.

    Voltando a ser Sabella

    Alejandro Sabella tem o mérito indiscutível de pegar um amontoado de jogadores e transformá-lo num time de futebol. Parece fácil, só que nem Dieguito conseguiu nem tampouco Batista, um técnico de futebol, ao contrário de Maradona. Havia momentos noa quais muitos suspeitavam de que a casa não seria arrumada de maneira alguma. Contribuía para isso o fato de que a Argentina se configurava como um time que não chegava mais. Era só ensaio de uma peça esperada, mas que não raro decepcionava já na estreia.

    Neste contexto, era comum o reconhecimento de que no país vizinho a fábrica de craques brindava o mundo com atletas fenomenais, mas que eles dificilmente levariam a Albiceleste à gloriosa conquista do caneco de um Mundial. Inevitável esquecer daquela Copa América na qual um time extraordinário perdeu para o “Imperador” Adriano e um amontoado de reservas discutíveis que o acompanhavam na esquadra da Seleção Canarinho. Desespero e pessimismo eram comuns e davam o tom.

    Sabella tratou do assunto com uma competência incrível. E para tanto, soube bancar vários jogadores do Estudiantes, mesmo com as severas críticas que recebeu. Isto importou menos do que a percepção quanto ao fato de que finalmente uma seleção seria configurada para trabalhar para Messi. Símbolo disso foi a braçadeira de capitão, logo oferecida a “La Pulga”. Aos poucos, o Pachorra montou um time e foi se dando ao luxo de fazer algumas poucas experiências. Muitos discordavam de um ou outro jogador, mas todos sentiam que havia uma Seleção Argentina forte e competitiva.

    Esta Seleção desapareceu nos primeiros jogos da Copa do Mundo. A opção por ignorar meias habilidosos como D`Alessandro era discutível, mas tinha uma explicação: Um time seria formado na defesa para que o craque do Barça circulasse livre do meio-campo para frente. Como armador, Messi teria os demais membros do quarteto mágico para municiar com a pelota; como falso nove, Messi teria em Dí María alguém flutuando por todo campo, se deslocando dos lados para o centro e armando para o craque do Braça guardar. Nada disso funcionou e a solução demorou a parecer, pois certa miopia se assenhorou dos olhos de Sabella.

    Agüero mal física e tecnicamente. Higuáin e Dí María com a musculatura à beira de uma estafa perigosa, enquanto Messi ainda parecia completar sua longuíssima recuperação pós-lesão de 2013. Um dos problemas foi a sobrecarga ao craque do Barça; o outro foi a necessidade do sistema defensivo lidar com as falhas de marcação no ataque, além da necessidade de que seu volante de criação, Fernando Gago, alternasse bem o papel de marcador e de homem da primeira bola. As questões relacionadas a Messi foram se resolvendo pela competência do maior jogador do mundo. Porém, quanto a Gago, se fez necessário que Sabella abandonasse sua teimosia e modificasse a equipe. Por certo que o Pachorra não leu nosso texto opinativo. Contudo, foi depois de sua publicação que coincidentemente ele colocou Lucas Biglia para jogar.

    Quem acompanha nosso trabalho aqui e no twitter sabe o quanto defendemos a entrada de Biglia na equipe. Vários textos foram publicados aqui, no FP, principalmente pelo Júnior Marques, falando ou sinalizando a mesma coisa. Não temos problema com Gago, que reconhecidamente é uma referência de volante habilidoso e técnico. Mas o craque do Boca não vinha bem há muito tempo e não tinha condição de ser titular tendo Negro Fernández e Lucas Biglia no banco.

    Foi então que Sabella deu uma lição tardia de humildade e mudou a equipe. Além de Biglia, colocou Demichelis para jogar. Muitos podem ter estranhado a saída de Fernández, mas o defensor do City é um zagueiro perfeito para atuar num sistema que o coloca protegido pelo monstro Mascherano e pelo polivalente Biglia, que se alterna entre a composição do “doble 5” e o preenchimento do meio-campo, reduzindo o setor em que Messi, Enzo Pérez e possivelmente Dí María tenham obrigação de cobrir. Efeito foi instantâneo e já contra a Bélgica o retrato era o de uma Argentina fortalecida taticamente e com cara de chegada. Então, o amontoado de jogadores, bem semelhante ao que havia no comando de Maradona e Batista, dava lugar novamente a um time de futebol, semelhante ao que o substituto do “Checho” já havia montado anteriormente. O mérito disso foi do técnico que deixou de ser “Felipão” e voltou a ser Alejandro Sabella. Indiscutível.

    Messi será o Maradona de 1986 ou o Maradona de 1990?

    Foi Paulo Vinícius Coelho que colocou a dúvida, após os dois primeiros jogos da Argentina, na Copa. Em ambos, Messi não jogou bem, embora tenha decidido as duas partidas. Esta situação o colocava sim como o Maradona de 1990, que não era brilhante, porém decisivo e responsável pela excelente campanha que fez a Albiceleste. Messi flertou com o Maradona de 86 nos jogos seguintes, ainda que timidamente. Na essência, contudo, seguia a ser o Dieguito de 90. Todavia, no último jogo, contra a Holanda, sequer foi uma coisa ou outra. Foi completamente anulado pelo esquema defensivo holandês, que colocava o recuperado De Jong na sua marcação.

    E restou apenas uma partida para que o craque do Barça decida de qual dos “dois” Maradona´s ele vai se aproximar. Bom deixar claro que isto é apenas uma aproximação, já que Messi é genial sem precisar ser comparado até ao maior craque da história do futebol argentino. Porém, no coração dos torcedores, o craque do Barça só vai superar Dieguito se for o cara do jogo no domingo. E ele, Messi, sabe disso mais que ninguém.

    Desnecessário dizer que agora ele tem um time para protege-lo e ajuda-lo. Tem Mascherano finalmente provando para alguns o gênio tático que sofisticou ainda mais seu futebol ao ser deslocado à zaga, no Barcelona. Terá Dí María de volta ou Enzo Pérez, que mostrou personalidade para preencher o vazio deixado pela ausência do “Fideo”. Contudo, o que mais pertence a Messi neste momento é a certeza de que talvez não tenha outra chance para levar a Argentina ao título uma Copa do Mundo.

    E o que faz um jogador de futebol com esta certeza em sua cabeça? Depende do jogador. Ser for comum, não saberá conviver com a pressão e vai refugar. Mas quando se trata de um gênio do futebol é bem possível que ele supere todas as adversidades em torno de não desperdiçar uma rara chance de ser campeão. E Lionel Messi é este gênio. Por causa disso, ele será o Maradona de 86, no domingo, para depois voltar a ser Messi. Por causa disso, ele vai levar a Argentina ao sonhado título de tricampeão do Mundo, fazendo justiça à história do futebol mundial. Só.

  • Agüero: “Estamos na final e não é por casualidade”

    Agüero: “Estamos na final e não é por casualidade”

    Agüero e a final conquistada sem casualidade: era o discurso que o elenco repetia desde a preparação.

    Aguero-Maxi-conferencia-prensa_OLEIMA20140710_0232_5

    Belo Horizonte – Desde o início da preparação argentina para a Copa do Mundo do Brasil, os jogadores ressaltaram que um dos pontos principais para o elenco era passar das quartas de final. O objetivo já foi cumprido, o que mantém uma pressão menor sobre o elenco. Tanto que para a decisão contra a Alemanha, domingo, às 16h, Sergio Agüero jogou um pouco da responsabilidade aos rivais.

    De acordo com Agüero, a Argentina está em um posto em que vários não acreditavam e por isso ressaltou que a Argentina vá por mais. “Estamos na final. Muitos não acreditavam. Nosso objetivo é passar das quartas. Tínhamos a Holanda, que podemos ganhar. Foi um jogo muito tático. E nos pênaltis tivemos sortes e estamos na final. Objetivo é passar das quartas. E agora que estamos na final, queremos ganhar”, agregou o jogador argentino.

    O jogador fez questão de lembrar que a Alemanha, desde o início da competição, entrou como uma forte candidata ao título, quase de forma unanime, por isso, jogou a responsabilidade para eles. “Alemanha desde que começou o Mundial era favorito a ganhar. Nós estamos pensando em nós, seguindo o que fizemos desde o primeiro jogo. Por um lado, a pressão vai para eles. Mas estamos na final e não é por casualidade”, apontou. “Se você tiver algum dinheiro para apostar, aposte na Argentina”, complementou.

    Agüero minimizou ainda o apoio de Neymar para a Seleção Argentina, assim como as críticas de Robben, ao dizer que a Argentina não tem chances contra a Alemanha. “O que vem de fora não tem importância” disse o jogador durante a entrevista coletiva na Cidade do Galo. “O que aconteceu com o Brasil pode acontecer com qualquer um. Vamos fazer de tudo para não dar espaços a eles”, complementou o jogador, em referência a goleada aplicada sobre o Brasil.

    Kun disse que ainda não está na sua melhor condição física. “Se me colocar em campo desde o início eu vou dar todas as forças. A verdade é que tratei de fazer o melhor possível para me recuperar. Quando você perde três partidas você sente falta. Se eu for jogar a final, vou sacar energias de onde for preciso”, apontou o jogador. O atleta aproveitou para complementar ao dizer que os amistosos são totalmente diferentes e que não servem de parâmetro para uma final. “Vamos tomar cuidado para evitar o que aconteceu no Mundial passado”, finalizou.